Aproveitadores sumiram e ‘Pirata’ tem ajuda apenas de Wellington

‘O único que ainda vem onde mim e lembra que eu existo é Wellington do Curso’, Pirata da Litorânea.

Por Neto Cruz

Estive na noite do último sábado (22) na reunião do PPS no Rio Poty Hotel com o pré-candidato a deputado estadual Wellington do Curso (PPS).

Após o término da reunião, Wellington me convidou para irmos onde o Antonio Carlos, mais conhecido como ‘Pirata da Litorânea’. Chegando lá, encontramos O Pirata juntamente com um casal, literalmente sem teto.

Carlos veio até nós e eu não vou negar que me espantei com o seu grande nível cultural e linguístico. Palavras muito bem colocadas e os verbos conjugados em suas respectivas pessoas.
Carlos, não sei como, estava dando suporte àquele casal marcado pelo destino infeliz. A mulher estava gestante de 7 meses e o homem desempregado.

Sei que nesse momento muitos vão dizer que agora todo mundo é sem teto ou está tentando pegar uma casquinha na onda do Pirata. Mas não é disso que estamos falando. Nos deparamos com um caso de total marginalização das pessoas e os órgãos competentes só veem quando o caso é exposto de tal forma nas redes sociais.

Passado o entusiasmo delirante da revolta com o caso do Pirata, indaguei ao mesmo quem seriam as pessoas, de todas que apareceram nos primeiros dias de seu infortúnio, que ainda estariam lhe dando suporte. De pronto ele respondeu com estas palavras que eu ainda recordo bem: “As pessoas usaram de falsa demagogia comigo. O único que ainda vem onde mim e lembra que eu existo é Wellington aqui.”[sic]

É sabido que muitas pessoas usaram da situação para se promoverem. Mas aí eu te pergunto: Cadê o povo que vivia lá nos primeiros dias de agonia do Pirata? Sumiram.

Esses sim se aproveitaram da situação. Mas pude ver e presenciar a atenção para com o Pirata, vindo de ‘Do Curso’.
A imprensa alienada, na falta do que fazer ou por interesses particulares ficam só apontando o dedo pra todo lado, para terem suas necessidades sanadas.

Chega-se a dizer que existe um grupo por trás de toda a revolta sem causa para aqueles que de verdade ajudam até hoje, na medida do possível, Carlos.

Para findar o texto, segue um versículo da Bíblia que retrata a situação:

“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ “O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.
Mateus 25:35-40”