Veja a entrevista com o professor Amaury, pré-candidato a vereador de Paraibano (MA)

AMAURY foto entrevista (2)

O pré-candidato a vereador  Amaury Carneiro (PT do B) concedeu entrevista ao blog do Hilton Franco nesta quarta-feira (27). Amaury é professor de Geografia na rede pública municipal de Paraibano e da rede pública estadual, e editor do blog Notícias de Paraibano.

Na entrevista o professor avalia o governo da prefeita Aparecida, faz análise da atual Câmara Municipal e aborda qual sua bandeira de luta, caso seja eleito vereador.

Veja abaixo a entrevista:

1. Por que ser candidato a vereador em Paraibano (MA)?

Eu tenho uma virtude que é ouvir as pessoas, principalmente aquelas que me procuram para pedir ajuda, e observei nos últimos anos que grande parte da população de Paraibano carece de um representante no legislativo que os represente de fato, que não represente apenas um pequeno grupo. Diante disso, resolvi colocar meu nome a disposição deste eleitorado, sou pré-candidato a vereador. A minha expectativa é que a população de Paraibano,  enxergue em mim a oportunidade de renovar pelo menos uma cadeira da Câmara e inovar o modo da relação entre o representante e o eleitor, construir algo mais coeso e ter contato constante, pois o vereador deve ser a voz e os olhos do povo.

2. O que acha do trabalho e da atual composição da Câmara Municipal de Paraibano? 

Considero um trabalho muito superficial, sem protagonismo.  A imensa maioria dos atuais vereadores, apequenam a grandeza da Câmara  Legislativa e não os vejo cumprir a função de fiscalizar o Executivo, deixam passar  despercebido várias ações do executivo que necessitam de esclarecimento. Precisamos de vereadores que deixem de atuar como presidente de associação de moradores manipulada e se comportem como verdadeiros representantes do legislativo, representantes do povo; que sejam preparados e tenham garra para se dedicar por projetos que desenvolvam a nossa cidade.

3. Quem você apóia para prefeito de Paraibano ?

Tenho conversado muito com o pré-candidato Zé Hélio (PT), foi um dos primeiro a me procurar e desde então tem se prontificado a  apoiar minha candidatura, assim como outras de seu grupo político, se realmente confirma sua candidatura a prefeito eu o apoiarei. Outros pré-candidatos a prefeito  também, tem me procurado,  estou aberto ao diálogo.

4. O que acha do governo da Aparecida Furtado?

A quarta gestão da prefeita Aparecida Furtado (PDT), fracassou em vários setores, fracassou na oportunidade de dá guinada ao desenvolvimento da cidade, por exemplo;  não foi proativo no âmbito da inovação e não tornou concreto a maioria de suas promessas de campanha.

5. Quais serão suas principais bandeiras, caso venha a ser eleito?

Antes de tudo, vou cumprir uma das funções do Vereador que é fiscalizar o Executivo, acompanhar de perto as ações do Prefeito (a) . Franco,  já realizei várias ações em defesa dos paraibanenses, atualmente tenho um projeto na área social chamado VALE LUZ –  onde quase uma centena de famílias estão sendo beneficiadas, pretendo em 2017 permanecer com o projeto e ampliá-lo. Tenho ainda, vários projetos em mente para áreas da educação, saúde, assistência social, geração de emprego, para turma jovem, entre outros, vou defender todos eles, vou falar mais detalhadamente sobre os mesmos, durante a campanha. Vale ressaltar aqui que, Meu irmão o Professor Marcos Aurélio, conhecido como (Marco do Pereira), tem conseguido dezenas de cirurgias para população por um preço acessível.

6. Você fez campanha para o governo Dino em 2014 e nesse ano deixou o PC do B, partido do governador. Por qual motivo você deixou o PC do B?

Não estava me sentindo confortável dentro do partido,  além disso os representantes da sigla no estado, não deram apoio para alguns projetos voltados para população de Paraibano, projetos idealizados por mim e pelos demais integrantes do grupo do PCdoB em nosso município.

7. Com o seu apoio a deputada Francisca Primo (PT) obteve 108 votos em Paraibano (MA) em 2014. Depois de eleita, a deputada esqueceu de Paraibano. Por que você apoiou Francisca Primo em Paraibano?

Eu e meu irmão o Professor Marcos do Pereira, apoiamos a deputada Francisca Prima, porque acreditamos que a mesma poderia trazer algum projeto que beneficiasse a população do município, fizemos uma campanha acanhada, sem grandes estruturas e mesmo assim conseguimos ultrapassar a marca dos cem votos em favor da deputada; infelizmente, assim como os demais deputados eleitos, principalmente aqueles que obtiveram uma expressiva quantidade de votos em nossa cidade, ela virou as costa. Espera-se que em 2018 o eleitorado saiba dá a resposta à todos eles.

8. Qual sua avaliação do governo Dino?

Ainda é cedo para se fazer uma analise mais abrangente, o governo Dino, tem pecado em algumas áreas,  principalmente na educação, acredito que possa melhorar nos próximos anos de sua gestão. Vamos esperar pra ver.

9. Qual sua expectativa para as eleições deste ano?

As eleições deste ano, de modo geral será diferente de tudo que ocorreu até hoje, devido a algumas mudanças nas leis eleitorais, as quais consideram uma ” reforma política “, e que já estarão em vigor nessa campanha. Também, para Paraibano será diferente, porque será a primeira eleição municipal onde as informações, via internet e redes sociais, estarão em pleno vapor, principalmente entre a turma jovem, gosto muito disso, pois aquele candidato que tentar fazer campanha infringindo a lei eleitoral pode se dá mal. A minha expectativa é que a população de Paraibano, como disse anteriormente, enxergue em mim a oportunidade de renovar, de mudar os modos operantes da Câmara de Vereadores. A minha expectativa é que a população analise bem na hora de escolher seus representantes, votem em pessoas que realmente pense no bem da coletividade, no bem estar da população.

10. Você tem sido um dos maiores opositores da gestão de Aparecida Furtado, faz o papel que deveria ser dos vereadores eleitos e daqueles que se dizem “líderes políticos” da oposição, o que o levou a praticar essas ações?

Justamente, tenho feito um papel de vereador, porque um grande número de pessoas, me procuram na tentativa deu ajudar a solucionar alguns problemas que os afligem,  ligados ao setor público, essas pessoas me procuram porque não acham apoio necessário nem no legislativo e muito menos no executivo municipal. Solicitam minha ajuda não apenas para eu divulgar tais problemas no meu site, para levar ao conhecimento da sociedade em geral mas, também,  para tomar providência junto aos órgão competentes e assim tenho feito. Posso citar aqui a questão do matadouro do bairro subestação, (assunto que todos tem conhecimento), a tentativa de construir um cemitério no centro do bairro Vila Aparecida, a questão do concurso público de 2014, entre outros. Abracei as causas e sair em defesa do povo. Não sou opositor ferrenho da atual gestão, apenas não concordo com algumas ações executada pela mesma.

11. Fale um pouco sobre você para o nosso leitor e o eleitorado.

Sou professor de Geografia do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano,  concursado  no município de Paraibano e do Ensino Médio na rede Estadual de Ensino do Maranhão , administro um blog/site de notícias há mais de cinco anos, o mesmo funciona como uma espécie de “ouvidoria” da população. Sou de uma família de pessoas humildes e honestas, meu pai que já faleceu foi agricultor e comerciante, minha mãe, hoje aposentada, foi auxiliar e enfermagem e Professora,  além de mim o casal teve mais cinco filhos.

Graças ao Divino Pai Eterno, estou construindo minha história em Paraibano, minha cidade natal que AMO;  me dedico para deixar o meu legado em favor dos meus amigos, da família, de meus conterrâneos e da população em geral,  não quero montar em cima de algo que outra pessoa construiu. Sou um pai de família dedicado, sou adulto, porém jovem de ideologias. Estou sempre aberto a atender àqueles que me procuram, para ouvir uma palavra amiga e para ajudá-los na medida do possível. E desde já conto com o apoio de todos,  rumo a essa disputa nas eleições desse ano.

Um abraço carinhoso a todos.

Professor Amaury Carneiro.

Juiz que mandou prender funcionários da TAM é afastado por abuso de poder

Folha de São Paulo

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O juiz Marcelo Testa Baldochi, do Maranhão, foi afastado do cargo pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sob a acusação de comportamento arbitrário e abuso de poder.

Em dezembro de 2014, o magistrado deu voz de prisão a dois funcionários da TAM depois de não conseguir embarcar em um voo que saía de Imperatriz para São Paulo. O check-in já havia se encerrado quando ele chegou ao aeroporto –o juiz chegou atrasado e o avião estava prestes a decolar.

Os funcionários da companhia aérea foram presos em flagrante e levados por policiais militares para a delegacia.

Baldochi responderá por três PADs (Procedimentos Administrativos Disciplinares), abertos pela ministra Nancy Andrighi, corregedora nacional de Justiça, e aprovados pelo CNJ no plenário virtual. Antes, os procedimentos disciplinares tramitavam na Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Maranhão.

A primeira ação se refere ao episódio no aeroporto. O segundo pedido de abertura de PAD é pela acusação de o juiz ter cometido apropriação indébita de um lote de cabeças de gado, estimado em R$ 84 mil, na cidade de Pinheiro (MA).

Segundo o CNJ, Baldochi deu voz de prisão ao motorista Jairo Pereira Moura, que transportava os bois para revenda. O juiz sustentou, segundo o conselho, que o gado era seu e os animais foram levados, às pressas, para serem abatidos em uma fazenda da região. Em seguida, a carne teria sido colocada à venda. O pecuarista que compraria parte do gado testemunhou contra o juiz e alegou prejuízo de R$ 27,5 mil.

O último PAD diz respeito à suspeita de o magistrado ter determinado, de forma arbitrária, a prisão do tabelião substituto Robson Almeida Cordeiro, do 2º Ofício Extrajudicial da Comarca de Imperatriz (MA), por suposto descumprimento de ordem judicial.

Segundo o procedimento, o tabelião teria se negado a emitir gratuitamente certidão de registro de paternidade. Cordeiro foi levado para a delegacia, onde um delegado informou ao juiz que não podia efetuar a prisão pela falta de provas testemunhais.

Segundo o CNJ, a ministra Nancy Andrighi observou que “em todos os casos há fortes indícios de que o magistrado teria agido com abuso de autoridade ao determinar prisões arbitrárias, além de ser suspeito de ter cometido apropriação indébita de um lote de gado”.

TRABALHO ESCRAVO

Baldochi é conhecido no Maranhão por se envolver em polêmicas. Em 2007, fiscalização do Ministério Público do Trabalho flagrou 25 pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão na fazenda Pôr do Sol, em Açailândia (MA), de propriedade do juiz.

Em dezembro de 2012, em Imperatriz, ele se negou a dar dinheiro a um flanelinha. Houve discussão entre eles, e Baldochi foi agredido. Ele teve ferimentos no ombro e um corte na cabeça, levando cinco pontos.

Na manhã desta quarta-feira (27), a assessoria de imprensa do magistrado informou que ainda não tinha posicionamento oficial de Baldochi sobre o assunto. Segundo o órgão, o juiz deve se pronunciar por meio de nota ainda nesta tarde.

Grupo Furtado racha na disputa pela prefeitura de Paraibano (MA)

Daniel conta com o apoio do primo Marcus Vinicius Furtado, ex-presidente da OAB, mas não conta com o apoio da sua tia, a prefeita Aparecida Furtado

Daniel Furtado e Ari

Daniel será candidato sem o apoio da prefeita Aparecida

Circula em grupos de WhatsApp, um comunicado de Deonice Furtado Brito, mãe do pré-candidato Daniel Furtado (PSDB), afirmando que seu filho é candidato independente à prefeito de Paraibano. Daniel será candidato sem o apoio de sua tia, a prefeita Aparecida Furtado (PDT).

‘Comunico à família que o meu filho Daniel é candidato independente à prefeito de Paraibano (a prefeita Aparecida Furtado decidiu apoiar a Rejany, vice-prefeita). Conto com o apoio de todos vocês. Vamos à luta e seja feita a vontade de Deus’.

Em contato através do WhatsApp na noite desta segunda-feira (25), Deocine confirmou que o comunicado é verdadeiro. ‘Procede o comunicado, Hilton Franco. Estamos agora buscando alianças e vamos trabalhar’, disse Deonice.

Confirmada a pré-candidatura de Daniel, o grupo Furtado sai rachado para o pleito de 2016. Cabe ressaltar que em 1992, houve um racha no grupo quando Veloso (pai de Daniel Furtado) e Aparecida Furtado disputaram a eleição. Aparecida saiu vencedora.

Com o rompimento, toda a família de Daniel deverá entregar os cargos que ocupam na prefeitura nos próximos dias.

Foto/arquivo: Amaury Carneyro

Veja como está a BR-135 depois de quatro anos de obra

Dilma esteve no Maranhão em agosto de 2015 e Dino com os deputados federais não cobraram a conclusão da obra.

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A duplicação da rodovia BR-135, obra do governo Dilma Rousseff (PT), segue a passos lentos. A obra que deveria ser concluída em dois anos já dura quatro anos.

Até o momento já foram  gastos R$ 368 milhões e a rodovia está tomada por buracos. Acidentes e congestionamentos são frequentes no trecho que deveria está pronto no final de 2014.

Em agosto de 2015 a presidente Dilma visitou  o estado para inaugurar o Terminal de Grãos do Maranhão e o governador Flávio Dino juntamente com vários deputados federais não cobraram  a conclusão da obra.

Enquanto as obras da rodovia estão paradas e sem previsão para ser concluída,  Flávio Dino passa o dia no Twitter e no Facebook defendendo o governo corrupto do PT. De tanto defender Dilma nas redes sociais, os internautas criaram ódio de Dino e passaram a atacá-lo em cada postagem que faz.

Veja os números da BR-135 no trecho do Campo de Perizes, conhecido como ‘Campo da Morte’.

1. Extensão do trecho a ser duplicado na primeira etapa: 26Km
2. Inicio das obras: Final de 2012.
3. Prazo de inauguração: 2 anos
4. N° de acidentes nos últimos 3 anos: 450
5. Nº de mortes nos últimos 3 anos: 12
6. N° de feridos: 280
7. Cada metro da obra: R$ 17 mil
8. Famílias retiradas da margem da BR: 124
9. Gastos para retirada dos moradores: Acima de R$ 9 milhões
10. Custo inicial da obra: R$ 213 milhões
11. Valor gasto até hoje: R$ 368 milhões
12. Para terminar a obra o DNIT precisa de R$ 100 milhões
13. Valor final da obra: R$ 468 milhões
14. Estagio da obra: 10 km pronto

Fotos: Hilton Franco

Clique aqui e veja o vídeo apresentado por Alex Barbosa sobre a BR-135.

Veja os próximos passos do impeachment de Dilma no Senado

Aprovado ontem na Câmara dos Deputados,  o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi entregue ao Senado nesta segunda-feira (18). O procedimento está previsto para ser votado no Senado no dia 10 de maio.

Veja os próximos passos:

18.abr
Pedido de impeachment é enviado ao Senado

19.abr
Denúncia é lida em plenário; Senado cria a comissão especial que irá analisar o caso, com 21 parlamentares

20.abr
Em até 48 horas, comissão se reúne para eleger presidente e relator. Comissão tem até 10 dias úteis para apresentar parecer que admite ou não o processo de impeachment

5.mai
Comissão vota o parecer; em seguida, o texto é lido em plenário e publicado no Diário do Congresso. Em até 48 horas depois, o parecer é votado pelo plenário do Senado.

Se rejeitado, processo é extinto, se aprovado por maioria simples, segue adiante.

10.mai
Após notificada, Dilma é afastada da Presidência por até 180 dias; o vice, Michel Temer, assume.

A mesma comissão analisa acusações e defesa, sem prazo para a conclusão Comissão produz novo parecer em que decide se a presidente deve ou não sair. É a chamada produção do juízo de pronúncia. Parecer é votado pela comissão e, depois, precisa ser aprovado pela maioria simples do plenário.

Sessão de julgamento é comandada pelo presidente do STF.

Senadores votam. Para condenar a presidente e tirá-la definitivamente do cargo, é necessário o apoio de pelo menos 54 dos 81 senadores.

Caso o impeachment seja aprovado, a presidente perde o cargo e fica inelegível por oito anos, como ocorreu com Collor em 1992.

O vice-presidente assume definitivamente o cargo até a conclusão do atual mandato, em 2018

 

Cunha entrega pessoalmente processo de impeachment a Renan Calheiros

Folha de São Paulo

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Aprovado pela Câmara dos Deputados neste domingo (17), o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi entregue ao Senado nesta segunda-feira (18). O documento tem 36 volumes e 12.044 páginas.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que presidiu a sessão de domingo (17), foi pessoalmente ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para formalizar a entrega.

Avalizado o andamento do impeachment pela Câmara, caberá agora ao Senado decidir pela abertura do processo e posterior julgamento da presidente. Segundo Renan, o processo será lido nesta terça-feira (19) na sessão deliberativa do plenário.

“É papel do Senado instaurar o processo, julgar e pretendemos fazer isso com absoluta isenção e neutralidade”, afirmou o presidente da Casa.

O processo impresso foi levado em um carrinho até a secretaria-geral da Mesa do Senado.

Na terça pela manhã, Renan vai reunir os líderes partidários para discutir os prazos e a proporcionalidade de cada bancada para a composição da comissão.

“O mais idoso irá convocar a comissão que vai eleger por votos o presidente e o relator. Esta comissão funcionará para dar parecer sobre a admissibilidade ou pela inadmissibilidade e voltará para ser a comissão processante”, explicou Renan.

Publicamente favorável ao impeachment de Dilma, o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RO), defende agilidade na tramitação do processo. Segundo explicou, após a leitura em plenário, na terça, os partidos terão que indicar os membros para a comissão, que será composta por 21 senadores.

“Vai ficar claro os partidos que querem indicar e quem quer postergar. A partir dessa visibilidade a sociedade começa a se manifestar”, disse Jucá.

Criticado por aliados de Dilma por realizar manobras para acelerar o processo na Câmara, inclusive convocando a sessão de votação para um domingo, Eduardo Cunha disse esta tarde que não cabe a ele “determinar ou elogiar a forma como o Senado decidir fazer”.

“Da mesma forma que o presidente Renan nunca comentou a situação como na Câmara ia ser conduzida, a única coisa que eu argumento é que é um processo que, a partir do que a Câmara autorizou, a demora é muito prejudicial ao país, porque você está com um governo que ficou meio governo”.

O presidente da Câmara falou ainda que, assim como os deputados foram pressionados em seus votos, os senadores devem receber o mesmo tipo de tratamento.

“Agentes sociais, movimentos de rua, tudo isso que aconteceu fez parte do processo de admissão. Os senadores vão receber também, se é que já não estão recebendo”, completou.

Veja como votaram os deputados do MA na sessão do impeachment

Os deputados maranhenses participaram neste domingo (17) da votação que decide a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Roussef (PT).

Dos 18 parlamentares que representam o Estado, dez votaram a favor e, os outros oito, contra.

Veja abaixo como votou cada deputado maranhense:

Alberto Filho (PMDB) – Sim

Aluísio Mendes (PTN) – Não

André Fufuca (PP) – Sim

Cleber Verde (PRB) – Sim

Eliziane Gama (PPS) – Sim

Hildo Rocha (PMDB) – Sim

José Reinaldo (PSB) – Sim

João Castelo (PSDB) – Sim

João Marcelo Sousa (PMDB) – Não

Juscelino Filho (DEM) – Sim

Júnior Marreca (PEN) – Não

Pedro Fernandes (PTB) – Não

Rubens Júnior (PC do B) – Não

Sarney Filho (PV) – Sim

Victor Mendes (PSD) – Sim

Waldir Maranhão (PP) – Não

Weverton Rocha (PDT) – Não

Zé Carlos (PT) – Não

Câmara aprova processo de impeachment contra Dilma Rousseff

Resultado da votação deste domingo indica que a voz das ruas se sobrepôs à tentativa do Planalto de cooptar parlamentares em negociações conduzidas por Lula. Agora, caberá ao Senado definir se a presidente permanece no cargo

Estadão

Impeachment de Dilma

A Câmara dos Deputados aprovou neste domingo, 17, o prosseguimento (admissibilidade) do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso. A vitória da oposição, que atingiu os 342 votos necessários às 23h07, dimensiona o isolamento político da petista. Apesar de ter oferecido cargos em troca de votos, Dilma não conseguiu reunir os 172 apoios para travar o impedimento na Casa. Apenas PT, PC do B e PSOL permaneceram totalmente fiéis ao lado de Dilma na votação em plenário, que começou 17h46. A presidente, segundo relatos colhidos pelo Estado, afirmou que não renunciará ao cargo para o qual foi eleita pela segunda vez em 2014 e disse que vai lutar para manter o mandato no Senado.

A vitória da oposição foi comemorada nas ruas das principais capitais brasileiras, logo após o plenário da Câmara dos Deputados ter referendado o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomendou o julgamento de Dilma no Senado pelo crime de responsabilidade.

De acordo com o relator, a presidente desrespeitou a lei na abertura de créditos suplementares, por meio de decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional e tomou emprestados recursos do Banco do Brasil para pagar benefícios do Plano Safra, nas chamadas pedaladas fiscais. Dilma nega ter cometido crime. A sessão deste domingo foi presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta das investigações da Operação Lava Jato.

A partir de agora, confirme o rito do impeachment determinado pelo Supremo, o processo será analisado pelos senadores. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) acompanhou a votação no Palácio do Jaburu, junto de aliados. Conforme o STF, Temer só assumirá o cargo se Dilma renunciar ou após o Senado considerar a denúncia admissível e decidir que ela precisa ser afastada por até 180 dias, período no qual acontecerá o julgamento final da presidente na Casa, composta por 81 senadores. A previsão é de que essa etapa do processo dure ao menos até a primeira quinzena de maio.

Neste domingo, o Placar do Impeachment no Senado do Estado mostra que a situação é desfavorável ao governo: 44 favoráveis ao impeachment e 21 contra o afastamento da presidente.

Câmara vota impeachment neste domingo; veja perguntas e respostas sobre o processo

Folha de São Paulo

A votação na Câmara dos Deputados da continuidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff está marcada para as 14h deste domingo (17).

Para autorizar a abertura do processo de impeachment, serão necessários o “sim” de pelo menos 342 dos 512 deputados que votarão.

Leia a seguir perguntas e respostas sobre o processo de impeachment.

Impeachment

1) O que a Câmara vai decidir neste domingo (17)?

Se autoriza a abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

2) O que é preciso para aprovar a abertura?

O pedido de abertura precisa receber o “sim” de pelo menos 342 dos 512 deputados que votarão –a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ) está de licença e não votará.

3) Se não houver 342 votos “sim”, o processo está encerrado? Ou cabe recurso?

Em tese, está encerrado. Não há menções a recurso nesse caso em nenhuma lei.

4) Se houver 342 votos “sim”, o processo está aberto?

Não. O Senado também precisa avaliar o pedido de abertura numa comissão e, depois, aprová-lo em plenário. São necessários os votos da maioria dos senadores presentes. A presença mínima é de 41 dos 81 senadores.

5) A comissão do Senado pode mudar a decisão da Câmara? Se sim, cabe recurso?

A comissão do Senado pode mudar a decisão da Câmara, mas cabe ao plenário do Senado, por maioria simples, referendar o parecer da comissão. Não cabe recurso.

6) Se o plenário do Senado rejeitar a abertura de impeachment, o processo está encerrado?

Sim, segundo os procedimentos adotados na época de Collor, reproduzidos agora pelo Supremo Tribunal Federal.

7) Quando Dilma precisa se afastar da presidência?

A presidente deve se afastar por 180 dias, a partir do momento em que o plenário do Senado instaurar o processo e ela for notificada. Nesse caso, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume interinamente.

8) O que acontece se não houver decisão final em 180 dias?

Dilma volta a ser presidente e o julgamento continua. No caso de Fernando Collor, em 1992, o Senado demorou cerca de três meses para encerrar o julgamento.

9) Como é feito o julgamento?

Se o processo for instaurado, o presidente do STF assumirá o comando do Senado, mas só para as sessões de julgamento. A partir dessa etapa, ele poderá receber recursos das partes. Uma nova votação, também por maioria simples (presente a maioria absoluta dos senadores), decidirá se a acusação é procedente. Finalmente, uma terceira votação, agora por dois terços dos senadores (54, pelo menos), deliberará sobre a culpa da presidente. Haverá uma pergunta do tipo: “A presidente Dilma Rousseff cometeu os crimes que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do cargo?”. Os senadores respondem “sim” ou “não”.

10) Quanto tempo dura o julgamento?

Difícil prever. O de Collor durou cerca de três meses.

11) Se a presidente renunciar durante o processo, ele é encerrado?

Provavelmente caberá ao STF decidir. Não há em nenhuma lei previsão expressa quanto a esse ponto. Collor renunciou horas antes da votação final e foi condenado mesmo assim.

12) Se a presidente for considerada culpada, qual a pena?

A presidente perde o mandato e fica inelegível por oito anos.

13) Se Dilma for condenada, quem assume a Presidência?

O vice-presidente assume definitivamente o cargo até a conclusão do atual mandato, em 2018.

14) Se o impeachment for interrompido em alguma das etapas, é possível apresentar outro pedido à Câmara?

Nada impede a apresentação de novos pedidos.

15) Enquanto o processo está em curso, o presidente da Câmara pode aceitar um novo pedido de abertura de processo?

Nada impede que aceite. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já afirmou, porém, que “não tem sentido ter duas comissões especiais e dois processos simultâneos”.

16) O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode cassar a chapa eleita em 2014 antes da conclusão do processo do impeachment? Nesse caso, o processo é encerrado?

É improvável que o TSE termine o julgamento da chapa Dilma-Temer antes do impeachment. Provavelmente caberá ao STF dizer se o processo será encerrado.

Veja a entrevista com Zé Hélio (PT), pré-candidato a prefeito de Paraibano-MA

 Zé Hélio (PT) lidera as pesquisas de intenções de votos em todos os cenários.

Zé Hélio

O pré-candidato a prefeito de Paraibano (MA), Zé Hélio (PT), concedeu uma entrevista ao blog do Hilton Franco nesta semana por e-mail.

Zé Hélio fala sobre alianças, alfinetou o ex-prefeito Ari Furtado,  assegurou que conta com o apoio de cinco vereadores e comentou quais seus planos para desenvolver Paraibano.

O candidato do PT lidera numericamente intenções de votos segundo pesquisas.

Confira  abaixo a entrevista de Zé Hélio.

1. Quem é Zé Hélio?

José Hélio Pereira de Sousa, natural de Paraibano,  homem simples vindo da vida dura do campo, passei a infância lavrando e cultivando a terra, trabalhei muito tempo como oleiro, aos 21 anos, a exemplo de muitos jovens de minha época, migrei para a cidade de Santa Rita no Maranhão, com muita esperança e fé em construir uma vida melhor. Graças a Deus conseguir melhorar de vida, retornei a Paraibano definitivamente em 2012, onde iniciei minha atividades empresariais, gerando emprego para muitas pessoas.

2. O PT tem sido visto com um partido marcado por corrupção. Porque você escolheu o PT para sair candidato, sabendo que esse partido está envolvido em vários escândalos de corrupção?

Na esfera local o partido era o único no meu ponto de vista que passava segurança, pois a grande maioria dos demais partidos, não tinham esta segurança, haja vista aqui em nosso município, existe um tal de “líder” político, que tem o hábito de tentar tomar o partido quando alguém está crescendo politicamente junto a população.

3. Observa-se que o senhor não está costurando alianças com os ex-prefeitos Zequinha e Sebastião Pitó. Porque o distanciamento deles?

Negativo, tenho conversado sim com Dr. Zequinha, já com Pitó, tivemos dialogando em reuniões organizadas pelo grupo da oposição. Quanto as demais lideranças, hoje temos no nosso grupo cinco vereadores com mandato, vários pré-candidatos e inclusive outras lideranças.

4. Há um grau de parentesco entre você e vice-prefeita Rejany Gomes (PSC). Existe possibilidade de alianças entre vocês dois?

Sim, pois até as convenções, muitas coisas podem acontecer.

5. Houve especulações que a vereadora Dênia Sá (PTN) seria a vice na sua chapa. Como está a escolha do vice de sua chapa?

Na verdade, algumas pessoas já me sugeriram alguns nomes inclusive o dela, para ser uma possível candidata a vice-prefeita, mas vamos deixar para tomar essa decisão, mais próximo das convenções, pois o nosso grupo existe bons nomes.

6. Com quais partidos o Zé Hélio pretende fazer alianças para disputar a eleição de prefeito em 2016?

Alguns partido já está selado acordo para as coligações com o PT como, o PTN, PP, PTdoB e o PCdoB, os demais vai depender dos diálogos com os seus representantes. Nós temos  que preparar o nosso grupo para  está fortalecido e para fazer qualquer disputa, desde uma candidatura a prefeito, a vice-prefeito e aos candidatos a vereadores.

7. Seus adversários alegam que o senhor tem promovidos eventos eleitoreiros (festas, distribuição de cestas, etc) para alavancar sua pré-candidatura, afrontando a legislação eleitoral. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sou empresário, onde represento o Supermercado Pague Pouco, esses eventos foram realizados para meus clientes, com organização de minha esposa, Dilma Lima. Esses falatórios é intriga de oposicionista a minha pré-candidatura, nunca fiz evento eleitoreiro, e o que dizer dos eventos realizados pelos demais pré-candidatos? Eles podem fazer isso?

8. Há pesquisas que apontam o senhor com líder disparado para ser o próximo prefeito de Paraibano, derrotando inclusive a atual prefeita. O que você tem feito para ter chegado a essa liderança?

 Conversando com o povo para despertar a consciência da população sofrida de Paraibano, que clama por mudança, sou um nome novo na política local, já tenho certa experiência no cenário político em outro município e isto tem me ajudado.

9. Qual sua avaliação do governo Aparecida Furtado?

Prefiro esperar pela avaliação do povo nas urnas, no dia 2 de outubro

10. Em Paraibano tem se observado que é comum a prática no nepotismo na prefeitura. Caso você seja eleito essa prática vai perdurar?

 De maneira alguma, se eleito for, pretendo fazer uma administração com transparência, participação popular e sem a prática do nepotismo.

 11. Quais seus planos para o desenvolvimento de Paraibano-MA?

Caso eu seja eleito, todos os programas do governo federal serão implantados ou ampliados em Paraibano, mesmo aqueles que são executados através do governo do estado, a nossa idéia é montar uma estrutura administrativa que cuide dos procedimentos burocráticos de forma ágil e eficiente, de modo que nenhum programa ou projeto não deixe de ser disponibilizado ao nosso povo.

Não é possível aceitar que a população não tenha acesso ao total de todas as verbas destinadas ao município por falta de capacidade administrativa em trazer os benefícios, principalmente na área de saúde, educação, esporte e lazer, saneamento básico, geração de emprego e renda entre outros.

 12. Porque você quer ser prefeito de Paraibano?

Para melhorar a qualidade de vida de nossa população e resgatar a dignidade do nosso povo, principalmente as família menos favorecidas, que há tempos está esquecida pela oligarquia municipal. Farei isso aplicando todos os projetos e recursos citados na resposta anterior.