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Câmara aprova em 1º turno nova proposta para reduzir maioridade

Aprovação ocorreu um dia após PEC semelhante ser derrubada na Casa.
Idade penal reduz para 16 anos em homicídio, lesão grave e crime hediondo.

Revista Veja

Camara dos Deputados

Em uma decisão histórica, embora reversível, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira uma proposta que permite a punição criminal de adolescentes a partir dos 16 anos em casos de crimes graves. O resultado da votação é uma vitória pessoal do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que, sob protestos do PT e de outros partidos contrários à medida – reverteu a derrota de uma proposta semelhante ocorrida menos de 24 horas antes. Houve 323 votos favoráveis, 155 contrários e duas abstenções.

O texto aprovado é um pouco mais brando do que o rejeitado na madrugada desta quarta, o que foi suficiente para que alguns parlamentares passassem a apoiar a redução e a emenda apreciada ultrapassasse o mínimo necessário de 308 votos. A proposta mantém a redução da maioridade nos casos de crimes graves contra a vida, como homicídio, estupro, sequestro, lesão corporal seguida de morte e exploração sexual infantil. A mudança em relação ao texto anterior significa que os adolescentes de 16 e 17 anos que praticarem tráfico de drogas, roubo qualificado, tortura, lesão corporal grave e terrorismo não serão mais incluídos no sistema criminal: para eles, valerá a regra atualmente em vigor.

Os adolescentes que se enquadrarem na nova regra não ficarão presos em cadeias comuns; eles terão de ser mantidos em unidades ou alas isoladas, de forma que também não tenham contato com os menores que cumprem medida socioeducativa.

A proposta ainda depende de aprovação em segundo turno na Câmara dos Deputados e do aval do Senado, onde a votação deve ser ainda mais acirrada. Em todos os casos, é preciso ter 60% do total de deputados ou senadores para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) avance.

A votação foi precedida de queixas de deputados contrários à mudança na legislação. Eles afirmavam que Eduardo Cunha desrespeitou o regimento ao trazer o tema novamente à pauta horas depois da rejeição de uma proposta semelhante.

Parlamentares do PT e de outras siglas de esquerda afirmaram que houve um”golpe”. O caso deve chegar ao Supremo Tribunal Federal. “Se vossa excelência quer administrar o parlamento brasileiro por decreto ou de ofício vossa excelência tem que apresentar um projeto para que só vossa excelência determine as decisões a serem adotadas”, disse Glauber Braga (PSB-RJ).

Cunha e os defensores da nova emenda argumentaram que o regimento permite que, após a rejeição de um substitutivo, a Câmara aprecie uma proposta alternativa, desde que ela esteja baseada no texto original. No caso, a proposta-base é a que reduz a maioridade para 16 anos em todos os casos. Foi sobre essa proposta que o deputado Laerte Bessa (PR-DF) construiu seu substitutivo derrotado antes.

Na discussão de mérito, o PT e o governo insistiram no argumento de que a redução nada fará para reduzir a criminalidade. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), pediu mais tempo para a construção de um “entendimento”: “O caminho é a reforma do ECA, principalmente naqulo que é fundamental, que é a ressocialização”, afirmou.

Já o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), defendeu a aprovação da medida: “A proposta é equilibrada e restrita. É a resposta pela qual a sociedade anseia porque não aceita mais a impunidade”, afirmou.

Após a sessão, Eduardo Cunha citou o regimento da Casa para afirmar que não há risco de impugnação da votação. “Não há o que contestar. Ninguém é maluco”, dise ele. O peemedebista também ironizou as críticas dos petistas à condução dos trabalhos: “Eles têm dois pesos e duas medidas. Na verdade, eles foram derrotados na sua ideia porque a maioria da população brasileira quer isso”.

Lousa digital equipa apenas 2% das classes do país, indica estudo

Em países como EUA e Canadá, metade das salas de aula já conta com essa tecnologia. No Reino Unido, o índice chega a 98%.

Folha de São Paulo

lousa digital

Parece uma sala de aula comum: um professor fala na frente dos estudantes, que acompanham com anotações. Seria uma aula rotineira, não fosse uma diferença: a lousa é eletrônica –uma raridade no Brasil.

De acordo com um estudo mundial divulgado em maio pela consultoria britânica Future Source, apenas 2% das lousas das escolas brasileiras são digitais. Para se ter uma ideia, em países como EUA e Canadá, metade das salas de aula já conta com essa tecnologia. No Reino Unido, o índice chega a 98%.

Na prática, a lousa digital funciona como uma tablet gigante: com tela sensível ao toque, o professor pode aumentar o conteúdo, dá zoom e destaca pontos importantes com setas desenhadas com os dedos e coloridas do jeito que o docente quiser. Os dedos também servem para escrever algum conteúdo adicional.

O equipamento pode ser conectado à internet –caso das lousas eletrônicas do tradicional colégio Dante Alighieri, em São Paulo. A reportagem assistiu uma aula de geografia na escola que terminou com a exibição de um vídeo do YouTube.

“Nunca mais quero usar giz”, diz o protagonista da aula, professor Marcelo Spinola da Silva, 51. Ele conta que usa a ferramenta há quatro anos, depois de uma certa resistência. “Não sabia como explorar os recursos, mas quando comecei não parei mais.”

No Dante, o giz foi abolido: todas as 134 salas de aula são equipadas com as lousas digitais. Elas vêm da empresa canadense Smart, líder no setor. E se o giz voltasse? “Eu teria dificuldade, especialmente quando usamos imagens na aula”, diz Manuela Correa, 17, aluna do 3º ano do ensino médio no Dante.

Lá, os alunos acompanham o conteúdo das aulas com um tablet individual que recebem da escola –cuja mensalidade gira em torno de R$ 2.500. Alguns fazem anotações no próprio tablet, outros ainda são adeptos do caderno.

No Brasil, a Smart vende, em média, onze lousas eletrônicas por dia e concorre com fábricas nacionais menores como a Hetch Tech. Cada equipamento –nacional ou importado– custa uma média de R$ 5 mil e pode chegar a R$ 10 mil nos modelos mais sofisticados.

Sozinha, a tal lousa do futuro não garante educação de qualidade, dizem especialistas. “Mas a presença da lousa digital planejada tem grandes chances de alcançar resultados que o professor, na ausência do equipamento, teria mais dificuldade de conseguir”, diz Marcus Maltempi, professor da Unesp e estudioso de novas tecnologias aplicadas à educação.

Danilo Claro Zanardi, 41, que dá aula de física no Dante, concorda: “ensino o conteúdo de três aulas em uma só porque não perco tempo escrevendo ou desenhando.” A Folha acompanhou uma aula dele sobre vetores repleta de animações. Ele preparou o conteúdo no dia anterior, no seu computador, usando power point.

Mas nem todos docentes são assim tão animados com o produto por aqui. Tom Ferrari, diretor para América Latina da Smart, relata resistência do mercado brasileiro.

“Assim como lousa e caderno foram estranhos às escolas em uma época, as tecnologias digitais são atualmente”, diz Maltempi, da Unesp.

Outro fator de resistência é o custo das lousas, inacessível para a maioria das instituições de ensino do país. Para conseguir levar o equipamento para as salas de aula de mais de 500 mil alunos –que pagam mensalidade de cerca de R$565–, a Universidade Estácio de Sá, por exemplo, decidiu produzir sua própria lousa.

O resultado foi uma lousa digital simplificada com cara de TV gigante e tela “touch”, a teliom, que se tornou a primeira patente depositada pela instituição, em 2014. A universidade estuda agora licenciar a teliom para empresas interessadas em comercializá-la. “No futuro, as aulas serão só assim”, diz Lindália Sofia Junqueira, diretora de inovação da Estácio.

Comissão especial da Câmara aprova redução da maioridade em crimes hediondos

Agência Câmara

comissao-camara-aprova-reducao-maioridade

Por 21 votos a 6, foi aprovado nesta quarta-feira  (17) o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF) na comissão especialque analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

A votação ocorreu quatro horas e meia após o início da reunião. Foi aprovado também, em votação simbólica, umdestaque do deputado Wewerton Rocha (PDT-MA) que aperfeiçoa a estrutura do sistema socioeducativo.

Penas

Bessa alterou o texto para prever que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ocorra apenas nos casos de crimes hediondos (como estupro, latrocínio e homicídio qualificado), lesão corporal grave, lesão corporal seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias). O relator ressaltou que esses são os crimes que geram maior “clamor” na sociedade.

De acordo com o texto, a pena dos adolescentes será cumprida em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis.

O relator, que já foi delegado de polícia, disse ser favorável a uma redução mais abrangente da maioridade penal e explicou ter cedido apenas para atender acordos políticos. “Minha convicção não é só baixar de 18 para 16. Eu queria pegar mais um pouco, uma lasca, desses menores bandidos, criminosos, que estão agindo impunes hoje, no país. Posso dizer de cadeira porque enfrentei bandidos perigosos por 30 anos e grande parte era menor de idade. Ressalvando a minha posição pessoal, fui convencido da necessidade de realizar alguns ajustes a fim de que se obtenha um texto que contemple as diversas posições políticas presentes nesta Casa, sem, com isso, deixar de atender os anseios da sociedade brasileira pela justa punição criminal dos adolescentes em conflito com a lei”.

Votação

Orientaram favoravelmente à redução da maioridade penal partidos como PMDB, PSDB, DEM, PR, PP e PTB, e foram contra PT, PSB, PPS, PDT e PCdoB.

Durante a discussão da proposta, os deputados apresentaram uma série de argumentos contra e a favor da redução da maioridade penal. Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), a comissão tomou uma “decisão emocional e de populismo penal”, influenciada apenas pelas pesquisas que apontam apoio majoritário da população à punição aos adolescentes que cometem crimes.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) reclamou ainda da pressa da comissão em votar a matéria, quando ainda restavam 14 sessões para a conclusão dos trabalhos. “Essa PEC representa a criminalização da juventude e é uma falsa promessa de fim de violência”, afirmou.

Por outro lado, o deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) disse ter colocado terno novo para comemorar a aprovação da PEC e o “direito à vida”, já que prefere ver “jovens no fundo das cadeias do que os cemitérios cheios de pessoas honestas e pagadoras de impostos”.

O resultado foi muito comemorado pelos integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública. Por outro lado, imediatamente após o anúncio da aprovação, manifestantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), contrários à proposta, voltaram a gritar palavras de ordem e reiniciaram um apitaço no corredor das comissões.

Os deputados favoráveis à PEC saíram da reunião em direção ao Salão Verde e ao Plenário da Câmara cantando “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, e o Departamento de Polícia Legislativa teve muito trabalho para evitar um confronto com os estudantes, que responderam gritando “fascistas, racistas, não passarão”.

O primeiro turno de votação da proposta  no Plenário da Câmara está marcado para o dia 30 de junho.

Câmara aprova exigência de impressão do voto e ‘quarentena’ para o TSE

Folha de São Paulo

Ao praticamente concluir nesta terça-feira (16) a primeira fase de votação de seu pacote de reforma política, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a exigência da impressão do voto de cada brasileiro e uma regra que retira poder do Tribunal Superior Eleitoral.

Também reduziu o número de assinaturas para a apresentação de projetos de iniciativa popular e incluiu na Constituição as regras de fidelidade partidária.

Assim como todas as outras propostas de reforma política aprovadas até agora pela Câmara, há a necessidade de uma segunda votação pelos deputados –emendas à Constituição passam por esse rito– e da análise do Senado.

Uma proposta do PR também foi aprovada permitindo a policiais militares e bombeiros retornarem à ativa caso não sejam eleitos ou após o término do mandato. Hoje eles vão para a reserva.

As medidas desta terça foram aprovadas em bloco. Houve 433 votos a favor e 7 contra.

Mais cedo, os deputados rejeitaram o estabelecimento de uma cota para mulheres no Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras. Seriam reservadas até 15% das cadeiras para elas. Eram necessários um mínimo de 308 votos favoráveis, mas faltaram 15.

PAPEL

A proposta de impressão do voto foi apresentada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Caso entre em vigor, a medida levará à necessidade de impressão de cerca de 220 milhões de comprovantes, levando-se em conta o comparecimento nas eleições de 2014 e os dois turnos de votação.

O texto prevê que, assegurado o sigilo, o voto impresso será depositado de forma automática em uma urna lacrada após a confirmação do eleitor de que o papel corresponde às suas escolhas na urna eletrônica.

Os defensores da medida argumentam que a impressão do voto é necessária para dar mais segurança a eventual conferência do resultado das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral afirma que o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas é 100% seguro, mas essa confiabilidade é frequentemente questionada por políticos e nas redes sociais.

Após a reeleição de Dilma Rousseff, o PSDB conseguiu autorização do TSE para realização de uma auditoria, ainda não concluída, no resultado das urnas: a ação tucana foi motivada pela estreita diferença de Dilma em relação a Aécio Neves (PSDB) – 51,6% dos votos válidos contra 48,4%.

Em mensagem de divulgação de sua proposta, Bolsonaro afirmou que somente com o voto impresso pode-se “retirar, democraticamente, o PT do poder em 2018”.

Já a medida que restringe o raio de ação do TSE prevê uma “quarentena” de um ano e meio para que resoluções editadas pelo tribunal tenham efeito prático. Há no mundo político uma antiga reclamação de que o tribunal muda regras em cima das eleições mediante novas interpretações da lei.

PROJETO POPULAR

O plenário também aprovou a redução do número de assinaturas necessárias para apresentação de um projeto de iniciativa popular. Hoje é preciso cerca de 1,4 milhão. Com o projeto, passa-se para 500 mil.

Na prática, porém, o Congresso não confere a validade das assinaturas apresentadas sob o argumento de não ter condições materiais de fazer isso. Nesses casos, deputados assumem a iniciativa e assinam os projetos.

O último ponto aprovado nesta terça foi a inclusão na Constituição das regras de fidelidade partidária. Detentores de mandatos eletivos só podem mudar de sigla caso haja comprovação de que foram discriminados pessoalmente ou de que o partido se desviou de seu programa original. Há permissão para a o troca-troca também em caso de criação, fusão ou incorporação de partidos.

Além da cota para mulheres, a Câmara rejeitou outras propostas, entre elas a possibilidade das federações partidárias e a criação da figura do senador vitalício. Esses cargos seriam ocupados automaticamente para ex-presidentes da República, que teriam direito a fala, mas não a voto. Nesse ponto, a rejeição se deu por 404 votos a zero.

Confira como votaram os deputados maranhenses na Câmara Federal

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 10, em primeiro turno, a mudança no tempo de mandato dos políticos para cinco anos, mas rejeitou o voto facultativo no País e a coincidência de datas das eleições. As mudanças começam a valer em 2020, mas só serão consolidadas em 2027.

Mandato de 5 anos.

Todos os cargos eletivos no Brasil: vereadores, deputado estadual e federal, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República serão de 5 anos.

Se o texto for aprovado em segundo turno na Câmara e também no Senado, o novo tempo de mandato só começa a valer para os senadores em 2027. Isso porque os senadores eleitos em 2018 terão mandatos de nove anos. No caso de deputados estaduais e federais, governadores e presidente, o mandato de cinco anos começa a valer em 2022

O texto foi aprovado por 348 votos contra 110. Houve 3 abstenções.

Voto facultativo

Por 134 votos favoráveis e 311 contrários, os parlamentares decidiram derrubar a proposta de voto facultativo.

Dessa forma, o voto continua facultativo apenas para pessoas com idade entre 16 e 18 anos, analfabetos e maiores de 70 anos.

Eleições coincidentes

Após aprovar o mandato de cinco anos, o Plenário rejeitou, por 225 votos a 220, emenda que previa a coincidência das eleições municipais e gerais. Houve 3 abstenções.

Dessa forma, pelo fato de o mandato passar a ser um número ímpar, haverá pleitos a cada dois ou três anos: em 2016 (municipais), 2018 (gerais), 2020 (municipais), 2022 (gerais), 2025 (municipais), 2027 (gerais), 2030 (municipais) e sucessivamente.

Por se tratar de uma PEC, eram necessários 308 votos favoráveis para aprovar a emenda.

Veja como cada deputado votou.

DEPUTADOS

VOTO FACULTATIVO

COINCIDÊNCIAS DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E GERAIS

TEMPO DE MANDATO DE 5 ANOS

Alberto Filho (PMDB)

NÃO

SIM

SIM

Aluísio Mendes (PSDC)

NÃO

SIM

NÃO

André Fufuca (PEN)

NÃO

SIM

SIM

Cléber Verde (PRB)

AUSENTE

AUSENTE

AUSENTE

Eliziane Gama (PPS) SIM NÃO NÃO
Hildo Rocha (PMDB) SIM SIM NÃO
João Castelo (PSDB) NÃO NÃO SIM
João Marcelo (PMDB) AUSENTE AUSENTE AUSENTE
José Reinaldo (PSB) NÃO SIM SIM
Júnior Marreca (PEN) SIM SIM SIM
Juscelino Filho (PRP) NÃO SIM SIM
Pedro Fernandes (PTB) SIM NÃO NÃO
Rubens Pereira Junior (PC do B) NÃO NÃO NÃO
Sarney Filho (PV) SIM SIM SIM
Victor Mendes (PV) NÃO NÃO SIM
Waldir Maranhão (PP) AUSENTE AUSENTE AUSENTE
Weverton Rocha (PDT) NÃO SIM SIM
Ze Carlos (PT) NÃO NÃO  SIM

Com informações da Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Agência Câmara.

Câmara aprova mandato de 5 anos para todos os cargos a partir de 2022

Só votaram contra a proposta o DEM, PCdoB, PPS e PRB. O PMDB e o PV liberaram a bancada.

Folha de São Paulo

Camara dos Deputados

Dando sequência à votação de sua proposta de reforma política, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10) emenda à Constituição que estabelece o mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos a partir de 2022.

A proposta, que cria um confuso esquema de mandatos distintos nos próximos anos, eleva de 8 para 9 anos o mandato dos senadores eleitos em 2018 e reduz de 8 para 5 o mandato dos senadores eleitos em 2022.

A proposta deve sofrer restrições no Senado. O próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já disse considerar falta de “inteligência política”achar que os senadores irão votar alteração do tamanho de seus mandatos.

O texto foi aprovado por 348 votos contra 110. Houve 3 abstenções.

Nas semanas anteriores, a Câmara já havia aprovado o fim da reeleição para valer para aqueles que assumam os cargos a partir de 2016.

MANDATOS DISTINTOS

Poderá haver novas mudanças ainda nesta quarta, já que a Casa votará ainda uma proposta alternativa para o tamanho dos mandatos de prefeitos e vereadores.

O texto aprovado até agora mantém a separação das eleições (prefeitos e vereadores separados da de presidente, governadores e congressistas). E estabelece o seguinte:

Os prefeitos e vereadores eleitos em 2016 terão mandato de quatro anos. A partir de 2020, o mandato será de cinco anos.

Já o presidente da República, governadores e deputados eleitos em 2018 terão mandato de quatro anos. Os senadores eleitos naquele ano (dois terços do Senado) terão mandato de nove anos. Em 2022, todos esses passam a ter mandato de cinco anos.

A conta tem o objetivo de unificar, em 2027, a eleição do presidente, governadores e congressistas para um mandato de cinco anos.

Com isso, caso a proposta seja aprovada pelo Senado, até 2027 os políticos eleitos pela população terão três tamanhos de mandatos distintos: quatro, cinco e nove anos.

ELEIÇÕES SEPARADAS

Em outra votação, os deputados rejeitaram a proposta de coincidência de eleições, que unificava a eleição majoritária com a eleição de prefeitos e vereadores no mesmo ano. Foram 220 votos favoráveis, 225 contrários e 3 abstenções. Por se tratar de uma PEC, eram necessários 308 votos favoráveis para aprovar a emenda.

Assim, com a proposta de ampliação dos mandatos aprovada anteriormente, as eleições serão realizadas de maneira irregular, ou seja, os pleitos acontecerão a cada dois anos e em seguida, a cada três anos, voltando a acontecer após dois anos, e assim, sucessivamente.

Em votação de reforma política, Câmara mantém voto obrigatório

Maioria dos partidos, inclusive PT e PSDB, defendeu a manutenção do voto obrigatório.

Folha de São Paulo

CAmara

A Câmara dos Deputados rejeitou na noite desta quarta-feira (10) a mudança na Constituição para que o brasileiro deixe de ser obrigado a votar nas eleições. Por 134 votos favoráveis e 311 contrários, os parlamentares decidiram derrubar a proposta de voto facultativo.

Dessa forma, o voto continua facultativo apenas para pessoas com idade entre 16 e 18 anos, analfabetos e maiores de 70 anos.

Hoje, apesar de o voto ser obrigatório, a Justiça Eleitoral registra, historicamente, um alto índice de abstenção. No entanto, o argumento principal dos parlamentares que são contrários ao voto facultativo é de que o Brasil ainda não tem maturidade política suficiente. “Não é só um direito mas é também um dever do cidadão. Acho que caminhamos para o voto facultativo mas não agora, talvez em um futuro próximo até que haja mais consciência política”, afirmou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).

O líder do Psol, Chico Alencar (RJ), ponderou que mesmo com o voto facultativo ainda é possível haver influência do poder econômico no pleito eleitoral e também defendeu a manutenção do sistema como está.

“É melhor manter o sistema como está, até porque a experiência de outros países que adotam o voto facultativo mostra que há prevalência do poder econômico”, disse Alencar.

Já para o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), favorável ao fim da obrigatoriedade, o eleitor deve se envolver por vontade própria com as eleições. “Mais vale um pleito com eleitores que se mobilizaram e que criam afinidade com um partido, com uma proposta, com um candidato, do que uma massa que vai às urnas obrigada, sem ter formado opinião sobre as propostas e os candidatos”, disse. Apesar de sua posição, ele liberou a bancada peemedebista na votação.

O fim do voto obrigatório foi o primeiro item da reforma política analisada pela Câmara nesta quarta. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), retomou a votação da reforma nesta quarta depois de uma decisão do governo de adiar a votação da desoneração da folha de pagamento para a semana que vem.

Os deputados analisam agora a ampliação do mandato parlamentar de quatro para cinco anos. Em seguida, eles devem analisar ainda a coincidência de eleições e a cota para mulheres.

A Câmara iniciou as votações pacote da reforma política no fim de maio, quando aprovou o fim da reeleição, a constitucionalização do financiamento privado de campanhas e a cláusula de barreira branda. A Casa também manteve a regra que permite aos partidos se coligar nas eleições de deputados e vereadores.

Inscrições para o Sisu começam nesta segunda-feira e terminam na quarta

Sisu do meio do ano abre inscrições para 55,6 mil vagas

Folha de São Paulo

sisu

As inscrições para a edição do segundo semestre do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) começam nesta segunda (8) e vão até às 23h59 de quarta-feira (10). A inscrição é grátis.

O sistema do Ministério da Educação é usado por instituições públicas de ensino superior para oferecer vagas a estudantes que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2014.

Os interessados devem se inscrever pelo site do sistema.

Serão selecionados alunos para mais de 1.500 cursos de graduação, distribuídos em quase 300 carreiras. Cada estudante pode se inscrever para duas opções de vagas, que podem ser alteradas até o final da noite de quarta.

Quem quiser participar do Sisu não pode ter tirado nota zero na redação do Enem. Para confirmar a inscrição, é necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Quem não se lembrar desses dados pode recuperá-los pelo site do exame.

CONCORRÊNCIA

Os inscritos devem definir se desejam concorrer às vagas de ampla concorrência, as reservadas de acordo com a lei de cotas ou as destinadas às demais políticas afirmativas de cada instituição.

Ao final das inscrições, o sistema seleciona automaticamente os melhores classificados em cada curso, segundo as notas do Enem.

Se a nota permitir a classificação nas duas opções de vaga, ele será selecionado exclusivamente para a primeira alternativa.

Alunos que tentaram vagas pelo Prouni, que concede bolsas em instituições privadas, também podem participar do Sisu.

Filme sobre Fifa é fiasco na estreia

Folha de São Paulo

“United Passions” (em tradução literal, “Paixões Unidas”), o filme sobre a Fifa produzido pela própria federação ao custo de R$ 77 milhões, deu uma bola fora nas bilheterias.

A estreia, paralela ao escândalo recém-deslanchado sobre a entidade e limitada a 10 cinemas americanos, arrecadou apenas US$ 607 (R$ 1.922) entre sexta-feira (5) e sábado (6), segundo o site “The Hollywood Reporter”. Num cinema em Phoenix, por exemplo, apenas uma pessoa comprou o ingresso –a US$ 9.

Em Los Angeles, segundo a agência de notícias “Reuters”, só duas pessoas viram o filme na estreia, sexta-feira –um curioso e um fã de futebol.

Dirigido pelo francês Frédéric Auburtin, o filme tem Gérard Depardieu no papel de Jules Rimet, Sam Neill (“Parque dos Dinossauros”) interpretando João Havelange e Tim Roth (“Pulp Fiction”) como Joseph “Sepp” Blatter.

Em sua avaliação, o crítico do “The Hollywood Reporter” afirmou: “Não que o escândalo seja capaz de atrair o público para esta peça de propaganda mal executada, com toda a emoção de uma apresentação do PowerPoint”.

Enem 2015: no último dia, número de inscrições ultrapassa 7 milhões

O Globo

RIO – O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) encerrou na noite desta sexta-feira com mais de sete milhões candidatos. De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Educação às 20h, o número de inscritos chegava a 7,8 milhões. As provas acontecerão nos dias 24 e 25 de outubro.

Este ano, estiveram isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública, além das pessoas que se declararam carentes. Para os demais, o valor foi de R$ 63.O pagamento deve ser feito até as 21h59 (de Brasília) de 10 de junho.

Este ano, também foram 12 dias de inscrições. Desde o início do período, estudantes vinham relatando problemas para se inscrever. Segundo alguns leitores disseram ao GLOBO, foi mais fácil efetuar o registro utilizando o navegador Internet Explorer. Segundo o MEC, no caso de qualquer problema, o estudante deveria ligar para o serviço de atendimento do órgão, no número 0800-616161. Os assistentes estavam disponíveis de 8h desta sexta até o encerramento das inscrições.