Castelo precisa ser julgado por seus crimes

Blog do Ed Wilson

As imagens exibidas em uma reportagem do Jornal Hoje são repugnantes. Além de tudo que já se sabia sobre a má gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), revelou-se agora que a Secretaria Municipal de Educação destinou ao lixo centenas de livros, carteiras, réguas, fardas e tantos outros equipamentos escolares que deveriam ser destinados às crianças de São Luís.

Até os ônibus escolares foram abandonados por Castelo, na cidade tão carente de um sistema de transporte público.

Castelo é o pior subproduto da oligarquia Sarney, aquilo que há de mais deplorável na política do Maranhão, fruto da ditadura militar e das suas deformações ao longo dos últimos 40 anos.

São Luís já havia sido castigada pela péssima gestão da esposa de Castelo, Gardênia Gonçalves, na década de 1980, quando até a Prefeitura foi incendiada.

Mas o marido de Gardênia conseguiu ser pior. Abandonou a cidade em todos os sentidos.

Transformou os hospitais de emergência em acampamentos de guerra. Deixou as ruas de São Luís sucumbirem às crateras. Enterrou o dinheiro do contribuinte no Aterro do Bacanga, a pretexto de construir um VLT sem qualquer planejamento. O transporte público é um dos piores e mais caros do país. Os terminais da integração foram transformados em camelódromos e praças de alimentação improvisadas.

Castelo não plantou uma árvore ao longo de 4 anos. As crianças de São Luís ficaram seis meses sem aulas, impossibilitadas de entrar nas escolas, devido às condições deploráveis dos prédios.

Apenas no período eleitoral, quando estava terminando seu mandato deplorável, o ex-prefeito deflagrou um amontoado de obras mal planejadas e sem sucesso.

O ex-prefeito João Castelo já foi julgado e condenado pela população de São Luís, que o rejeitou nas urnas em outubro do ano passado. Falta ele ser julgado por todos os crimes que cometeu contra a administração pública.

No mundo contemporâneo, é inadmissível que um gestor público cometa tantas atrocidades e fique incólume, sem dar qualquer satisfação aos cidadãos e aos eleitores, inclusive aos que votaram nele.

É um absurdo jurídico que Castelo termine a vida pública usufruindo das riquezas acumuladas ao longo da vida pública sem prestar contas com a Justiça e os órgãos de controladoria.

O Ministério Público e a Justiça precisam agir imediatamente. Há um farto conjunto de denúncias, amplamente divulgadas, para que o ex-prefeito seja denunciado e tenha o direito de se defender.

É o mínimo que a população de São Luís espera.

Saiba mais

Inimigo da educação:João Castelo desperdiçou 300 mil livros escolares