A nova guerra na África

Revista Época

O mais novo foco de preocupação do Ocidente com o extremismo islâmico encontra-se na África, mais especificamente no Mali, uma ex-colônia francesa no oeste africano. O extremismo islâmico no continente, outrora concentrado na região conhecida como Chifre da África, começou a se disseminar pelas áreas inóspitas e pouco vigiadas do Deserto do Saara. Chegou ao Mali e se fortaleceu a tal ponto que os radicais derrubaram o governo, assumiram o controle do desértico norte, chamado de Azawad, e partiram em direção à capital, Bamako. Após um pedido de ajuda das autoridades malinesas, a França iniciou na semana passada uma operação de combate aos extremistas, focada em ataques aéreos.

A guerra já matou ao menos cem militantes islâmicos, dez homens do Exército do Mali e um militar francês, que pilotava um helicóptero abatido pelos radicais. Apesar dos bombardeios franceses, os grupos islâmicos já tomaram uma cidade fora do Azawad: Diabaly. As dificuldades no front devem forçar a França a aumentar seu contingente e estender sua permanência no país, sob um apoio ainda tímido de outras potências ocidentais.

Confira abaixo o quadro sobre o conflito, com as movimentações da França e dos extremistas, e um histórico das turbulências enfrentadas pelo Mali.

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