As pérolas do engenheiro da CAEMA sobre a falta de água em Paraibano

Cristovam durante entrevista ao blog do Amaury.

O engenheiro Cristovam Demerval Rodrigues Teixeira Filho, da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA), visitou o município de Paraibano na sexta-feira, dia 28 de junho, para observar os estragos provocados pela fúria da população local que ateou fogo no prédio do órgão.

Na entrevista concedida no blog do Amaury algumas pérolas foram disparadas.

Primeira pérola

“A CAEMA,  nunca abandonou, nunca deixou de está presente junto à população de Paraibano-MA.  Nós tentamos de todas as formas resolver o mais rápido possível o problema.”

Não abandonou? A falta de água em Paraibano já dura décadas. Desde 1987 nenhum governo mandou perfurar um poço em Paraibano.

Nem mesmo durante o  ‘melhor governo da vida de Roseana’ foi perfurado um poço, pois a governadora do Maranhão eleita pela quarta vez com apoio dos políticos locais não tem compromisso com o povo paraibanense mesmo obtendo no município 5.629 votos na eleição de 2010.

Abandonados pela CAEMA os mais revoltados tocaram fogo no prédio do órgão na noite de sábado, dia 22 de junho.

Segunda pérola

“Já providenciamos uma licitação para instalar hidrômetro em toda a cidade, cerca de 2 mil, para com isso, podermos combater melhor o desperdício de água em Paraibano”.

Alô Cristovam, acorda! Hidrômetros é uma medida ecoprática para evitar o desperdício de água quando se tem água nas torneiras, o que não é o caso de Paraibano e centenas de municípios maranhenses. Por enquanto o povo quer é água e não hidrômetros.

Terceira pérola

“Se conseguirmos fazer uma licitação em caráter emergencial  em função das circunstâncias,  o tempo será de três a quatro meses, caso contrário se for pelos trâmites normais,  será em torno de seis meses para recuperar  todo o sistema, toda a estrutura pois tem toda uma legislação a 866,  onde precisa ser licitada, tem essa burocracia que é a lei e, nós temos que seguir”

E desde quando o governo de Roseana segue a lei? No governo da enganação  a dispensa de licitação é comum. Portanto, não custa nada fazer dispensa de licitação para saciar a sede da população local.

Cristovam Dervalmar Rodrigues Teixeira Filho é Diretor de Operação, Manutenção e Atendimento ao Cliente da CAEMA.