Site do Hilton Franco ficou sem atualizações durante o feriado

Por conta de uma viagem durante o feriado prolongado da Semana Santa e de Tiradentes, esta página não foi atualizada durante sete dias.

O editor desta página aproveitou o feriado prolongado para viajar para Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Foram mais de 4 mil km rodando pelo Nordeste.

A viagem foi realizada com os amigos Alberto, Anny e Wellington.

De volta a São Luís (MA), as postagens voltam a ser publicadas normalmente a partir desta quarta-feira (23).

Passeio nas Galés de Maragogi (AL)

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Passeio de buggy no Parque Turístico de Genipabu (RN).

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Publicado em: BRASIL

Temporal causa alagamentos e estragos em São Luís, MA

Prefeitura de São Luís não faz a manutenção das galerias e como consequência, ruas e avenidas ficaram inundadas.

Veículos ficaram praticamente submersos devido ao temporal (Foto: Divulgação/Daniel Facunges)

Curso Wellington ficou alagado pela quarta vez consecutiva. Foto: Daniel Facunges)

Um temporal registrado na tarde desta quarta-feira (16) em de São Luís causou estragos em diversas pontos da cidade.

No bairro Renascença 2, o temporal alagou de novo o Curso Wellington. Vários veículos estacionado na porta do estabelecimento de ensino ficaram submersos.

‘Mais uma vez, por falta de manutenção nas galerias e esgotos da Avenida Colares Moreira, o Curso Wellington Unidade Renascença é inundado pelas águas das chuvas pelo 4º ano consecutivo. Absurdo, a falta de administração pública. Já solicitamos manutenção inúmeras vezes mas o descaso é total’, disse Wellington do Curso. O prejuízo causado pelo alagamento no Curso Wellington pode chegar a R$ 100.000,00.

Segundo a metereologista Andréa Helena Machado, que faz parte da equipe do Laboratório de Metereologia da Universidade Estadual do Maranhão(Uema), fenômenos desse tipo podem acontecer até com maior frequência nesta época do ano.

“O temporal de hoje foi causado pela ‘zona de convergência intertropical’, que é o fenômeno causado pela maioria das chuvas no norte do Maranhão” disse Andréa.

Publicado em: MARANHÃO, VIDA URBANA

O orgulho de quebrar coco babaçu em Vila Criolis, Baixo Parnaiba maranhense

Blog Territórios Livres do Baixo Parnaíba

Por Mayron Régis

Não é recomendável chegar em determinada cidade depois de um determinado horário por talvez não encontrar quem o receba assim como não é recomendável deixar essa mesma cidade em determinado horário por não haver quem o leve.

O povoado Vila Criolis se distancia treze quilômetros da cidade de Brejo, Baixo Parnaiba maranhense. Qualquer dificuldade, ele ligaria para dona Milagres que o aguardava em sua casa. Assim que chegaram, perguntou-se ao frentista qual era a distancia entre Brejo e a Vila Criolis.

O frentista calculou uns 30 quilômetros. Um rapaz guiou o carro pela estrada de piçarra em plena noite. Uma senhora o aconselhara a continuar o percurso a Vila Criolis pela manhã cedo. Ele gostaria de dormir na comunidade e por isso fazia questão de continuar.

Além do motorista, seguia um outro rapaz no carro; eles perguntaram se o moço era professor. Ele respondeu que era jornalista. O conselho da senhora o inquietara. Ela o fez se sentir ameaçado. Os rapazes discorreram sobre roubos de celulares e de motos nos interiores da cidade de Brejo. Bem ali, mora não sei quem que rouba motos.

No ano passado, quando viera, a prefeitura anunciava a reforma da estrada que liga Brejo aos assentamentos do Incra. A reforma ficou só no anuncio. Sorte que não chovera tudo que tinha que chover, senão passariam por maus bocados. Simplesmente, a prefeitura “esquecera” de reformar a estrada que passa pela Vila Criolis. Ocorreu, apenas, a instalação dos tubos por onde a água corre. A prefeitura, simplesmente, aboliu a Vila Criolis do seu planejamento. As razões para não cumprir com as obrigações constitucionais não ficaram claras.

A Vila Criolis se caracteriza por ser uma região de Baixo. Os babaçuais predominam em vários trechos. Desde sempre, ouvia-se das bocas de várias pessoas, que provieram da Vila Criolis e de áreas próximas, o quanto suas vidas dependeram do extrativismo do babaçu.

O deputado Domingos Dutra e o professor Luis Alves expõem suas dividas e raízes históricas com a cultura do babaçu sempre que possível. A sua ida a Vila Criolis se configurava como uma excelente oportunidade não só para apresentar o PAIS, ou Produção Agroecologica Integrada e Sustentável, uma tecnologia social que congrega no mesmo espaço diferentes atividades produtivas como a criação de galinha caipira e o plantio de verduras, para a comunidade como também uma excelente oportunidade para rememorar as histórias pelas quais essa gente toda passou e ainda passa.

A casa de dona Milagres era uma casa de agricultores. Eles plantavam um pouco de mandioca, arroz, feijão e abobora. O filho dela disse desse jeito: “ aqui vivemos da roça”. Em sua fala, havia muita sinceridade e muita tristeza. A irmã veio em seguida para desembestar outros dizeres e afazeres. Ela compunha um dos grupos que cultivavam uma área com verduras. Apanhava-se cheiro verde e cebolinha. A Girlene também quebrava coco e vendia o azeite.

Depois de escutar a Girlene, ele inquiriu a família de dona Milagres dos porquês das pessoas deixarem que as coisas boas se percam. A dona Milagres respondeu que por medo.

A Capacitação em meio ambiente, organizada pelo Aconeruq, iniciou-se as oito horas da manhã. A dona Maria do Rosário se deslocou de mansinho na manhã para avisar que não ficaria por muito tempo na oficina e que enviaria o marido para ficar em seu lugar. Ficou por muito mais tempo do que previra. A primeira conversa da capacitação girou em torno do que representava para eles viver na Vila Criolis, data Saco das Almas.

A dona Maria do Rosário recordou a sua infância e as ameaças de despejo desferidas pelo proprietário de terras à sua família e aos outros agregados. O agregado pagava uma renda ao proprietário como forma de obediência e também como forma de garantir a sua permanência na propriedade.

Caso não pagasse a renda, o proprietário enviava a policia militar para retirar a família e os seus pertences. A obrigação de pagar renda ofendia a família de duas formas: pela humilhação com os tratamentos dispendidos e pelo empobrecimento já que os agregados destinavam seu tempo e sua produção para o proprietário.

O senhor José de Fátima, como dona Rosário, viveu boa parte de sua vida agregado em propriedades dos outros. No caso dele, foram três as propriedades: a dona Vitória, o senhor Wilson e o doutor Carlos. Quanto tempo existe a Vila Criolis? Ninguém soube responder ao certo. As respostas raspavam os trinta anos.  A Ana Lina discordou de imediato porque ela nasceu na Vila Criolis e já tinha 37 anos.

Para tirar a dúvida, chegou a dona Ana Lurdes, mãe de Ana Lina. A dona Ana Lurdes também não soube precisar a idade da Vila Criolis, mas soube cravar que se orgulha de ser quebradora de coco babaçu.   Depois que ela declarou esse orgulho, as demais mulheres responderam no mesmo tom que se orgulhavam de serem quebradoras. O Antonio, delegado sindical, relatou que as áreas de babaçuais na data Saco das Almas alcançam mais de quinze mil hectares e que o Vicente  um dos proprietários da área quis implantar um projeto industrial de extração do palmito do babaçu na cidade de Brejo. O projeto só não foi em frente porque os quilombolas fizeram denuncias ao Ibama.

De acordo com o Antonio, o babaçu é a vida dos quilombolas porque dele se tira o azeite, o palmito, o mesocarpo e se queima a casca. Essa declaração do Antonio e as declarações das mulheres se chocam um pouco com a percepção que o babaçu, de tanto fazer parte da vida dos quilombolas da Vila Criolis,  perdeu um pouco a sua importância econômica e social nesses tempos modernos. As mulheres quebram o coco e vendem o azeite, só que o babaçu não aparece em primeiro lugar na lista de espécies florestais importantes para a comunidade.

Os participantes da capacitação em meio ambiente se depararam durante a caminhada pelo leito do riacho da Ponte, na Vila Criolis, município de Brejo, com a dona Maria Inês em seu momento de banho. Eles caminhavam por dentro da propriedade do senhor Candin.  A dona Maria Inês chegou aos seus setenta anos. O senhor Candin prometeu doar um hectare para ela se manter. Uma cerca torna difícil a caminhada até o riacho na propriedade do senhor Candin. Verificam-se cercas por toda a extensão do riacho. Apenas dois trechos se livraram das cercas e nestes a comunidade se banha e lava as roupas.

Nesses dois trechos as criações de animais também se molham e bebem.  Tem dois anos que o riacho da Ponte seca depois que as chuvas acabam. Isso se deve, segundo os moradores, ao desmatamento que o senhor Candin realizou para o plantio de capim. Além do desmatamento, o plantio de capim traz consigo o despejo de agrotóxicos. O senhor Francisco, marido de uma das participantes, despejou agrotóxico quinze anos da sua vida. Apresentaram-se dores da cintura para baixo o que pode ser resultado da aspersão de agrotóxico.

Na casa do senhor Francisco, depois da caminhada, as pessoas conversaram sobre mudanças climáticas e o comportamento dos agricultores referente ao meio ambiente e a urgência em mudar esse comportamento. Os agricultores esperam que a floresta se regenere depois que utilizaram aquele solo para os seus plantios. É bem provável que ela não regenere a contento porque o agricultor voltará a essa área mais cedo ou mais tarde.

A hora do almoço se aproximava. As mulheres saíram cedo de suas casas sem aprontarem nada. De uma próxima vez, o almoço se dará no mesmo lugar da oficina. Por conta disso, a esposa do senhor Francisco ofereceu goiabas. Alguns comeram mais e outros menos.

As pessoas paparam as goiabas e por fim escolheram três deles (Girlene, Valdemar e Zé de Fátima) para formarem um grupo que encetará uma discussão com os proprietários, que impedem os moradores de carregarem água de seus terrenos e que despejam agrotóxicos para plantar capim, para que mudem suas atitudes que causam danos ambientais na vida de todos os moradores da Vila Criolis.

Publicado em: MARANHÃO

Eclipse total da lua é visto em São Luís do Maranhão

Eclipse da lua foi visível na parte oeste da África, na parte oeste da Europa, Américas, Austrália e leste da Ásia.

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Na madrugada desta terça-feira (15), foi possível observar em São Luís um eclipse lunar, quando a Lua fica na sombra da Terra em relação ao Sol.

O fenômeno teve início por volta das 2h49 e atingiu o ponto alto às 4h46 quando a sombra da Terra cobriu totalmente a lua. Assim que a lua foi encoberta totalmente, a coloração do nosso satélite mudou para  um tom avermelhado, razão pela qual o fenômeno é chamado de “Lua de sangue”.

Por volta das 5h, a lua começou a sair da umbra e foi recobrando sua aparência natural.

Veja abaixo os eclipses previstos para 2014:

- 15 de abril: Eclipse total da Lua – visível na parte oeste da África, na parte oeste da
Europa, Américas, Austrália e leste da Ásia
- 29 de abril: Eclipse anular do Sol (quando a Lua fica na frente do Sol e se forma um “anel” do Sol em volta da Lua) – visível na Antártica e Austrália
- 8 de outubro: Eclipse total da Lua – visível nas Américas, na Austrália e Ásia
- 23 de outubro: Eclipse parcial do Sol – visível na maior parte da América do Norte, no México e na Rússia

Veja as imagens feitas pelo professor Hilton Franco.

Publicado em: MUNDO

Avenida 12 no bairro Cohab, em São Luís tem 176 buracos

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Cruzamento da Avenida 12 com a Avenida 17 no bairro Cohab

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Buraco na Avenida 12 onde caiu um carro na tarde de sábado (12).

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Cratera já na Avenida 12 está cada dia maior.

No primeiro dia do mês de abril deste ano, o site do Hilton Franco fotografou os buracos da avenida 12, no bairro Cohab, em São Luís.

De volta ao local onze dias depois, a situação está pior. Até carro caiu em uma cratera na tarde de sábado (12).

A Avenida 12 possui 600 m de extensão e está completamente intrafegável. Os blogueiro Hilton Franco e Neto Cruz andaram a pé em toda a venida e contaram 176 buracos.

‘Sou moradora da Avenida 12 e estou indignada por conta de um buraco que só aumenta. Não é só esse, é a avenida inteira. Esse buraco está prejudicando a minha calçada e os moradores. Já enviei minha reclamação para uma página da prefeitura de São Luís no Facebook e eles nada fazem’, disse Gabriela.

Mesmo com as denúncias feitas por este site, pela TV Difusora e por Gabriela, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos da prefeitura de São Luís nada fez para resolver a situação.

Cabe mencionar que mesmo a cidade tomada por buracos, a prefeitura passa o dia e a noite mentindo com um tal de Avança Pavimentação de Ruas.

Pergunta que não quer calar: Por onde anda o prefeito Edivaldo Holanda e Antônio Araújo, Secretário de Obras e Serviços Públicos que não ver isso?

Fotos: Hilton Franco

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Alô, SEMOSP! Carro cai em cratera no bairro Cohab, em São Luís

Buracos tomam conta da Avenida 12 no bairro Cohab, em São Luís

Buraco corta avenida do bairro Cohab, em São Luís

Publicado em: MARANHÃO, VIDA URBANA

Alô, SEMOSP! Carro cai em cratera no bairro Cohab, em São Luís

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Um carro caiu em uma imensa cratera que se formou na Avenida 12 do bairro Cohab, em São Luís na tarde de sábado (12).

Com o pneu completamente atolado na cratera, foi necessário seis homens para tirar o veículo do local. A cratera está prejudicando a calçada da casa de dona Gabriela e causando transtorno aos motoristas.

‘A TV Difusora já esteve aqui e eu já publiquei a imagem deste buraco na página da prefeitura de São Luís, mas eles não aparecem para tapar o buraco. Minha indignação está imensa’, disse Gabriela.

Cabe mencionar que a cratera já havia sido denunciada aqui neste site dia 1º de abril, contudo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos da prefeitura de São Luís nada fez para resolver a situação.

Foto: Gabriela

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Buracos tomam conta da Avenida 12 no bairro Cohab, em São Luís

Buraco corta avenida do bairro Cohab, em São Luís

Publicado em: MARANHÃO, VIDA URBANA

Gol irregular aos 46 minutos dá título ao Flamengo contra Vasco

O Estado de São Paulo

RIO – E o Flamengo é o grande campeão carioca de 2014. Campeão da Taça Guanabara e time de melhor campanha da competição, o clube rubro-negro chegou ao título graças a um gol de Márcio Araújo, irregular, aos 46 minutos do segundo tempo. O empate com o Vasco (1 a 1), mesmo resultado da primeira partida, bastava para o time do técnico Jayme de Almeida.

As duas equipes foram para o clássico deste domingo, no Maracanã, com desfalques importantes. Dúvida durante toda a semana, o atacante Edmilson – artilheiro do Carioca com 11 gols – chegou a treinar com os companheiros de Vasco no sábado, mas foi vetado antes da partida e nem sequer ficou no banco. No Flamengo, Samir também foi cortado de última hora. Elano e Hernane já eram desfalques certos.

Precisando vencer para conquistar o título, o Vasco teve mais iniciativa no primeiro tempo. A equipe do técnico Adilson Batista atuou com suas linhas avançadas e procurou buscar o ataque usando os flancos. Pedro Ken se movimentava pela meia direita e William Barbio constantemente era acionado pela esquerda. Douglas tentava articular pelo meio.

O problema é que, sem Edmilson e com apenas Thalles mais avançado – Adilson abriu mão de atuar com três atacantes -, o Vasco carecia de uma referência na frente. Foram poucas as bolas alçadas na área e foram mais escassas ainda as chances de gol do Vasco no primeiro tempo. A melhor delas aconteceu aos 11 minutos, quando Douglas bateu falta pela direita e a bola passou com perigo na frente do gol.

Do lado do Flamengo, a situação não era diferente. Dependendo apenas do empate, a equipe do técnico Jayme de Almeida jogou com uma tática diferente do seu rival, reforçando a marcação na defesa e explorando os contragolpes.

Everton foi o escolhido para puxar os contra-ataques, com Paulinho e Alecsandro sempre abrindo pelos lados. Mas a ânsia de marcar aquele que poderia ser o gol do título levou os atacantes do Flamengo a abusarem do individualismo. Eles perderam ótimas chances de finalização nos primeiros 45 minutos.

Na etapa complementar o Flamengo mudou a postura e se soltou mais ao ataque. Leo Moura, pela direita, André Santos, pela esquerda, e Luiz Antônio, pelo meio, fizeram o time rubro-negro dominar as ações de jogo e chegar mais perto da abertura do placar.

A história do jogo, porém, começou a mudar aos 14. Chicão e André Rocha se desentenderam na área na área e o árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou os dois. Para recompor a defesa, Jayme de Almeida sacou o meia Everton e o substituiu pelo zagueiro Erazo.

A mudança acabaria se demonstrando equivocada. O Flamengo perdeu velocidade de contragolpe e o Vasco passaria a ganhar o meio-campo. As chegadas com Thalles, Fellipe Bastos e Pedro Ken se intensificaram. Até que, aos 30, Pedro Ken recebeu no interior da área e Erazo, em entrada abrupta, cometeu pênalti. Douglas bateu com categoria, tirou de Felipe e fez 1 a 0.

Mais do que a vantagem no marcador, o gol desestruturou o Flamengo. O time rubro-negro passou a tentar o ataque desesperadamente, sem pensar as jogadas, errando passes e forçando demais as jogadas para Alecsandro.

Foi quando Jayme de Almeida corrigiu o erro da saída de Everton, colocando Gabriel e Nixon no time. O Flamengo melhorou a ligação com o ataque e passou os últimos 15 minutos praticamente somente no campo de ataque. E foi recompensado aos 46, quando Márcio Araújo, após cabeceio de Wallace na trave, aproveitou o rebote para empatar. O gol, em posição irregular, foi validado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique. E o Flamengo comemorou o título carioca pela 33ª vez em sua história.

Publicado em: SUPERESPORTES

Brasil e países americanos lideram mortes por arma de fogo, diz ONU

Alagoas é o estado onde mais se mata no Brasil. Índice só é superado por Honduras, país da América Central.

UOL

Duas em cada três pessoas mortas nos países das Américas são assassinadas com armas de fogo. No Brasil, o índice é ainda maior, com 70% das mortes. Segundo estudo divulgado nesta semana, as armas de fogo foram utilizadas em 41% dos 437 mil homicídios no mundo em 2012. A facilidade de acesso e a grande circulação de armas de fogo no país destacam o Brasil nessa tendência que se tornou marca da violência homicida, segundo o “Estudo Global sobre o Homicídio 2013″, divulgado pelo Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês).

No Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (referência da ONU para o estudo), esse índice é ainda maior e chega a 70% do total. Em 2013, 50 mil pessoas foram mortas no país, segundo o levantamento da ONU, o que representa que 35 mil mortes foram por arma de fogo.

O índice brasileiro ainda varia de Estado para Estado. No mais violento dos Estados do país, Alagoas, por exemplo, o índice de mortes por armas de fogo chegou a 80% do total em 2013, conforme relatório da Secretaria de Estado da Defesa Social.

O índice global, porém, esconde diferenças marcantes e que apontam para concentração em uma única parte do mundo desse tipo de crime. As Américas são o único estrato do estudo da ONU no qual as armas são o principal meio causador de mortes.

Enquanto nas Américas esse índice chega a 66%, na África –segundo continente mais violento– apenas 28% dos homicídios são praticados com arma de fogo. É o mesmo índice da Ásia. Nos dois casos, o grupo que inclui uso de objetos contundentes, envenenamento e violência lidera as estatísticas. Na Europa, o índice de assassinatos com arma é de 13% e na Oceania chega apenas a 10% –único continente onde as mortes por arma branca ficam à frente.

Causas

Para o pesquisador e coordenador do “Mapa da Violência”, Julio Jacobo Waiselfisz, os dados podem ser explicados, em parte, pela permissividade com as armas de fogo. “Há uma enorme circulação dessas armas e interesse comercial nas Américas. Um dos grandes exportadores de armas de fogo é o Brasil, que é quem fornece para os países da América Latina”, afirma.

O pesquisador também diz que há nos países latino-americanos, em especial no Brasil, uma cultura de violência que incentiva o uso da arma. “Isso vem desde o período colonial, no qual ninguém valoriza a vida humana, e a América Latina foi um dos países que mais tardiamente aboliu a escravatura. Nesse contexto, a vida tem muito pouco valor, se mata por muito pouco”, afirma.

O pesquisador diz ainda que as armas chegam às mãos dos criminosos de várias formas. “Há no Brasil uma enorme quantidade de armas em circulação. Além disso, existe uma distribuição interna de armas de fogo ilegais, que nutre toda bandidagem, fora aquelas que deveriam ser exportadas, mas que ficam no país”.

Preocupação mundial

Para a ONU, o comércio ilícito de armas de pequeno porte é um “sério problema” e requer uma “ação global.” “Em todo o mundo, as populações civis são reféns da violência, de conflitos e de crime. Eles são, muitas vezes, aqueles que sofrem o mau uso de armas por grupos armados, incluindo grupos criminosos organizados”, diz o estudo, citando as Américas como maior preocupação.

Segundo o levantamento, porém, nos continentes com menor violência, em especial a Europa, as armas de fogo regularizadas são mais utilizadas para crimes domésticos, ao contrário das Américas, onde armas matam nas ruas.

“Estudos realizados em países de alta renda, que tendem a ter níveis mais baixos de homicídio, revelaram uma forte correlação entre a disponibilidade de armas nas taxas de homicídios domésticos e feminino, mas uma correlação ligeiramente mais fraca de taxas de homicídio”, diz.

Apreensões e desarmamento

No Brasil, os dados de apreensões de armas de fogo são feitos separadamente pelas polícias. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Segurança Púbica aponta que 18.844 foram apreendidas no ano passado. Em Alagoas, Estado mais violento, mas com apenas 7% da população paulista, esse número foi de 2.197 em 2012.

O Brasil tem, em andamento, a Campanha Nacional de Desarmamento, que indeniza há 10 anos qualquer cidadão que queira se livrar de sua arma. Segundo relatório da Secretaria Nacional de Segurança Pública, 650 mil armas foram recolhidas desde o início da ação, em 2004.

As armas retiradas de circulação não chegariam a 5% do total existente no país. Segundo estimativas do Mapa do Tráfico Ilícito de Armas no Brasil, de 2011, da ONG (Organização Não-Governamental) “Viva Rio” existem 16 milhões de armas circulando no país

Publicado em: BRASIL, MUNDO

Justiça suspende concurso público de Paraibano

O juíz Carlos Eduardo de Arruda Mont’Alverne, da comarca de Paraibano, concedeu na última  terça-feira (8) uma liminar da Ação Popular ajuizada pelo advogado Ricardo Bruno Beckman Soares da Cruz e suspendeu o concurso público de  Paraibano (MA), realizado pelo Instituto Machado de Assis.

Na Ação Popular, Ricardo Beckman alega que a prefeitura de Paraibano, representada pela prefeita Maria Aparecida Queiroz Furtado  (PV)  celebrou contrato de prestação de serviço com o Instituto Machado de Assis mediante a modalidade licitatório de Pregão, valendo-se do critério de menor preço.

A modalidade Pregão não inclui a organização de concurso público, conforme estabelece o Decreto Federal nº 3.784/2001.

Na decisão o magistrado resolveu determinar aos requeridos a suspensão de todos os atos relacionados ao concurso público regido pelo edital nº 001/2013, datado de 15/12/2013, sob pena de pagar multa diária de R$ 2 mil (dois mil reais) em caso de descumprimento da decisão.

Clique aqui e veja o processo.

Foto/arquivo: Hilton Franco

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Resultado preliminar do concurso de Paraibano tem indícios de fraude

De novo Instituto Machado de Assis volta a aprontar

Justiça suspende concurso público de São Benedito do Rio Preto-MA feito pelo Instituto Machado de Assis

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AGED fiscaliza abatedouro de Paraibano e constata que local está uma imundice

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Da nojo o matadouro municipal de Paraibano. O local não possui as mínimas condições para o abate de animais e mesmo assim, continua funcionando normalmente.

Segundo Darlan Carvalho, técnico de fiscalização  da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), o Ministério Público e a prefeitura municipal já foram informados oficialmente que não há mais condições de abate neste matadouro. Mesmo alertados, o abate continua.

‘Quem ver a parte interna do abatedouro, não come carne daqui’, relatou Darlan.

O município  dispõe de um novo matadouro inaugurado em 2012 pelo ex-prefeito Sebastião Pitó. O detalhe é que a obra que custou R$ 512.005,69 nunca funcionou, pois não possui os equipamentos para o abate dos animais. 

Enquanto o novo matadouro não funciona, o jeito é abater bovinos no velho matadouro, que está uma imundice.

Foto: Darlan Carvalho

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Restos de gado abatido no novo matadouro de Paraibano é jogado ao ar livre

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