Financial Times destaca “jogo sujo” da campanha petista pela reeleição

Isto É

O ex-presidente Lula, durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quinta-feira, 23, com crítica ao debate político na reta final das eleições presidenciais no Brasil. Ao citar acusações contra Marina Silva (PSB), o jornal destaca a acusação de que o Partido dos Trabalhadores (PT) usou “táticas de difamação” contra opositores.

O FT diz que a ex-ministra do Meio Ambiente acusa a campanha de Dilma Rousseff (PT) de “espalhar mentiras”. Entre as acusações que teriam sido feitas contra Marina no 1º turno das eleições, estão a de que eventual governo do PSB poderia proibir videogames e que a candidata era homofóbica.

“Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que a candidata que é evangélica iria proibir videogames”, diz o texto.

Em afirmação citada pelo jornal britânico, Marina diz que “uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”. “Você não tem ideia do que essas pessoas fizeram”, completou a ex-ministra.

No segundo turno, a bateria volta-se contra o candidato Aécio Neves (PSDB) e o FT cita a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que comparou o tucano a um nazista. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar, como a melhora da saúde pública, transporte e segurança”, diz o jornal.

 

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Irmã de Lula critica Dilma e pede voto em Aécio

Folha de São Paulo

Na reta final da campanha presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) ganhou um apoio improvável. Lindinalva Silva, 58, tomou as redes sociais de Mato Grosso ao protagonizar um vídeo caseiro com pedidos de “consciência” aos brasileiros e votos ao tucano.

Quem é Lindinalva? É meia-irmã (por parte de pai) do ex-presidente Lula. Em entrevista à Folha, diz que seguiu os ensinamentos deixados pelo irmão ilustre para referendar seu posicionamento político nestas eleições.

“Não me sinto incomodada pensando desta forma. Lula lutou pela democracia e liberdade de opinião. Ele sempre deixou claro que não queria forçar nenhum irmão a seguir o que ele acreditava”, afirma.

A escolha em fazer as vezes de cabo eleitoral de Aécio ganhou força, segundo Lindinalva, a partir do desempenho do primeiro governo de Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

“Dilma já teve a chance dela. Em quatro anos não fez o que prometeu.”

Lindinalva só diminui o tom da crítica quando analisa a gestão do irmão (2003-2010). “Nunca falei mal do meu irmão porque ele foi ótimo para o Brasil. O problema é que a Dilma não acompanhou o que Lula fez”, afirma.

Lindinalva Silva, 58, irmã de Lula que declara voto em Aécio - Foto de divulgação

Lindinalva Silva, 58, irmã de Lula que declara voto em Aécio – Foto de divulgação

No vídeo, Lindinalva opta por Aécio ao entender que ele seria “o melhor para o Brasil neste momento”.

“Eu não estou pensando em familiar nenhum, mas no Brasil todo, principalmente, nos cristãos”, disse no vídeo que circula na internet.

Lindinalva reside em Cuiabá, a capital de Mato Grosso, desde 1989. Ela se diz evangélica pertencente à Comunidade Pão da Vida.

Afirma que a maior parte dos fiéis de sua igreja tem medo “do comunismo” e que, por lá, “tucanos são maioria”. Para reforçar seu posicionamento, estampa no vídeo a cópia do Decreto 8.243, que ganhou de um pastor.

O decreto, sancionado por Dilma, instituiu neste ano a Política Nacional de Participação Social, que incorporou os conselhos sociais no debate sobre as políticas públicas do país.

A lei, no entanto, é questionada pela oposição que quer sustar seus efeitos legais. “Achei arbitrário”, diz Lindinalva.

NÃO DECOLOU

Lindinalva, a exemplo de Lula, tentou seguir carreira política, mas não decolou no seu primeiro voo.

Em 2012, ela disputou uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá, mas anotou apenas 188 votos nas urnas.

Naquelas eleições, chegou a ser detida sob suspeita de fazer boca de urna. Foi liberada logo depois.

Nesse mesmo ano, ela diz ter visto Lula pela última vez. Na ocasião, perguntou ao irmão se ele voltaria a disputar uma eleição e ouviu: “Não está nos meus planos. É a vez dela [Dilma]“.

Ainda filiada ao PTB, Lindinalva afirma ter desistido dos palanques, mas, não das próprias convicções, mesmo que para isso continue a discordar de seu maior professor.

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Cancioneiro Elomar se apresenta em São Luís no Teatro Artur Azevedo nesta quinta-feira

Apresentação acontecerá no Teatro Artur Azevedo às 20h30 nesta quinta-feira, dia 23 de outubro. Entrada custa entre  R$ 50,00 e R$ 70,00 

Elomar Figueira Mello se apresenta nesta sexta e sábado no Teatro Bradesco BH

Concerto considerado um marco na carreira do compositor Elomar Figueira Mello já que pré anuncia o último disco que encerra a fase das canções, uma vez que o autor se debruça na composição de suas óperas e outros trabalhos com formação de maior porte.

Nesse concerto, o violonista, compositor e maestro, João Omar de Carvalho Mello apresentará alguns solos do seu também novo projeto de disco, João Omar interpreta Elomar: Peças para violão Solo.

No repertório de João Omar, figura dentre outras, o Prelúdio nº sexto, uma homenagem a Villa Lobos, Lagoa da PortaSão João XaxadoRetiradaTrabalhadores na Destoca, Estudo nº único… 

Trata-se de uma prévia dos dois discos e apresentará canções inéditas de Elomar que ficaram fora da sua discografia, dentre elas, dois sambas lá da primeira fase.

Ensaiando o Riachão do Gado Brabo sai em circulação por diversas capitais do Brasil, partindo da Casa dos Carneiros.

A apresentação tem canções inéditas de Elomar, tais como Naquela Favela, e Samba do Jurema, no estilo clássico dos sambas brasileiros; Amarração e Canto dos Nordestólogos, pertencentes à trilha sonora de uma peça de teatro do próprio Elomar chamada “O Mendigo e O Cantador”; duas canções que foram gravadas num compacto da década de sessenta, primeira gravação independente do Brasil, que não foi lançado, chamadas O Robot e Mulher Imaginária; além da música que dá nome ao disco Riachão do Gado Brabo.

O Artista

Elomar Figueira Mello tem uma das mais sólidas carreiras artísticas da música brasileira. Diversas teses de mestrado e doutorado debruçam-se na obra do compositor, aqui e no exterior. Das barrancas do Rio Gavião, na caatinga baiana, para os principais palcos do país, a música deste músico, arquiteto e fazendeiro criador de bodes é sempre esperada e ovacionada desde os anos 70. Sofistica-se a cada dia, mergulhando seu universo “sertanez” na música. O Auto da Catingueira é a primeira das 11 peças/óperas musicais de Elomar.

Elomar compôs também 11 antífonas, quatro “galopes estradeiros”, 12 peças para violão solo, uma sinfonia e três concertos para solista e orquestra. É autor de mais de 80 canções, a maioria delas já gravadas por ele e por diversos outros intérpretes de expressão nacional. Foi inspirado nele que o cartunista Henfil criou seu personagem Bode Orelhana.

“Tenho uma missão a ser cumprida,“ afirma Elomar. “A tradição oral me trouxe do meu bisavô, que contou os fatos ao meu avô, que me contou e hoje eu conto para os meus filhos, que amanhã contarão para os filhos seus. Com isso é assegurada a preservação da história e dos acontecimentos. Numa sociedade tradicional, como a catingueira, a herança é oral e depositada em olhos e memórias privilegiadas. Esta é a missão do cantador.”Elomar Figueira Mello tem uma das mais sólidas carreiras artísticas da música brasileira. Diversas teses de mestrado e doutorado debruçam-se na obra do compositor, aqui e no exterior. Das barrancas do Rio Gavião, na caatinga baiana, para os principais palcos do país, a obra deste músico, arquiteto e fazendeiro criador de bodes é sempre esperada e ovacionada desde os anos 70.

Elomar compôs também 11 antífonas, quatro “galopes estradeiros”, 12 peças para violão solo, uma sinfonia e três concertos para solista e orquestra. É autor de mais de 80 canções, a maioria delas já gravadas por ele e por diversos outros intérpretes de expressão nacional. Foi inspirado nele que o cartunista Henfil criou seu personagem Bode Orelhana.

Tenho uma missão a ser cumprida,“ afirma Elomar. “A tradição oral me trouxe do meu bisavô, que contou os fatos ao meu avô, que me contou e hoje eu conto para os meus filhos, que amanhã contarão para os filhos seus. Com isso é assegurada a preservação da história e dos acontecimentos. Numa sociedade tradicional, como a catingueira, a herança é oral e depositada em olhos e memórias privilegiadas. Esta é a missão do cantador.”

Desde jovem Elomar se exilou Lá na Casa dos Carneiros, sede da fazenda Gameleira, a 20 e poucos quilômetros de Vitória da Conquista, perto da divisa da Bahia com Minas Gerais, e de lá pouco sai, de sorte que assistir a um concerto deste músico singular é uma experiência para poucos.

O repertório do “ensaio” alterna canções entre o cantor e o instrumentista para na segunda parte realizarem juntos algumas das canções mais conhecidas de Elomar, sempre com trabalhos que abordam a cultura do campo, do sertão, no que Elomar Figueira assume como compositor, um lugar equivalente ao que Guimarães Rosa está  para a literatura brasileira.

Público:

O público alvo deste concerto é constituído daqueles que tradicionalmente vão aos concertos de Elomar Figueira Mello de perfil bastante heterogêneo, com a presença de intelectuais a estudantes, de doutores a simples vaqueiros numa mesma platéia. Com faixa etária entre, 14 a 80 anos, perpassando pelas mais diferentes classes sociais, econômicas e culturais. No entanto, pela especificidade de execução da música acústica, promete alcançar um público focado no interesse de apresentações desta natureza, notadamente profissionais, acadêmicos, estudiosos da área da música erudita e acústica.

Realização:

O projeto tem a realização da Fundação Casa dos Carneiros, uma associação cultural que prevê a administração, preservação e propagação da obra litero-musical de Elomar Figueira Mello, bem como a pesquisa, preservação e disseminação da arte verdadeira, da música culta e erudita produzida no Brasil.

A Fundação Casa dos Carneiros, com sede em Vitória da Conquista, na Bahia a sete anos de implantação vem realizando projetos de grande, médio e pequeno porte, reunindo em seu currículo apresentações de concertos de música de câmera, recitais líricos, apresentação de violeiros, quartetos, cenas de ópera e música popular.

Circulação nacional:

O lançamento aconteceu no dia 01 de setembro de 2012 no Teatro Escola Lírica Mineira, na casa grande da fazenda Casa dos Carneiros, em Vitória da Conquista, na Bahia foi o marco deste novo projeto de circulação nacional que seguirá pelas capitais de Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia, São Paulo, Vitória do Espírito Santo, Belo Horizonte, Salvador, Aracaju, Fortaleza e São Luís. Na capital maranhense, em São Luis, o concerto acontece em única récita, dias 23 de outubro de 2014, no Teatro Artur Azevedo.

SERVIÇO:

Concerto: “Ensaiando o Riachão do Gado Brabo”, com Elomar Figueira Mello e João Omar.

Data: 23 de outubro de 2014

Hora: 20h30min

Local: Teatro Artur Azevedo, Rua do Sol S/N – Centro – São Luis/MA

Entrada: a partir das 20h00min.

Preço dos ingressos: Platéia R$ 70,00, Frisas R$ 60,00 e R$ 50,00 os demais lugares.

Local de Venda: Bilheteria do Teatro Artur Azevedo.

Produção Local:

Aidil Filho, Moacir Andrade e Tauari Formiga.

Co-produçao: Tutuca Viana Produções e CEB-UDV.

Produção/Agenciamento:

Rossane Comunicação e Cultura

Contatos para imprensa:

Rossane Comunicação e Cultura: 77 3421-4881 / 9117-3287 atendimentorossane@gmail.com

Publicado em: MARANHÃO, VIDA URBANA

Aécio lidera corrida presidencial, diz Instituto Veritá

Candidato do PSDB tem 53,2% dos votos válidos, contra 46,8% de Dilma

Isto É

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Se a eleição fosse hoje, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, teria 53,2% dos votos válidos no segundo turno, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta terça-feira (21). Dilma Rousseff, do PT, aparece com 46,8%.

Se for considerada a votação total, com brancos e nulos, Aécio tem 47% das intenções. Dilma aparece com 41,4%. Os indecisos somam 7,8% e outros 3,7% votariam em branco ou nulo.

A margem de erro da pesquisa, encomendada pelo jornal Hoje em Dia, do grupo Record, é de 1,4 ponto percentual para mais ou para menos.

O levantamento do Instituto Veritá foi realizado entre os dias 17 de outubro e 20 de outubro. Foram ouvidos 7.700 eleitores em 213 cidades de todos os Estados brasileiros.

Ainda segundo essa pesquisa, o índice de rejeição da presidenta Dilma é maior que o de Aécio. O levantamento apontou que 46,1% dos eleitores não votariam na petista de jeito nenhum, enquanto 39,1% afirmam o mesmo sobre o tucano.

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Escritor maranhense diz que continuação de Dilma no poder será um desastre

“Desejo que a Dilma perca a eleição”. Ferreira Goulart.

Istoé

O poeta e mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

O poeta maranhense Ferreira Gullar, 84 anos, acaba de ser eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de décadas recusando a honraria. Recebeu 36 dos 37 votos, sendo um em branco. Ele aceitou ocupar a cadeira 37, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e ao jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), simplesmente porque ela foi ocupada, por último, por seu amigo e também poeta Ivan Junqueira, falecido em julho. Mas a eleição que o mobiliza, atualmente, é a presidencial. Notório crítico do Partido dos Trabalhadores, ele diz que “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.

Após ter votado em Marina Silva (PSB) no primeiro turno, Gullar, agora, optou por Aécio Neves (PSDB). Ex-comunista e ex-exilado pela ditadura, o poeta concorda que o ideal de sociedade mais justa é difícil de ser alcançado, mas defende que ele seja perseguido por todas as pessoas de boa-fé. Residente no mesmo apartamento há décadas, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ele se diz feliz na companhia de muitos livros, quadros e da gata, cujo nome é Gatinha.

IstoÉ: O sr. escreveu, antes do primeiro turno, que esta eleição é das mais imprevisíveis e tumultuadas. Continua achando?

Ferreira Goulart: Acho que o Aécio (Neves-PSDB) tem chances de ganhar. Pode ser que não ganhe, mas acompanhe: quem votaria na Dilma (Rousseff-PT) no primeiro turno já votou. O Aécio, porém, teve seus votos divididos com a Marina (Silva-PSB). Então, agora, quem tem possibilidade de crescer é ele. Acho que a margem de crescimento dela é muito pequena. É, aliás, o que eu desejo. Desejo que a Dilma perca a eleição. Doze anos no poder não tem cabimento, e ainda quer ficar mais!

O sr. também acha que os 20 anos do PSDB em São Paulo são um exagero?

Só que não tem essa safadeza, essa corrupção toda. O Geraldo Alckmin (PSDB) é um homem limpo.

O sr. vota em Aécio porque acredita que ele é a melhor opção ou porque ele é oposição ao PT, que o sr. critica tão fortemente?

São duas coisas: primeiro, alguém tem que substituir o PT, chega de PT. Segundo, não tenho dúvida de que o Aécio é essa pessoa. Pelo governo que fez em Minas Gerais, acho que ele não é um irresponsável, pelo contrário. Deu uma prova admirável quando caiu nas pesquisas, ficou com menos de 20%, mas continuou na batalha, dizendo que ia para o segundo turno, que ia ganhar. Achei aquilo curioso. Achei que ele estava querendo apenas não jogar a toalha, não se dar por vencido. Mas não, ele mostrou uma capacidade, uma raça que é coisa muito positiva. E o Brasil precisa de uma pessoa assim, dada a situação que o PT criou para o País.

Qual situação?

O Brasil está encalacrado, com a economia em crise, a inflação subindo, uma corrupção espantosa. Não pode continuar isso. Acho que a saída do PT do poder é uma revolução no Brasil. E a continuação é um desastre. Quando o PT foi criado, eu fiquei a favor, acreditava que seria benéfico para o País, para fazer avançar essa luta pela sociedade mais justa, e depois me desapontei. Tenho sempre criticado o governo do PT, continuo nessa visão crítica, e torcendo para alguém vencer o PT. Torci pela Marina no primeiro turno porque parecia que ela é que iria disputar o segundo turno com a Dilma. Mas agora é o Aécio. Eu o conheço, sei que é competente, capaz, e apoio a candidatura dele.

Atualmente, o que atrai mais seu interesse, a poesia ou a política?

Não sou político. Sou cidadão e tenho uma coluna num grande jornal (“Folha de S.Paulo”) em que posso emitir minhas opiniões. Agora, o País é uma coisa que me preocupa o tempo inteiro. A poesia é outra coisa. Dou minha opinião de cidadão, pai de família, com filhos e netos, que compreende que a sociedade brasileira é muito injusta, e isso tem que ser mudado, corrigido, e é obrigação de cada um de nós lutar contra isso. Não se pode aceitar a desigualdade que existe no Brasil, os hospitais cheios de pessoas morrendo sem ser atendidas, ou o ensino péssimo. Paga-se mal aos professores, que têm que trabalhar em quatro ou cinco lugares para sustentar a família.

O sr. tem feito poesia?

Não. A poesia depende de fatores que não dependem da nossa vontade. Posso determinar que vou escrever uma crônica amanhã sobre tal coisa. Mas não posso dizer que vou escrever um poema amanhã, porque vai sair uma bobagem. O poema, como digo, nasce de um espanto, não é uma coisa que sai por querer. Mas eu parei de me espantar. Só me espanto com a corrupção – mas a corrupção não merece um poema.

E os quadros? Tem pintado? Algum novo livro?

Meu hobby é pintar, desenhar, fazer colagens. E esse hob­by vai ganhar uma exposição em São Paulo, em novembro, e depois outra no Rio. Tem um livro de colagem que está sendo feito e deverá ser publicado no começo do ano que vem, por uma editora nova, a Edições de Janeiro. E tem, também, por essa mesma editora, um livro que venho compondo há 30 anos, que se chama “O Prazer do Poema”. São os que li e que mais me comoveram e encantaram, de autoria de outros poetas. Deve sair no fim deste ano ou no começo do outro.

O sr. sempre recusou se candidatar a vagas na Academia Brasileira de Letras. Por que aceitou, agora? 

Demorei porque não fazia parte do meu projeto de vida entrar para a Academia, nunca tinha pensado nisso. Há pessoas que têm entre seus objetivos conseguir um lugar na ABL. Eu não. Quando me convidavam, eu falava que não tinha interesse; isso levou anos e anos. Mas alguns amigos insistiam, insistiam, e eu comecei a me sentir mal, um pouco arrogante, o dono do pedaço… Quando morreu o (poeta) Ivan Junqueira (1935-2014), que era um grande amigo, pessoa por quem eu tinha muito afeto, pensei: “Bom, já que vou ter que entrar, vou entrar no lugar do Ivan, que é meu amigo, uma cadeira que me honra.”

Como está se sentindo eleito? 

A posse é em dezembro. Se aceitei me candidatar é porque vou aceitar o convívio na Academia. Tenho muitos amigos lá, e nada tenho contra. Evidentemente, sou bastante ocupado, nem sempre estarei lá. Mas o compromisso que tenho que assumir assumirei. Pretendo frequentar e cumprir com a minha obrigação.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vai oferecer o fardão, como é praxe, já que o sr. é maranhense. O sr. se sente confortável, já que o Maranhão é o Estado com maior número de miseráveis do País?

O Sarney foi meu colega de juventude, nós temos a mesma idade praticamente e fazemos parte da geração que mudou a literatura maranhense, que renovou. Mais tarde, conheci a Roseana, muito cordial, gentil. Eu não vivo no Maranhão, eu vivo no Rio. Mal tomo conhecimento disso, não estou envolvido com a política do Maranhão, faço questão de não me envolver nisso. Acho o Sarney uma pessoa afetuosa, gentil. Fez uma carreira política que o levou até a Presidência da República, certamente por isso também.

O sr. começou sua militância política no Maranhão? 

Não. Eu entrei para o Partido Comunista por causa do golpe militar (1964) porque eu sabia que ia lutar contra aquele regime que estava surgindo, e não ia lutar sozinho. Depois, aconteceu comigo o que aconteceu com muita gente; fui preso e exilado.

Como se define politicamente hoje?

Eu acho que, hoje, essas denominações de direita e esquerda se tornaram bastante precárias, já não têm mais a nitidez que tinham na época em que a gente estava lutando pela reforma agrária, etc., o que resultou no golpe militar. Mas, com o fim do socialismo real, o fim da União Soviética e o fato de hoje a China e a Rússia serem, de fato, capitalistas, é uma teimosia o cara se prender a essa ideologia que não deu certo. É um sistema que fracassou. Querer a sociedade justa e a igualdade entre as pessoas é uma coisa muito correta. Agora, a maneira como isso se transforma em função administrativa está errada, não dá certo. O capitalismo, que é o regime da exploração, se baseia na iniciativa privada e a cada momento milhões de pessoas criam empresas. Isso é uma força produtiva muito grande. Mas não pode comparar isso a seis burocratas dizendo como o país deve funcionar, como é que a economia deve ser.

A sociedade justa é definitivamente uma utopia?

A sociedade justa deve continuar sendo o objetivo de todas as pessoas de boa-fé, honestas e solidárias com os outros. O que eu digo é que aquela tentativa não deu certo, mas não quer dizer que não seja possível. Acho que tem de continuar buscando o caminho. O que não pode, realmente, é ter um sujeito que ganha US$ 1 milhão a cada cinco minutos e outro que ganha US$ 500 por mês. Não dá, né?

O sr. tem um filho com esquizofrenia. O que acha do uso medicinal da maconha para tratamento de doenças como essa? 

Meu filho hoje vive normalmente com os remédios que são resultado de pesquisas durante décadas e décadas. Funcionam muito bem. Agora, isso é a minha opinião. Hoje, qualquer opinião contrária a coisas dessa natureza é tachada de preconceito. Se de fato a maconha tem qualidades medicinais, e pode ser, não sou médico para dizer que não, acho certo usar. Não sou contra o uso medicinal da planta. Mas dizer que a maconha é inofensiva para ser usada como divertimento eu acho perigoso. Para parte das pessoas não é alucinógena, mas para parte das pessoas é um risco grande.  Elas perdem o controle e podem ser levadas a fazer coisas graves. Sem falar que a maconha pode ser a porta para outras drogas pesadas.

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Tombense-MG elimina o Moto Club e está na Série C do Campeonato Brasileiro

Globoesporte.com

Tombense x Moto (Foto: João Ricardo)

O centenário do clube indica uma história rica, de tradição, mas os 14 anos de profissionalismo mostram que o Tombense é um novato no futebol brasileiro. No ano de estreia na Série D do Campeonato Brasileiro, o Gavião Carcará não tomou conhecimento de adversários tradicionais e escreveu uma das páginas mais gloriosas de sua trajetória na tarde deste domingo. O Tombense venceu o Moto Club por 2 a 0 no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, o Almeidão, e garantiu não só a passagem para as semifinais da competição nacional, mas também o acesso à Série C. Os gols da classificação foram marcados pelo artilheiro da equipe, Daniel Amorim, que chegou ao quinto na artilharia, aos 31 do primeiro tempo, e por Élvis, aos 39 da etapa complementar.

Com o resultado, o Gavião voa alto e encara o Confiança na semifinal da Série D do Brasileirão. O primeiro jogo é no próximo sábado, no Estádio Presidente Médici, em Aracaju. A volta ocorre no dia 2 de  novembro, no Almeidão, em Tombos.

O Moto Club, que esteve com a vaga encaminhada após fazer 2 a 0 no jogo de ida e ceder o empate, amarga mais uma temporada sem conseguir o acesso.

O JOGO

Nos dias que antecederam o duelo decisivo pela competição nacional, o técnico Eugênio Souza reconheceu que o empate por 2 a 2 no jogo de ida era excelente em termos de regulamento, mas isso não iria alterar o comportamento do Tombense jogando em casa. E não mudou. Desde os primeiros minutos, o Gavião Carcará saía para o jogo e buscava o primeiro gol. Aos 6, Joilson cruzou da direita e Ruan fez boa intervenção. Quatro minutos depois, Daniel Amorim exigiu outra grande defesa do goleiro do Moto Club. O camisa 9 dos donos da casa recebeu cruzamento de Juninho e bateu para grande defesa do goleiro.

Após passar 15 minutos de pressão, o Moto Club se tranquilizou em campo. Com João Neto na armação e a velocidade de Gabriel, os maranhenses começaram a encontrar os espaços no ataque. Em um deles, depois de cruzamento da esquerda, Fabiano escorou de cabeça e assustou Darley, que fez boa defesa. Mesmo com a melhora do Papão em campo, o Tombense era mais perigoso e o artilheiro apareceu para explodir a torcida no Almeidão. Depois de cruzamento da esquerda, Daniel Amorim surgiu livre de marcação e cabeceou à esquerda de Ruan para abrir o marcador, aos 31 da primeira etapa. O Moto ainda tentou igualar o marcador em cobrança de falta de Cléo, que levou perigo ao gol de Darley, mas o placar terminou mesmo no 1 a 0 para os donos da casa.

Precisando de pelo menos dois gols para buscar o acesso, o Moto Club voltou dos vestiários com outra postura. Henrique, que entrou na partida no fim do primeiro tempo, na vaga de Gabriel, buscava as jogadas pelos lados do campo. Em três minutos, ele fez dois avanços pela ponta e cruzou para Fabiano, que não conseguiu completar para o gol. O Tombense também estava vivo na partida e Daniel Amorim teve a chance de ampliar o marcador. Ele ganhou a disputa pelo alto na intermediária, avançou e bateu mal, pela linha de fundo. Em busca de aumentar a produtividade no ataque, o técnico Édson Porto sacou o lateral-esquerdo Deca e colocou Maranhão, para melhorar a movimentação ofensiva.

A intenção era boa, mas o Tombense seguia melhor no Almeidão. Empurrado pelo torcedor, o time da casa mantinha o controle do jogo, com maior posse de bola, predomínio territorial e com boas chances de ampliar a vantagem. No entanto, Daniel Amorim e companhia não conseguiam matar o jogo. Aos 29, a partida ficou mais aberta. Joilson e Curuca trocaram socos e foram expulsos pela arbitragem. Com isso, o Moto tentou se aproveitar dos espaços no campo. Dois minutos após às expulsões, Fabiano invadiu a área e soltou uma bomba, que passou com perigo ao lado do gol de Darley.

O jogo ganhou em emoção e em lances de perigo. Aos 34, Henrique invadiu a área e bateu cruzado para grande defesa de Darley. A resposta veio em seguida. Francismar recebeu dentro da área e bateu para grande defesa de Ruan. Na sequência, Anselmo também teve a chance para marcar, mas parou novamente no goleiro do Moto Club. No entanto, Ruan não conseguiu impedir o segundo do Tombense. Aos 39, Élvis escorou cruzamento que veio da esquerda e de letra, fez o gol do acesso do Tombense, que vai disputar a Série C do Campeonato Brasileiro.

Foto: João Ricardo

Publicado em: SUPERESPORTES

Aécio Neves abre vantagem de 13 pontos sobre Dilma Rousseff

Isto É

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, chega para o debate promovido pelo SBT, nesta quinta-feira (16), em São Paulo

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff no segundo turno da sucessão presidencial. De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que representa cerca de 19,5 milhões de votos.

Se fossem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manifestam indecisos ou dispostos a votar em branco. A pesquisa indica que nessa reta final da disputa os dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. “Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto fique mais consolidado”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao eleitor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citado por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.

Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha petista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do eleitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. “Isso significa que a margem de crescimento da candidata Dilma é menor do que a de Aécio”, avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, uma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no primeiro turno. “Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil”, disse Marina na sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.

No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os inúmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do governo de Dilma. “Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas propostas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pelos adversários”, disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. “Marina tentou apenas fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT.” Nessa última semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de novos ministros venham a ser divulgados pelo candidato.

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Governo abandona obra da MA-334 que liga Riachão a Feira Nova do Maranhão

Blog da Sílvia Tereza

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O governo Roseana Sarney, simplesmente, abandonou a obra da MA-334 que liga o município de Riachão a Feira Nova do Maranhão, no Sul do Estado, conforme mostram fotos feitas por esta editora, durante viagem à região. O Executivo estadual chegou a anunciar o início da pavimentação, onde pretendia investir R$ 30 milhões, mas realizou apenas a terraplanagem, no  período chuvoso, e paralisou os serviços desde o início do ano.

Como foi realizada no período chuvoso, a terraplanagem está perdida. É dinheiro dos cofres públicos do Maranhão desperdiçado ou jogado fora.

A estrada é importantíssima para o escoamento da produção na região e, ao mesmo tempo, facilitaria o turismo para as famosas cachoeiras e atrativos naturais de Riachão com o melhoramento do acesso.

Segundo um guia turístico, que pediu para não ser identificado temendo represálias, as agências de turismo chegaram a comemorar a obra e hoje reconhecem que tudo não passou de um engodo eleitoral.

“Colocaram máquinas, começaram a terraplanagem e nós comemoramos, mas não demorou muito e as obras foram paralisadas e abandonadas. Não passou de um engodo eleitoral”, desabafou o guia turístico da região de Carolina que faz passeios também para os atrativos naturais de Riachão.

No início do ano, o deputado estadual Rigo Teles (PV), que foi reeleito nesses eleições, chegou a anunciar, com euforia, na tribuna da Assembleia Legislativa, que o governo do Estado teria começado a asfaltar o trecho de 60km da MA-334,  que interliga os municípios de Riachão e Feira Nova. Só que tudo não passou apenas do início de uma terraplanagem que não seguiria em frente.

O abacaxi, certamente, ficará para o próximo governo. Licitação foi realizada, empresa contratada, terraplanagem feita e perdida com o período chuvoso, dinheiro desperdiçado. Lamentável!

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Aécio mantém 51% das intenções de voto, ante 49% de Dilma, diz Datafolha

Folha de São Paulo

A 11 dias do segundo turno, a disputa pela Presidência da República continua extremamente acirrada, mostra pesquisa Datafolha feita na terça-feira (14) e nesta quarta (15). O senador Aécio Neves(PSDB) tem 51% dos votos válidos, a presidente Dilma Rousseff (PT) alcança 49%.

É um empate técnico, com exatamente os mesmos percentuais de voto válido da primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, feita nos dias 8 e 9 deste mês. Nos dois casos, a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Em votos totais, Aécio tem 45%; Dilma, 43%. Na rodada anterior, cada um tinha um ponto percentual a mais. Os eleitores dispostos a votar nulo ou em branco oscilaram de 4% para 6%. Os indecisos continuam sendo 6%.

O instituto investigou ainda o grau de decisão dos eleitores. Aécio e Dilma também estão empatados na taxa de convicção: 42% afirmam intenção de votar nele “com certeza”, o mesmo valor para Dilma.

Há 18% que “talvez” possam votar no tucano (eram 22% na pesquisa anterior) ante 15% para Dilma (eram 14%). Já os que não votam em Aécio “de jeito nenhum” são 38% agora (eram 34% no dia 9), enquanto 42% rejeitam votar em Dilma (eram 43%).

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014.

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Wellington do Curso inicia trajetória de agradecimento pelos municípios do Maranhão

Wellington do Curso, que mostra logo após os primeiros dias de eleição que não aparecerá nos municípios do Maranhão apenas na época da campanha eleitoral. Foto: Divulgação

O deputado estadual eleito no último dia 5, Wellington do Curso (PPS), aproveitou esse fim de semana para visitar as cidades Bom Jardim, Alto Alegre e Bacabal. As viagens, segundo o novo parlamentar da Assembleia Legislativa do Maranhão, fazem parte dos agradecimentos que ele faz questão de realizar pessoalmente junto à população de todas as cidades que lhe confiaram o voto.

Na oportunidade, além de ministrar palestra motivacional para alunos do ensino médio em escolas nas quais foi convidado por diretores e professores, Wellington reencontrou muitos amigos, alunos, ex-alunos e aprovados em concursos que passaram pelo Curso Wellington, de sua propriedade.

‘Estou começando a refazer as viagens de volta a todas as cidades que percorri durante a campanha. Foram três meses conhecendo e acompanhando de perto a realidade de cada maranhense. Volto agora não só para cumprir agenda política, mas acima de tudo para agradecer ao carinho e aos votos conquistados nessas cidades, que somaram aos 22.896 votos conscientes que me elegeram deputado estadual’, declarou Wellington do Curso.

Foto: Elias Ferreira

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