Conheça a trajetória de vida de Wellington do Curso

Blog do Neto Cruz

Wellington do Curso 2014

Nascido no dia 27 de setembro de 1970, Wellington teve uma vida difícil. Tudo estava muito longe daquilo que ele sonhava para seu futuro. A família de muitos filhos era também muito pobre. Assim como os cinco irmãos, ele iniciou e concluiu os estudos em escolas públicas. O pai abandonou a casa quando ele completara 7 meses de vida. A mãe fazia o que podia para sustentar os filhos, mas teve de “entregar” dois deles para que não morressem de fome.

Como tudo era árduo, Wellington “arregaçou as mangas” para trabalhar, aos 14 anos. Seu primeiro emprego foi como empacotador de caixa de supermercado. Depois, fez um “bico” em um motel, trabalhando como camareiro e porteiro. Na época, passou a morar em diferentes lugares, com parentes e amigos da família, porque a mãe não tinha condições de sustentar todos. Na verdade, foi criado pela avó.

Aos 16 anos, tornou-se vendedor de frutas. O ofício era injusto para um adolescente no auge de sua juventude: com a ajuda do irmão José Carlos, ele acordava rigorosamente com o cantar do galo, às 4h, e partia rumo à Ceasa. Lá, comprava a mercadoria e ia vendê-la em frente ao Armazém Paraíba de Teresina. Por volta das 18h, guardava a mercadoria e seguia para a Escola Técnica Federal, onde, mesmo com dificuldades, conseguira ser aprovado para o curso de Edificações.

“Foi a glória para um membro de uma família na qual ninguém conseguia terminar o 2º grau. Era muito difícil”, recorda.

Exército 

Quando completou 17 anos, Wellington, mesmo a contragosto, teve de se alistar nas Forças Armadas e foi aceito pelo Exército. Em 1989, a vida do jovem daria um salto que nem ele mesmo imaginava. Sempre muito esforçado, disciplinado e dedicado, encarou um concurso público para sargento do Exército e foi aprovado. “Foi o dia mais feliz da minha vida. Era aniversário da minha mãe e cheguei até ela e disse: a partir de agora, a nossa vida vai mudar”, conta.

E ele estava certo. A aprovação no concurso o levou para Três Corações, em Minas Gerais, onde concluiria o Curso de Formação de Sargento. Depois, teve de escolher entre as cidades de Salvador, Maceió e São Luís, mas preferiu a Ilha do Amor.

À beira dos 20 anos, com o que já estava ganhando no curso de Formação de Sargento, pode ajudar mais a família e finalmente começaria a realizar seus sonhos. Comprou o primeiro brinquedo de toda a sua vida: um videogame. “Nunca tive brinquedos. Fui uma criança sem infância”, recorda. Até àquela idade, Wellington também nunca havia provado um pedaço de pizza.

Enquanto sargento do Exército, foi monitor e instrutor do curso para cabo e sargento temporário e, por sua competência e honestidade, foi indicado a um cargo de confiança da corporação. “Como sempre fui muito atencioso, prestativo, cumpridor de horários e respeitador da hierarquia, trabalhei no serviço de inteligência do Exército, no qual passei nove anos e seis meses”, diz.

Às Forças Armadas, Wellington dedicou 15 anos de sua vida, sempre ajudando a família. No ofício, aprendeu a ser ainda mais disciplinado e determinado. Em resumo: o Exército deu a ele ainda mais força de vontade. Ex-sargento formou-se em Pedagogia e Teologia.

Filho de Iracema de Castro Bezerra, Carlos Wellington de Castro Bezerra, 43 anos, prefere não mencionar o nome do pai, que abandonou a família quando ele contava apenas 7 meses de vida. O reencontro aconteceu quando ele tinha 23, mas fora por pura curiosidade, já que o pai, para o empresário, é aquele que cria.

Os irmãos de Wellington, Irene, Francisca, José Carlos, Francilene e Alberto, conseguiram vencer na vida com a ajuda dele, na época em que as coisas começaram a mudar. José Carlos tornou-se engenheiro, Alberto é sargento da Aeronáutica e Francilene, arquiteta.

Inteligente, comunicativo e simpático, ele é também um homem de fibra. Cristão, gosta de frases bíblicas e tem uma legião de fãs no site de relacionamento facebook, que sempre está atualizado. Sem esconder sua origem humilde, não mede as palavras quando conta aos alunos sobre seu passado de dificuldades.

Chama 

O incentivo é sua marca registrada. Volta e meia, ele trafega pelos corredores do curso, sempre apressando os alunos para as salas de aula, pois compreende as suas incertezas e sabe que é preciso botar “lenha na fogueira para que a chama não se apague”.

Depois que deixou a Escola Técnica, Wellington chegou a fazer curso superior e conseguiu formar-se em Pedagogia e Teologia, com especialização em Pedagogia Teológica. Começou a fazer o curso de Direito, mas parou no 4º período por falta de tempo. “Fiz Teologia porque passei a ter curiosidade em compreender melhor a religião e assim me aproximar mais de Deus. Sou cristão e gosto de ir à igreja”, revela. Cumpridor de horários, o professor acorda por volta das 7h e vai direto para o curso. De lá, sai depois das 11h. Seu lazer está associado às saídas à praia, restaurantes, cinema, aos encontros com os amigos.

Luta

Curioso, gosta de ler revistas, jornais, livros e adora viajar. Seus planos estão relacionados à sua vontade de continuar aprovando seus alunos nos concursos, afinal, como ele mesmo diz, “foram anos de muita luta para transformar o Curso Wellington em marca de credibilidade”. “Fizemos muitas campanhas e abraçamos a causa para mostrar que podemos fazer sempre melhor”, afirma.

Quando perguntado sobre sua missão como profissional, Wellington tem a resposta na ponta da língua: “Sou um realizador de sonhos e prefiro as lágrimas da derrota à vergonha de não ter lutado. E me considero realizado, porque sou um jovem empreendedor de origem humilde que não baixou e não baixa a cabeça para as dificuldades e adversidades. É preciso continuar a caminhada e mostrar para as pessoas que elas podem vencer ”, finaliza.

Coragem para perseguir o sonho

Em 1995, Carlos Wellington teve uma grande idéia. Entusiasmado com a profissão e vislumbrando incentivar as pessoas em direção a algo em que ele acreditava piamente, criou coragem para investir em um negócio próprio. Era o início de uma nova etapa na vida do ex-vendedor de frutas, que mais tarde se tornaria empresário.

O sargento não pensou duas vezes: com a “cara e a coragem”, abriu um curso preparatório para concurso público do Exército e Aeronáutica, aproveitando a experiência adquirida nas Forças Armadas. Chamava-se Curso do Sargento Wellington e o prédio ficava localizado sobre uma agência do Banco do Brasil, no bairro João Paulo. Havia apenas três alunos, mas a empolgação era grande.

Persistente, ele transferiu o curso para outro prédio, em frente à Escola São Vicente de Paulo, e depois passou a ministrar aulas em frente à loja Só Sucesso, também no João Paulo. Mas o professor ainda não estava satisfeito. Sempre que passava de ônibus pelo bairro Monte Castelo “namorava” uma residência abandonada com uma placa de venda.

Um dia, ele teve um impulso e tomou uma decisão. “Decidi vender tudo o que eu tinha para dar entrada na casa, inclusive o apartamento que havia comprado na Forquilha, televisão, vídeo cassete, celular, geladeira, tudo. Aí eu dei a entrada e financiei o restante pela Caixa Econômica. Ninguém me ajudou, pois não tinha nem amigo para pedir emprestado”, recorda.

Curso 

O sonho de Wellington tornava-se real à medida que a casa abandonada transformava-se no Curso Wellington. Quase ninguém sabia, mas o professor passou a morar dentro do prédio em construção, enquanto os irmãos se acomodavam num cubículo no bairro Apeadouro. Em meio a tijolos, areia, madeira e tinta, ele seguia em frente, sempre alegre, falante e de cabeça erguida.

“Sabia que aquele curso vingaria, pois precisava mostrar às pessoas que o concurso público é uma oportunidade democrática para todo mundo. Hoje, eu ministro palestras sobre a minha vida e sobre a importância dos concursos. Mas foi um período tumultuado, porque era difícil e muito caro”, diz.

Wellington conta que foram os próprios alunos quem o ajudaram na mudança de prédio. “Eles carregaram as cadeiras na cabeça no dia da mudança e não se importavam de assistirem aulas enquanto os operários trabalhavam na obra. Era uma correria. Às vezes, eu nem almoçava”, relembra.

Em 1998, o empresário decidiu ampliar o negócio e abriu turmas para outros concursos públicos. Durante a fundação do Curso, Wellington pôde contar com a ajuda dos professores Alessandro Maia e Maria de Lourdes . Juntos, eles se esforçaram para mudar a mentalidade dos maranhenses com relação às vantagens dos concursos públicos. “Antes, as pessoas somente estudavam quando saíam os editais dos concursos e nós sabíamos que a coisa não era bem assim. Para você passar num concurso é preciso se preparar bem, com antecedência”, recomenda. É por isso que, todos os dias, Wellington circula de sala em sala no curso, estimulando os alunos a estudarem cada vez mais e a não desistirem da caminhada, assim como ele não desistiu.

Política

Wellington do Curso foi candidato a Deputado Federal no ano de 2010 pelo Partido Social Liberal (PSL), obtendo mais de 23 mil votos. Em 2012, ainda no PSL, Wellington foi injustiçado e covardemente impedido de concorrer ao cargo de Vereador em São Luís. Pela primeira vez é candidato a Deputado Estadual, agora pelo Partido Popular Socialista (PPS), com o número 23.123. O lema usado por Wellington é: Eu acredito! #Um jeito novo de fazer política.

Publicado em: MARANHÃO

Rose Sales faz caminhada pelas ruas do bairro Cruzeiro do Anil

DSC_8323 “ Será a primeira vez que eu vou votar e o meu voto é Rose!”
Jovem morador do Cruzeiro do Anil

“ Aqui a gente precisa de muita coisa. Quando ela for Deputada Federal vai fazer mais pela gente, pelo povo do Maranhão. Nosso voto é pra ela!”
Graça Lima, dona de casa do Cruzeiro do Anil

“ Conheço a Rose desde criança. Ela foi uma boa Vereadora e pode ser uma boa Deputada Federal, e não perderá as suas raízes.”
Joel Dias, dono do Sucatão do Joel, no Cruzeiro do Anil

Mais uma vez pude estar entre meu povo do Cruzeiro do Anil, do Grande Anil! Nossa caminhada realizada na tarde de quinta-feira (10/set) começou pela Praça São Sebastião onde amigos, moradores, vizinhos, se reuniram a minha volta dando apoio e festejando a nossa candidatura. O Grande Anil tem a possibilidade histórica de eleger a sua primeira Deputada Federal negra, filha do Cruzeiro do Anil, nascida, criada e ainda moradora do bairro.

Andei pela Avenida São Sebastião e de casa em casa fui cumprimentar a todos e todas. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, fizeram uma festa que estendeu por toda a Avenida. A jovem Gláucia veio com a filhinha Alice, de dois anos, fazer uma foto comigo. Hoje tenho a oportunidade que muitos tiveram comigo, que é de ver uma filha do Cruzeiro do Anil crescer e acompanhar seus passos.

Durante este percurso encontrei filhos, netos de amigos, amigos de meu pai, que ao me verem passar relembravam dele e de sua trajetória como cidadão e político, sempre no movimento social e comunitário. Eles veem em mim um pouco dele, o que é de fato verdade. Escutei de uma só família a declaração de votos de todos. “ Aqui não tem errada! Eu sou muito grata a Rose”, disse Lidiane, filha de uma amiga de meu pai. A mãe dela completou: “ Aqui seguimos Rose. Fui amiga do pai dela e agora estamos com ela. Sempre atenciosa. A gente vê o seu trabalho.”

Conseguimos com nosso mandato importantes obras para o Cruzeiro do Anil, muitas por décadas e décadas esperadas pela população. Entrei na feira do Cruzeiro do Anil que pudemos construir através de nosso mandato. Hoje é possível que gerações de feirantes trabalhem com mais dignidade, se orgulhando de suas profissões. É o caso de Girlene Correia, que é filha de feirante e trabalha com a mãe. “A feira estava toda estragada. A Rose recuperou a feira, a quadra. Ela faz por toda a comunidade. Agora a gente tem que zelar por estas obras.”, refletiu a jovem.

Durante toda caminhada recebi o carinho de moradores. As crianças sempre alegres correndo para as fotos tem sido uma constante por onde passamos. Encontrei também a meninada que joga diariamente na quadra poliesportiva que reformamos. Um lazer por tanto tempo esperado, pois a antiga quadra já não oferecia nenhuma condição de utilização.

Em frente à quadra fui cercada também por várias senhoras, amigas e antigas moradoras. Elas gritavam “ é só Rose Sales aqui!”. Agradeceram-me pelas obras e eu agradeço a elas também o apoio, a confiança e sei que vou retribuir mais uma vez com meu trabalho como Deputada Federal. Uma delas disse: “ Rose ajudou muito a comunidade. Esperamos ainda mais dela.” Muito grata a dona Inocência e Lolete Buna, Marlúcia Serra, Fabiana Cristina, a alegria de vocês me contagia também. Grata aos amigos que me tem como irmã, como o Caboclo Sonorização, como é conhecido, que foi criado comigo aqui no bairro, que pode me dar seu abraço também.

Não tenho como citar todos, poderia esquecer de alguém, mas foram muitos companheiros e companheiras que encontrei e abracei. Pude com dignidade, andando no meio do povo mesmo, compartilhar nosso trabalho e me colocar mais uma vez à disposição deste meu povo!

Tivemos muitas conquistas para nossa comunidade do Cruzeiro do Anil, praça, quadra, melhoria das ruas, com pavimentação, passagens molhadas, construção de escadarias, pontes, canais.

Todos podem acompanhar ao vivo, e sabem destas conquistas. Temos o Informativo onde listamos as nossas obras e sabemos o quanto trabalhamos por um Grande Anil melhor para todos, com mais saúde ( a tão sonhada UPA do Anil é uma realidade que conseguimos com nosso mandato), educação, lazer. Ainda temos mais por fazer. Eu abraço o Cruzeiro do Anil e o Cruzeiro do Anil me abraça. Eu abraço o Grande Anil! Vamos seguir caminhando e crescendo juntos!
Muito obrigada meu povo!

A VITÓRIA É NOSSA. VAMOS ELEGER A PRIMEIRA DEPUTADA FEDERAL NEGRA DO MARANHÃO, FILHA DO GRANDE ANIL!
Um abraço carinhoso a todos e todas!

Ousadia pra lutar. Coragem pra vencer pelo povo!

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Texto publicado no Facebook da vereadora Rose Sales

Publicado em: MARANHÃO, POLÍTICA

TSE declara que suplente de Gastão Vieira é ficha suja

Blog Marrapá

MonteiroO pleno do Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira pelo indeferimento da candidatura de Raimundo Monteiro (PT) para a suplência do candidato a senador apoiado pelo grupo Sarney, Gastão Vieira (PMDB).

Com a decisão, a coligação “Pra Frente, Maranhão” terá até o próximo dia 15 para registrar um novo suplente.

Entre os cogitados para a vaga estão o secretário geral do PMDB, Remi Ribeiro, que ocupa atualmente a segunda suplência da chapa, os petistas Zé Mamãe e Honorato e Washington Rio Branco (dirigente do PV).

A corte eleitoral levou em conta o parecer do Ministério Público Federal, que pedia a impugnação da candidatura de Monteiro baseado na Lei da Ficha Limpa.

Presidente estadual do PT e um dos maiores entusiastas da aliança do partido com o grupo Sarney, Monteiro fora condenado pelo Tribunal de Contas de União (TCU) em razão de diversas irregularidades durante a sua gestão à frente da superintendência do Incra no estado.

Publicado em: MARANHÃO, POLÍTICA

Folha de São Paulo alerta para os riscos da contratação de aliado de Sarney pelo TRE-MA

Folha de São Paulo

Editorial: Raposas e galinheiros

“Confiança” é palavra fundamental no léxico da democracia representativa. Enquanto sistemas autoritários de governo se sustentam numa relação de força, modelos democráticos se legitimam com a delegação do poder a mandatários escolhidos pela população.

Existem diferentes teorias para explicar por que, exatamente, esse processo dá certo, mas há consenso em torno de um aspecto: ele só funciona sem sobressaltos quando os cidadãos acreditam que seus votos são colhidos e computados de forma correta, livre de manipulações. Do contrário, a própria representação é posta em xeque.

A reflexão torna-se oportuna por causa de uma notícia preocupante. A gestão das urnas eletrônicas nos 217 municípios do Maranhão foi confiada, nas eleições deste ano, a uma empresa cujo dono tem vínculos com a família Sarney.

Não se trata de prejulgar Luiz Carlos Cantanhede Fernandes e sua empresa, a Atlântica Serviços Gerais, a quem o Tribunal Regional Eleitoral maranhense, após realizar licitação, incumbiu a responsabilidade de fornecer os 616 funcionários encarregados de transportar e armazenar as urnas, carregá-las com o software e transmitir os dados da votação.

Não surgiu, por ora, nenhum indício material de que uma fraude esteja em curso. Fernandes, porém, não apenas é sócio do marido da governadora Roseana Sarney (PMDB) como também apareceu, em 2002, num episódio nebuloso envolvendo a apreensão de uma grande soma de dinheiro em espécie numa empresa de Roseana.

Tais fatos deveriam ter bastado para deixá-lo de fora da licitação. E, como se não fossem suficientes, suspeita-se de que Fernandes tenha ligações pessoais com Lobão Filho (PMDB), candidato a governador com a bênção dos Sarney.

A situação só é possível porque o Tribunal Superior Eleitoral decidiu descentralizar a gestão das urnas. Até 2010, o serviço era prestado por uma única empresa em todo o país. Agora, cada um dos TREs deve contratar seu fornecedor.

Em alguns Estados, nos quais a política e a economia são dominadas por grupos poderosos, encontrar empresas sem ligações suspeitas é tarefa inglória. Daí não decorre, por óbvio, que as precauções devam ser relaxadas. Quando existe desconfiança quanto à lisura do processo eleitoral, a própria democracia termina maculada.

Publicado em: BRASIL

Aliado da família Sarney vai gerir urna eletrônica no Maranhão

Folha de São Paulo

A gestão das urnas eletrônicas nos 217 municípios do Maranhão ficará a cargo de uma empresa cujo dono tem vínculos com o marido da governadora Roseana Sarney (PMDB), Jorge Murad. E ainda há indícios de ligação com o próprio candidato a governador do grupo político do ex-presidente José Sarney, o senador Lobão Filho (PMDB).

Vencedora de uma licitação promovida pelo TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral), a Atlântica Serviços Gerais foi contratada em 28 de agosto por R$ 2.999.499 para cuidar de uma série de serviços com as urnas no dia da eleição.

SarneyA firma deverá colocar 616 empregados para fazer, entre outras coisas, transporte e armazenamento dos equipamentos, troca de máquinas com defeito, carregamento de softwares e transmissão dos resultados para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Até 2010, parte disso era feito por uma única empresa contratada pelo TSE. Neste ano, o leque de atividades terceirizadas aumentou e a contratação foi descentralizada. Cada um dos 27 TREs faz a sua.

A Atlântica pertence ao empresário Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, que tem ligações com membros do clã Sarney, que domina a política local há décadas.

Em 2002, quando Roseana era pré-candidata à Presidência pelo PFL (atual DEM), Cantanhede ficou conhecido quando a Polícia Federal, numa apuração sobre caixa dois, apreendeu R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na empresa Lunus, de Roseana e Murad.

Ao falar sobre a origem do dinheiro, Murad afirmou que uma parte era de Cantanhede, seu sócio numa pousada.

Já a proximidade com Lobão Filho, primogênito do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), tornou-se pública em 2012, quando um iate naufragou na baía de São Marcos, na costa de São Luís.

Cantanhede era um dos tripulantes. Após o susto, ele deu entrevista à imprensa local. Um dos veículos registrou uma fala do próprio empresário explicando que a lancha era dele e de Lobão Filho “em cotas de 50% cada um”.

Em nota, Lobão Filho afirmou que vendeu uma lancha para Cantanhede, mas que eles nunca foram sócios.

DOCUMENTAÇÃO

Na disputa pelo contrato do TRE-MA, a Atlântica apresentou apenas o sexto melhor preço do pregão eletrônico. Três empresas com preços melhores foram desclassificadas por erros na documentação. Outras duas não confirmaram a proposta original.

A suspeição por proximidade com um dos candidatos não é a única dúvida que paira sobre o contrato firmado entre o TRE-MA e a Atlântica.

Na segunda (8), o presidente do PC do B local, Marcio Saraiva Barroso, entrou com uma representação no TSE pedindo cancelamento da licitação por “ilegalidade”.

Barroso afirma que a empresa entregou um documento falso no processo licitatório para comprovar seus índices de liquidez e solvência.

O papel anexado como sendo da Atlântica Serviços Gerais é da Atlântica Segurança, uma outra empresa de Cantanhede, com outro CNPJ.

A Atlântica Segurança tem contratos com alguns órgãos do governo Roseana. O mais conhecido é o da terceirização da guarda do complexo penitenciário de Pedrinhas, no interior do Estado, palco de mais de 60 assassinatos de presos em 2013, muitos deles com tortura e decapitação.

Cantanhede não foi encontrado para comentar. O TRE-MA diz que só o timbre do papel anexado estava errado, não o conteúdo.

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Campanha de Dilma é sustentada por banqueiros

BTG Pactual doou R$ 6,5 milhões e Bradesco repassou outros R$ 3 milhões

Jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG)

Dilma

Candidata do PT é a que mais recebeu recursos de instituições financeiras

Em troca de farpas com a candidata do PSB, Marina Silva, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi dura: “Eu não tenho banqueiro me apoiando. Eu não tenho banqueiro, você entende, me sustentando”. Dilma fazia referência ao fato de Maria Alice (Neca) Setubal, herdeira do Itaú, integrar a coordenação de campanha de Marina. A petista pode até não estar mentindo se a frase for lida literalmente. No entanto, se Dilma não é sustentada por banqueiros, sua campanha, sem dúvida, é.

O Olho Neles foi conferir a prestação de contas da candidata para saber o que representa o poder dos bancos em suas receitas, como também nas dos principais concorrentes. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), por exemplo, receberam R$ 2 milhões do Itaú cada um (no caso dela o dinheiro foi repassado quando o candidato era Eduardo Campos). Dilma ainda não recebeu, ou ainda não declarou, embora o banco prometa que também fará o aporte idêntico a ela. No entanto, uma eventual negativa do Itaú não tira os banqueiros da campanha da presidente. Só o BTG Pactual, em duas parcelas, doou R$ 3,25 milhões à candidatura. Por meio de uma distribuidora de títulos e outros valores mobiliários, investiu mais R$ 1,25 milhão e, através de sua corretora, outros R$ 2 milhões, totalizando R$ 6,5 milhões. O Bradesco, através da Bradesco Capitalização, repassou outros R$ 3 milhões. Em suma, banqueiros, por meio de suas empresas, doaram R$ 9,5 milhões à candidata do PT.

Além disso, a direção nacional do partido recebeu diversas doações do BTG Pacutal, do Banco Safra e do Bradesco, através dos braços de Leasing e Vida e Previdência. No total, os recursos dessas empresas para o PT totalizaram R$ 4,175 milhões.

O comitê dos adversários também recebeu recursos. No PSB, o comitê único recebeu R$ 1 milhão do Bradesco, R$ 10 mil de João Moreira Sales, do Itaú Unibanco, e R$ 200 mil de Maria Alice Setubal, herdeira da empresa.No total, o PSB ficou, portanto, com R$ 1,21 milhão vindo de instituições financeiras.

No caso do PSDB, o comitê único recebeu R$ 700 mil em duas parcelas do banco mineiro BMG. Já a direção nacional recebeu R$ 2,4 milhões do BTG Pactual, R$ 3,7 milhões do Bradesco, por meio dos braços de previdência e leasing e R$ 900 mil do Banco Safra e de seus braços controlados. No total, o partido recebeu, portanto, R$ 7,7 milhões de banqueiros.

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‘Alexandre Almeida me traiu e traiu o povo de Paraibano’, desabafa ex-prefeito Pitó

Dois anos depois da derrota, Pitó ainda sente a dor da traição. Pitó ajudou a eleger Alexandre em 2010 e Alexandre ajudou derrotar Pitó em 2012.

Pitó

Alexandre e Pitó em 2011.

O ex-prefeito de Paraibano (MA), Sebastião Pereira de Sousa – o ‘ Pitó’, fez duras críticas  ao deputado estadual Alexandre Almeida, ex-amigo e ex-aliado. Eleito em 2010 com o apoio do prefeito, Alexandre simplesmente virou as costas para a reeleição de Pitó em  2012.

Veja que disse o ex-prefeito em conversa com o professor Amaury, editor do blog Notícias de Paraibano.

“O deputado Alexandre Almeida, no qual tive o desprazer de apoiá-lo nas eleições de 2010, me traiu e traiu a confiança do povo de Paraibano, que deram-lhe, mais de 2 mil (foram 2.089) votos naquele ano, graças ao meu empenho e da minha equipe; votos esses que foram fundamentais para elegê-lo como deputado estadual. Sabem como ele me retribuiu? Virou as costas para a minha gestão na primeira oportunidade. Na verdade ele virou as costas para o povo de Paraibano, foram mais de dois anos, até o final da minha administração, sem mover uma palha, sem tentar aprovar um projeto em favor do nosso município, diferente do que ele prometeu durante a campanha. Agora, reaparece como se nada tivesse acontecido, e o pior, com o apoio do grupo (Aparecida Furtado) que aí está na prefeitura, dizendo que vem para renovar. Renovar o que? Para renovar, o povo tem que acreditar nos novos candidatos, novas lideranças, isso é renovação, e a resposta a esses hipócritas, a população vai dá é nas urnas”, disse ”Pitó”.

Além de Alexandre, outro que virou as costas para Pitó em 2012  foi o deputado federal Pedro Fernandes (PTB), também amigo e aliado.

Tanto Alexandre quanto Pedro apoiaram Aparecida Furtado. O resultado todos sabem: Pitó perdeu a eleição por 3.622 votos de diferença.

Falta agora saber o que o Pitó tem a dizer da traição de Pedro Fernandes. Detalhe: Pedro  Fernandes é do mesmo partido de Pitó.

Saiba mais

Charge de campanha eleitoral de Alexandre Almeida associa negro a pobre

Prefeito de Miranda do Norte recebe R$ 100 mil de emendas do deputado Alexandre Almeida.E Paraibano-MA?

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Remo vence, elimina Interporto e assume a liderança no grupo A2 da Série D

Clube do Remo

Ratinho comemora a marcação do terceiro gol. Foto: Fábio Costa/ Jornal O Liberal

O Remo venceu o Interporto por 3 a 0 na tarde deste domingo, no Estádio Diogão, em Bragança-PA, pela oitava rodada da Série D do Brasileiro.

Os gols foram marcados por Leandro Cearense, ao 16 minutos do primeiro tempo, Valdo, aos 42 fez gol contra, e Ratinho ao 46 minutos do segundo tempo fechou o placar.

Com a vitória, o Leão assumiu a liderança isolada do Grupo 2 da competição nacional com 11 pontos, enquanto que o Tigre segue na última colocação com 5 pontos.

Na próxima rodada, no domingo, dia 14, o Remo joga novamente no Diogão, recebendo o River-PI a partir das 15h30.  No mesmo dia, o Interporto enfrenta o Moto Club, dentro de casa, no Estádio General Sampaio, às 16h.

Classificação do grupo  A2:

1º – Remo: 11 pontos (6 jogos e 3 vitórias)
2º – Moto: 10 pontos ( 6 jogos e 2 vitórias)
3º – River: 10 pontos ( 6 jogos e 2 vitória)
4º – Guarany: 6 pontos (7 jogos e 2 vitórias)
5º – Interporto: 5 pontos (7 jogos e 1 vitória)

Próximos jogos 

14/9 – Domingo

15h30 – Remo x River
16h – Interporto x Moto

21/9 – Domingo (última rodada)

16h – Moto x Remo
16h – River  x Guarany

Publicado em: SUPERESPORTES

Moto Club vence Guarany e retoma a liderança do grupo A2 da Série D

Moto Club

O Moto Club venceu o Guarany de Sobral por 1 a 0 neste sábado (6), no Estádio do Junco, em Sobral-CE. O jogo foi válido pela oitava rodada do grupo A2 da Série D.

O gol do Moto foi marcado aos 42 minutos do segundo tempo. Davyson chuta cruzado, a bola bate no zagueiro Fabrício e entra no gol de Guarany de Sobral.

Com o resultado, o Moto Club chega a 10 pontos e volta a assumir a liderança do grupo A2. O River, também com 10 pontos é o vice líder.  O Guarany ficou com seis pontos na quarta colocação e já está desclassificado.

O próximo jogo do Moto será domingo, contra o Interporto, em Porto Nacional (TO). O Guarany joga somente na última rodada contra o River, em Teresina, no dia 21 de setembro.

Classificação do grupo  A2:

1º – Moto: 10 pontos (6 jogos e 2 vitórias)
2º – River: 10 pontos ( 6 jogos e 2 vitórias)
3º – Remo: 8 pontos ( 5 jogos e 2 vitória)
4º – Guarany: 6 pontos (7 jogos e 2 vitórias)
5º – Interporto: 5 pontos (6 jogos e 1 vitória)

Próximos jogos 

14/9 – Domingo

15h30 – Remo x River
16h – Interporto x Moto

21/9 – Domingo (última rodada)

16h – Moto x Remo
16h – River  x Guarany

Publicado em: SUPERESPORTES

Confira o ranking consolidado de público com os 101 clubes das séries A, B, C e D

Globoesporte

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Moto Club de São Luís tem o 38º maior público do país

Alguns têm ingresso caro, outros têm bilhetes promocionais. Uns estão bem na tabela, outros sofrendo. Não importa a condição, a verdade é que, no fim das contas, o que importa para uma torcida é se fazer presente quando o time mais precisa: nos jogos.

Por isso, o blog apresenta agora um ranking consolidado de média de público das Séries A, B, C e D, levando sempre em conta os números como mandante contabilizados pela equipe de dados do Globoesporte.com. Em que posição está seu clube? Veja abaixo:

Obs: números contabilizados até a 18ª rodada na Série A, 20ª rodada da Série B, 13ª rodada da Série C e 7ª rodada da Série D.

1 – São Paulo – 29.969 (Série A)

2 – Corinthians – 29.635 (A)

3 – Fluminense – 21.981 (A)

4 – Cruzeiro – 21.855 (A)

5 – Flamengo – 21.350 (A)

6 – Inter – 20.950 (A)

7 – Grêmio – 18.328 (A)

8 – Sport – 15.175 (A)

9 – Palmeiras – 14.920 (A)

10 – Sampaio Corrêa – 14.384 (B)

11 – Fortaleza – 12.753 (C)

12 – Santa Cruz – 12.500 (B)

13 – Atlético-MG – 11.662 (A)

14 – Bahia – 11.654 (A)

15 – Coritiba – 10.695 (A)

16 – Botafogo – 10.641 (A)

17 – Chapecoense – 10.502 (A)

18 – Vasco – 10.260 (B)

19 – Criciúma – 10.080 (A)

20 – Ceará – 9.697 (B)

21 – Paysandu – 9.010 (C)

22 – Vitória – 8.852 (A)

23 – Santos – 8.833 (A)

24 – Salgueiro-PE – 7.650 (C)

25 – Joinville – 7.616 (B)

26 – Central-PE – 7.512 (D)

27 – Figueirense – 6.636 (A)

28 – Náutico – 6.293 (B)

29 – Botafogo-PB – 5.965 (C)

30 – Vila Nova-GO – 5.860 (B)

31 – Cuiabá-MT – 5.715 (C)

32 – Porto-PE – 5.695 (D)

33 – Goiás – 5.391 (A)

34 – Operário-MT – 5.087 (D)

35 – América-RN – 4.970 (B)

36 – Anapolina-GO – 4.957 (D)

37 – América-MG – 4.776 (B)

38 – Moto Club-MA – 4.593 (D)

39 – ABC-RN – 4.462 (B)

40 – Luverdense-MT – 4.457 (B)

41 – Ponte Preta – 4.411 (B)

42 – Remo – 4.012 (D)

43 – River-PI – 4.009 (D)

44 – Atlético-PR – 3.804 (A)

45 – Paraná – 3.689 (B)

46 – Londrina – 3.677 (D)

47 – Avaí – 3.509 (B)

48 – CRB-AL – 3.365 (C)

49 – ASA-AL – 2.823 (C)

50 – Juventude-RS – 2.575 (C)

51 – Caxias-RS – 2.156 (C)

52 – Brasil de Pelotas-RS – 2.143 (D)

53 – Icasa-CE – 2.133 (B)

54 – Crac-GO – 2.091 (C)

55 – Campinense-PB – 1.758 (D)

56 – Atlético-GO – 1.744 (B)

57 – Treze-PB – 1.687 (C)

58 – Confiança-SE – 1.662 (D)

59 – Boa Esporte-MG – 1.592 (B)

60 – Guarani – 1.516 (C)

61 – Maringá-PR – 1.503 (D)

62 – Globo FC-RN – 1.289 (D)

63 – Metropolitano-SC – 1.282 (D)

64 – Rio Branco-AC – 1.055 (D)

65 – Princesa dos Solimões – 1.047 (D)

66 – Portuguesa – 983 (B)

67 – Guarany de Sobral-CE – 936 (D)

68 – Estrela do Norte-ES – 872 (D)

69 – Ituano – 868 (D)

70 – Pelotas – 859 (D)

71 – Águia de Marabá-PA – 801 (C)

72 – Guaratinguetá-SP – 777 (C)

73 – Bragantino – 764 (B)

74 – Tupi-MG – 754 (C)

75 – Brasiliense – 754 (D)

76 – Mogi Mirim – 717 (C)

77 – Atlético-AC – 695 (D)

78 – Penapolense-SP – 600 (D)

79 – Interporto-TO – 559 (D)

80 – Coruripe-AL – 547 (D)

81 – Baraúnas-RN – 522 (D)

82 – Luziânia-GO – 516 (D)

83 – Vitória da Conquista-BA – 499 (D)

84 – Macaé – 468 (C)

85 – Guarani de Palhoça-SC – 396 (D)

86 – Genus-RO – 389 (D)

87 – Villa Nova-MG – 389 (D)

88 – São Caetano-SP – 368 (C)

89 – Oeste-SP – 335 (B)

90 – São Raimundo-RR – 327 (D)

91 – Betim-MG – 317 (D)

92 – Tombense-MG – 310 (D)

93 – Jacuipense-BA – 288

94 – Goianésia-GO – 265 (D)

95 – Santos-AP – 263 (D)

96 – Barueri-SP – 249 (D)

97 – Duque de Caxias-RJ – 223 (C)

98 – Madureira-RJ – 212 (C)

99 – Cabofriense-RJ – 179 (D)

100 – Itaporã-MS – 168 (D)

101 – Boavista-RJ – 126 (D)

Confira a média de público da Série A

Confira a média de público da Série B

Confira a média de público da Série C

Confira a média de público da Série D

Publicado em: SUPERESPORTES