Posts na Categoria: GEOGRAFIA

Rinocerontes correm risco de extinção; seus chifres valem tanto quanto ouro

Da Agência France Press

Rinoceronte, na Namíbia

No mercado negro da Ásia, os chifres de rinocerontes valem tanto quanto o ouro, cerca de 66 mil dólares o quilo, indicam diferentes fontes.

Os asiáticos transformam o chifre desse bicho num pó, usado como remédio para aliviar a febre e combater o câncer, por exemplo. Mas não há estudos científicos que comprovem a eficácia desse medicamento.

É por isso que a matança vem sendo crescente. Na África, onde vivem de 70% a 80% da população mundial de rinocerontes, 13 rinocerontes foram mortos em 2007; 448 foram mortos em 2011; e nos quatro primeiros meses de 2012, já são 200 os que foram atingidos pelas mãos de caçadores ilegais.

Até agora, a população africana de rinocerontes estava em ascensão. Calcula-se atualmente em 20.700 o número de rinocerontes brancos na África e em 4.800 o número de negros.

Mas no ritmo em que a caça ilegal cresce, o número de rinocerontes sacrificados a cada ano corre o risco de superar logo o de nascimentos, advertiu o Grupo de Gestão de Rinocerontes (RMG) da Comunidade da África Austral.

Publicado em: GEOGRAFIA, MUNDO

Seca que já afeta 4 milhões de pessoas é a pior desde a década de 1970, relatam sertanejos

UOL Notícias

A terra sem verde, os rios sem água e os animais magros ou mortos pelos pastos do sertão denunciam que é época de seca no Nordeste.  Durante uma semana, o UOL passou por cidades do semiárido de quatro Estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Nos próximos dias, uma série de reportagens será publicada. O relato é de um cenário desolador, que começa a ser percebido a pouco mais de 100 km do litoral, quando a paisagem verde vai dando lugar à terra seca e rachada.

Imagens da seca no Nordeste

A tranquilidade das estradas é quebrada pelo trânsito dos carros-de-boi e caminhões-pipa, que circulam a todo instante transportando água para as comunidades. Mas a fisionomia desiludida do nordestino –em meio a um fenômeno comum na região– aponta que essa não é uma seca como outra qualquer.

Apesar de acostumados com a falta de chuvas em boa parte do ano, os sertanejos relatam, quase de forma unânime, que dessa vez o “castigo” foi maior. Muitos falam que essa é “a pior seca da história”, similar à vivida pelo Nordeste há 42 anos.

Ao todo, segundo dados das defesas civis estaduais, mais de 750 municípios já decretaram situação de emergência por conta da estiagem e mais de 4 milhões de pessoas estariam em áreas diretamente afetadas.

No sertão alagoano, rios como o Traipu e o Ipanema, que sempre ajudam a abastecer comunidades rurais nessa época do ano, estão secos. Na Bahia e em Pernambuco, açudes que costumavam garantir a água para os animais também secaram ou estão prestes a secar. Sem poços ou sistemas de irrigação, a única solução é apelar para os carros-pipa.

“Aqui na região nunca vi uma seca como essa na vida. Já tivemos algumas outras, mas ficar completamente sem água como agora, não ouvi dizer. Só Deus para nos salvar”, afirma José Carlos Nunes, 41, morador de Santa Brígida, no sertão baiano, onde não chove há mais de oito meses.

Dados oficiais

Somente na Bahia a seca já é considerada pelo governo estadual como a pior dos últimos 47 anos –mais de 200 municípios estão em situação de emergência no Estado.

Imagens captadas pelo satélite Meteosat-9 mostram que boa parte do Nordeste enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos. Em imagens produzidas pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é possível ver, por exemplo, que 80% do semiárido da região sofre com a estiagem este ano, o que representa seis vezes o percentual registrado no ano passado.

A diferença gritante entre os cenários pode ser comprovada pelas áreas em vermelho:

Mapas mostram a situação da seca no Nordeste, as áreas em vermelho. A imagem à esquerda (abril de 2011) mostra 15% da região atingida, já a imagem à direita (abril de 2012) mostra 80%

Contudo, segundo o meteorologista e coordenador do Lapis, Humberto Barbosa, a mensuração exata do tamanho da seca no Nordeste não é possível de ser realizada, já que há uma série de fatores e dados que têm de ser levados em conta. Além disso, a estiagem registrada este ano ainda não teve seu ciclo encerrado.

“Os índices de seca mais simples consideram somente variáveis meteorológicas e/ou hidrológicas. Mas os mais sofisticados associam a chuva a parâmetros econômicos, sociais, culturais, ambientais e políticos das regiões atingidas. No National Drought Mitigation Center, nos EUA, por exemplo, a seca é baseada em fatores meteorológicos, hidrológicos, agrícolas e socioeconômicos. Os índices de secas constituem ferramentas essenciais para um diagnóstico mais preciso de sua dimensão nas regiões atingidas, existindo para isso vários modelos de avaliação.”

Barbosa diz que a falta de documentação e de tecnologia impediu a mensuração dos efeitos da seca em décadas passadas. Segundo o meteorologista, o primeiro grande registro de grande seca no Nordeste ocorreu entre 1877-79, mas foi registrada apenas por relatos.

“Segundo os relatos históricos, teriam perecido cerca de 500 mil nordestinos, vitimados pela fome, sede, epidemias, falta de condições sanitárias, ausência de infraestrutura e de intervenção governamental para assistir as populações atingidas”, diz.

Seca de 1970

Entre os mais velhos, os relatos sempre comparam a seca atual com a enfrentada em 1970. Aquele ano, segundo historiadores, foi considerado o ápice de um ciclo seco que assolou o Nordeste e provocou a retirada de milhares de sertanejos para o Sudeste. A severa estiagem causou a morte de animais e seres humanos, além de ser responsável pela geração subnutrida que surgiu no semiárido.

A partir daquela seca, o problema passou a ter repercussão nacional, e o governo federal criou o Proterra (Programa de Redistribuição de Terra e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste) –que teria sido um dos primeiros projetos políticos para tentar ajudar o sertanejo.

“Naquele ano foi uma seca muito grande, mas pensei que nunca mais íamos ter. Depois tivemos algumas secas até grandes, mas que, pelo que eu saiba, não atingiu todos os Estados como essa agora. Tenho parentes em Alagoas, e eles falam a mesma coisa daqui, que nunca viram um sofrimento como esse”, diz José Luiz do Nascimento, 65, morador de Santa Brígida (BA). “Morreram animais demais naquele tempo.”

Apesar da semelhança com 1970, os relatos apontam que a seca de 2012 se apresenta com nuances ainda mais graves. “Em 1970 dava pelo menos relâmpago, meu filho. Nessa não deu nem um”, conta Milton José do Nascimento, 72, morador de Petrolândia (PE).

“Naquela época, a gente tinha mais barreiros, que hoje estão secos. E o problema é que estamos no começo, e se não chover nos próximos meses, vamos ter uma seca ainda pior. E a previsão é que não chova”, diz o pecuarista e secretário de Infraestrutura de Batalha, no sertão alagoano, Abelardo Rodrigues de Melo. No município, a prefeitura contabiliza 149 barreiros secos.

Animais e produções arrasadas

Sem água, os animais estão passando fome e morrendo, assim como as tradicionais plantações de milho e feijão –que garantem alimentos de subsistência por muitos meses do ano–, que sequer foram feitas.

“Todo ano a gente planta, mas esse ano não choveu nada, não tem como plantar nada. Não lembro a última vez que não plantei. Ano passado cheguei a plantar, mas perdi tudo, porque depois do inverno não choveu nadinha”, relata Pedro Alexandre, 61, morador de Poço Redondo, cidade mais afetada de Sergipe, onde não chove desde setembro. Lá, segundo a Defesa Civil municipal, todas as 141 comunidades rurais estão sendo atingidas.

A chuva esperada por Alexandre e por todos os sertanejos deveria ter caído entre fevereiro e abril, meses que garantem a produção, mas ela não veio –nem em pequena quantidade.

“Estamos com 38 caminhões-pipa abastecendo as comunidades, mas podíamos ter cem que não atenderia à demanda. Temos 70% da população vivendo na zona rural. O abastecimento humano estamos garantindo, mas o maior problema é o abastecimento animal, que é complicado. O gado está morrendo e não temos água para atender“, afirma o secretário de Agricultura de Poço Redondo, Sílvio de Jesus.

Publicado em: BRASIL, GEOGRAFIA

‘Iconografia do Cangaço’ traz revelações sobre Lampião

Estado de S.Paulo

Lampião e seu bando.

A saga de Virgolino Ferreira da Silva, o conhecido Lampião (1898-1938), é talvez uma das mais importantes e conhecidas da história brasileira. Envolto em lendas e verdades, o Rei do Cangaço povoa até hoje o imaginário nacional. Mas a trajetória desse fenômeno social remonta ao século 18, quando bandos de cangaceiros passaram a se formar no Nordeste.

Segundo o escritor e jornalista Moacir Assunção, “o fato de nos lembrarmos mais de Lampião quando falamos em cangaço é porque ele e homens como Corisco, Zé Baiano, Zé Sereno e Luiz Pedro, viveram em uma época na qual já existiam veículos de comunicação de massa, como as revistas, o cinema em sua plenitude e os jornais, além de livros, já distribuídos no interior nordestino, e da rica gesta da literatura de cordel”, escreve no livro.

Além disso, podemos dizer que Lampião se beneficiou da invenção que se tornou a expressão da modernidade no começo do século 20: a fotografia.

Parte desse acervo iconográfico foi organizada por Ricardo Albuquerque e está no livro Iconografia do Cangaço, que será lançado nesta terça-feira, 08, em São Paulo.

A relação de Ricardo com essas imagens não se deu por acaso. Foi seu avô, Adhemar Albuquerque, que ensinou o libanês Benjamin Abrahão (1890-1938) a fotografar e filmar na década de 1930: “Meu avô nunca foi profissional, mas gostava de fazer cinema e documentários. Gostaria ele mesmo de ter filmado e fotografado Lampião, mas trabalhava como caixa num banco e seu chefe não o liberou”, conta em entrevista por telefone. “O jeito então foi munir Benjamin Abrahão de equipamentos e encomendar o material.”

O encontro dos dois se deu em 1934, por conta da morte do Padre Cícero, de quem Abrahão tinha se tornado secretário. Adhemar Albuquerque viajou até Juazeiro para filmar o funeral e foi ali que se conheceram. A primeira tentativa foi um fracasso: “Os filmes ficaram todos velados e Abrahão os colocou na sua mochila junto com a comida. Até formiga tinha”, conta Ricardo. O jeito foi convencer Adhemar que valia a pena mais uma tentativa. E assim foi feito. Desta vez, o precursor do cinema se certificou de que não haveria erros.

O mascate libanês, cuja trajetória foi documentada no filme Baile Perfumado, se torna então quase por acaso e por interesse financeiro, o documentarista do bando do Lampião. Antes disso, porém, foi necessária uma carta do próprio Lampião autorizando a empreitada.

Slide show do Rei do Cangaço.

O filme nunca chegou a ser apresentado. Getúlio Vargas proibiu sua exibição e apreendeu o trabalho, considerado uma afronta ao governo federal. O governo tentava combater o movimento e não conseguia, então como é que agora o bando ia aparecia num filme? Mas uma cópia tinha sido guardada e, dessa forma, após a morte de Vargas, em 1954, o filme foi lançado no Rio de Janeiro pela primeira vez.

Anos se passaram e, em 2000, por ocasião da morte de seu pai, o conhecido fotógrafo Chico Albuquerque, Ricardo volta para Fortaleza e funda o Instituto Cultural Chico Albuquerque. Ao remexer nos arquivos, acha fotografias e frames do filme feito por Benjamin Abrahão. Interessado pela história, aos poucos se juntam a essas fotografias várias outras imagens, muitas de fotógrafos anônimos ou ocasionais que passaram pelo sertão. Ao todo, o acervo tem no momento quase 400 imagens.

Registros que desvendam o cotidiano, os costumes dos cangaceiros, suas vestimentas, uma narrativa histórica do movimento. Um inventário que inaugura também, de certa forma, a reportagem fotográfica no Brasil. O jornal O Povo, de Fortaleza, publicou algumas dessas imagens em reportagem de capa, em dezembro de 1936.

Além das fotografias que trazem também histórias do período anterior ao de Lampião, o livro conta também com um DVD com imagens do filme realizado por Abrahão, em nova edição produzida pelo próprio Ricardo Albuquerque. Além disso, inclui 5 minutos inéditos de filmes recuperados e restaurados pela Cinemateca Brasileira em 2002. Um documento imprescindível para nos ajudar a entender este momento da história brasileira.

Iconografia do Cangaço

Editora: Terceiro Nome (216 págs., R$ 120). Centro Cultural Rio Verde. Rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros. Terça, 08, às 19h.

Publicado em: BRASIL, GEOGRAFIA

Vulcão mexicano Popocatépetl lança cinzas e material incandescente

AFP - Agence France-Presse

Vulcão Popocatepetl entra em atividade, expele cinzas, fumaça e material incandescente e deixa o México em alerta.

O vulcão Popocatépet, no centro do México, lançou uma grande quantidade de cinzas e material incandesente nesta quinta-feira, informou o Centro Nacional de Prevenção de Desastres.

As autoridades federais, encarregadas do acompanhamento do vulcão, mantêm o alerta em nível “amarelo fase três”, declarado na noite de segunda-feira e que é a etapa anterior à fase “vermelha fase um”, quando é se faz a evacuação voluntária dos moradores.

Os especialistas, além disso, assinalam que não se descarta a possível expulsão de lava e explosões de crescente intensidade.

Publicado em: GEOGRAFIA, MUNDO

Descubra qual é a sua pegada ecológica

Folha.com

Shopping, balada, carro novo, viagens de avião, um fast-food no fim de semana. Tudo isso é muito bom, mas você sabe qual é o impacto que o estilo de vida das pessoas deixa no planeta?

Todas as atividades e produtos adquiridos têm um custo para o ambiente. Esse “custo” é chamado de pegada ecológica. Ela corresponde à quantidade de recursos naturais necessários para manter o padrão de vida de uma pessoa, cidade ou país. Ou seja, a extensão de terra “usada” para que tudo isso chegue até você.

Então, quer saber qual é a sua pegada? Faça teste clicando aqui e descubra.

Publicado em: BRASIL, GEOGRAFIA, VIDA URBANA

Salto,no Uruguai

Sobe para 19 Unidades da Federação visitadas por Hilton.Primeiros países visitados foram Uruguai e Argentina.

Praça 33 Oriente,em Salto,no Uruguai.

Em recente viagem pela América do Sul, o titular deste site visitou parte do Uruguai, da Argentina e os estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As imagens dos lugares visitados serão divulgadas a partir desta quarta-feira(28). A primeira imagem é na cidade uruguaia de Salto,na praça 33 Oriente.

Salto é a segunda maior cidade do Uruguai, capital do Departamento de Salto. De acordo com estimativas de 2010, a cidade possui 125 mil habitantes

O município se encontra no noroeste uruguaio e a 498 Km da capital Montividéu, sobre à margem oriental do Rio Uruguai,frente a cidade argentina de Concórdia, na Provícia de Entre Rios.

Praça 33 Oriente, em Salto,no Uruguai.Foto:Hilton Franco.

Rua Uruguai, na cidade de Salto,no Uruguai.Foto:Hilton Franco

 

Publicado em: GEOGRAFIA, MUNDO

Morre Aziz Ab’Sáber, decano da geografia física no Brasil

Folha.com

Aziz Nacib Ab’Sáber, pesquisador da USP e um dos maiores especialistas em geografia física do país, bem como uma voz ativa nos debates sobre biodiversidade e preservação ambiental, morreu na manhã desta sexta-feira, às 10h20, em São Paulo. Ele tinha 87 anos.

Morre César Ades, patriarca do estudo do comportamento animal no Brasil

A informação foi dada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), instituição que Ab’Sáber presidiu de 1993 a 1995 e da qual era presidente de honra e conselheiro.

Ab’Sáber morreu em casa. “Ele tomou café, sentou na cama e deu um suspiro. Morreu em seguida, foi fulminante”, disse Nídia Nacib Pontuschka, irmã do geógrafo. Ela afirma que a causa da morte ainda não foi identificada, mas suspeita-se que tenha sido um infarto ou um derrame.

A SBPC confirmou que o corpo de Ab’Sáber será velado no Salão Nobre do prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Rua do Lago, 717, Cidade Universitária, São Paulo), das 19h às 22h. O velório será reaberto amanhã a partir das 8h e o enterro será às 11h no Cemitério da Paz, no Morumbi.

Ab’Sáber nasceu em São Luís do Paraitinga (SP) em 24 de outubro de 1924. Seu pai era libanês.

Foto de arquivo do geógrafo Aziz Ab'Saber, ao receber o troféu Juca Pato como intelectual do ano de 2011

Embora já estivesse aposentado, Ab’Sáber continuava publicando livros e sendo um observador arguto das controvérsias políticas envolvendo a questão ambiental.

Envolveu-se, por exemplo, com a discussão do novo Código Florestal, que pode alterar as áreas de preservação obrigatórias em propriedades particulares, nos últimos dois anos.

Segundo a SBPC, o geógrafo criticou o texto por não considerar o zoneamento físico e ecológico de todo o país, deixando de lado a importância da diversidade de paisagens naturais no Brasil.

O estudioso também chegou a sugerir a criação de um Código da Biodiversidade para implementar a proteção a espécies da flora e da fauna.

Ab’Sáber deixa cinco filhos, seis netos e um bisneto.

LAUREADO

O site da SBPC traz uma extensa lista dos prêmios recebidos por Ab’Sáber ao longo da carreira. Destacam-se o Prêmio Jabuti em ciências humanas (1997 e 2005) e em ciências exatas (2007), o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001), concedido pelas Nações Unidas.

REPERCUSSÃO

Segundo a presidente da SPBC, Helena Bonciani Nader, Ab’Sáber dava atenção especial aos estudantes e jovens pesquisadores.

“Ele era sempre ouvidos e se dedicava a todos, principalmente aos jovens. Conseguia transmitir para os estudantes a importância da ética e da moral como poucos. A gente brinca que ele era um aliciador de jovens para o saber. Perdemos um grande amigo e a ciência perde um batalhador, que sempre lutou por seus valores e pelo o que acreditava ser o melhor para o país.”

Luiz Davidovich, membro da diretoria da ABC (Academia Brasileira de Ciências), diz ter recebido a notícia da morte de Ab’Sáber com grande pesar.

“Ele era um vulto da ciência nacional. Deu grandes e importantes contribuições para a geografia. Além disso, teve presenca marcante como cidadão, lutando sempre para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país.”

Em nota, Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou que Ab’Sáber já fazia parte da história intelectual brasileira há muitos anos. “Agora ele entra para a eternidade, mas seu legado de centenas de trabalhos continuará a nos guiar pelos caminhos que conheceu como poucos, como os da geografia, da ecologia, da biologia evolutiva, da geologia e da arqueologia.”

Ele disse ainda que Aziz era dono de uma lucidez irrequieta e de uma formidável capacidade de lançar ideias muito à frente do senso comum.

“Bom exemplo dessa característica de Aziz Ab’Saber foi seu posicionamento nas recentes discussões do novo Código Florestal, não para repetir clichês ou acentuar antagonismos, mas sim para propor a criação de um Código da Biodiversidade –avanço que um dia o Brasil certamente consolidará.”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enviou uma nota, por meio de seu instituto, lamentando a morte do geógrafo. Eles estiveram juntos nas Caravanas da Cidadania, viagens que Lula, membros do PT, além de especialistas de diversas áreas, fizeram pelo país nos anos 90.

“Aziz Ab’Saber foi, sem dúvida, um dos maiores geógrafos que o Brasil já teve. Seu profundo conhecimento da geografia e seu compromisso inabalável com o povo brasileiro foram fonte de inspiração para todos nós. (…) Sua presença sempre ativa, crítica e opinativa foi fundamental e ajudou a construir muitas das políticas públicas brasileiras. E foi assim que ele se manteve até seus últimos momentos. Aziz deixará muita saudade, mas o conhecimento que ele transmitiu a todos nós continuará, com toda certeza, presente em nossas ações.”

Publicado em: BRASIL, GEOGRAFIA

Professor Hilton Franco publica lista de exercícios para o concurso do Senado

Aos alunos do Curso Wellington, da turma do concurso do Senado e demais interessados.

O titular deste site publica com exclusividade 50 questões de  Conhecimentos Gerais voltadas para o concurso público do Senado Federal que acontecerá neste domingo (11). O tempo de leitura é de 55 minutos.

Boa prova e conte conosco.

Abraços sinérgicos, prof Hilton Franco.

Senado Federal Questões Complementares

Publicado em: GEOGRAFIA

Sete motivos para as Cataratas do Iguaçu terem sido eleitas uma das 7 Maravilhas da Natureza

Jornal Zero Hora, de Porto Alegre-RS

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

1. 275 saltos para visitar

Formadas há mais de 150 milhões de anos, as Cataratas do Iguaçu contam com 275 quedas encravadas em um cânion de 2,7 mil metros ao longo do Rio Iguaçu. Sua vazão – em média de 1.746 m³/s – é a segunda maior do mundo, perdendo apenas para as Cataratas de Niágara, na divisa entre o Canadá e os Estados Unidos. O maior salto, chamado de Garganta do Diabo, tem aproximadamente 80 metros de altura, enquanto as demais medem em torno de 60 metros.
No lado brasileiro, existe uma passarela ao longo do cânion que permite chegar bem próximo à base inferior da Garganta do Diabo. Já do lado argentino, a queda pode ser vista de cima, onde se vê se distingue claramente seu formato _ em U _ com água derramando-se a partir de três lados.

2. Visão por terra, água e ar

Não saia do parque nacional com a sensação de que faltou conhecer algum detalhe das Cataratas. Aproveite as diversas opções e conheça as quedas por todos os ângulos: terra, água e ar. A pé, é possível ter uma visão panorâmica percorrendo as passarelas, que levam o turista até o meio do cânion. O passeio de barco – o chamado Macuco Safari – percorre o Rio Iguaçu e faz o turista passar embaixo das quedas – uma sensação inesquecível. Outra opção é comprar o passeio de helicóptero, que faz um sobrevoo pelas Cataratas, com viagens de 10 a 35 minutos de duração.

3. Aventura

Para quem quiser abusar das pernas e gastar energia em meio à mata nativa, as trilhas são a melhor opção. São diversos caminhos abertos às margens do rio Iguaçu. A maior delas tem 9 km de percurso e quatro horas de duração. No passeio, o turista passa por uma passarela suspensa de 1,2 mil metros de extensão. Além disso, há opções como arvorismo, escalada, rapel a partir da plataforma é de 55 metros de altura e rafting nas corredeiras.

4. Biodiversidade

Passeando pelo parque, o visitante tem contato direto com a fauna local, composta por mais de 500 espécies, sendo 200 delas de aves. O personagem mais famoso do parque – tanto em lado brasileiro quanto argentino – é o quati. O pequeno mamífero, parente do guaxinim, passeia livremente pelas trilhas e entre os turistas. Só tome cuidado: o quati é muito esperto e, apesar de ser proibido alimentá-lo, ele adora roubar os lanches das mochilas e sacolas dos turistas.

5. Cenário de filme

Em dado momento do passeio, no lado brasileiro, o visitante fica cercado por até 260º de cachoeiras. A vista é ainda mais impressionante no parque localizado em território argentino. São mais de 7 mil metros de passarelas sobre as quedas. Com uma visão superior dos saltos e a força das águas passando sob os pés, a sensação é de estar em um filme de aventura. Aliás, o local já foi cenário de inúmeras produções, entre elas Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) e 007 Contra o Foguete da Morte (1979). Em noites de lua cheia, a vista é ainda mais incrível: o parque argentino oferece um passeio noturno, em que as águas das cataratas são iluminadas apenas pelo luar.

6. Um pedaço da Mata Atlântica

O Parque Nacional do Iguaçu é formado por 185 mil hectares, que preservam uma das maiores reservas florestais de Mata Atlântica da América do Sul. Todo o cuidado é tomado para manter esse patrimônio natural intacto. O trânsito dentro do parque é limitado para evitar a poluição com a queima de combustíveis, os ruídos e o atropelamento de animais – por isso, foi adotado o transporte coletivo.
Os ônibus que transportam turistas dentro do parque utilizam tecnologia avançada e menos agressiva ao ambiente. Um bosque na região do estacionamento recebe todo ano mudas de árvores típicas para compensar a emissão de carbono gerada no parque.

7. Um rio de lendas

Todos que pisam no solo do parque nacional acabam imerso na história e nas lendas que contam o surgimento de uma das mais belas paisagens brasileiras. Muito antes do primeiro “homem branco” chegar ao local – o que ocorreu em 31 de janeiro de 1542, por meio do conquistador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca _ os índios tupi-guarani atribuíam a formação do cânion a uma lenda.
O Rio Iguaçu – que na língua indígena significa água (y) grande (ûasú) – seguia livremente seu fluxo, sem quedas ou corredeiras, quando uma jovem, que seria consagrada ao culto de um deus, fugiu com um jovem guerreiro da tribo. Os dois desceram pelo rio em uma canoa, mas a divindade _ que tinha a forma de serpente _ penetrou na terra, furioso, e retorceu-se, formando os abismos das cataratas e separando eternamente os amantes.

Para visitar

Parque brasileiro
– O valor do ingresso varia de R$ 24,30 a R$ 40,80, incluindo transporte pelo parque _visitantes de nacionalidade brasileira ganham 50% de desconto
– Visitantes dos demais países do Mercosul ganham desconto de 25%
– Crianças e idosos estão isentos de ingresso, pagando apenas o transporte pelo parque (R$ 6,70)
– Os ingressos podem ser adquiridos pelo site www.cataratasdoiguacu.com.br –horário do parque: diariamente, das 9h às 17h

Parque argentino
– O valor do ingresso é de 100 pesos, mas brasileiros e visitantes de outros países do Mercosul param 70 pesos
–  Crianças com menos de seis anos são isentos de ingresso
– Horário de funcionamento: das 8h às 18h

Publicado em: BRASIL, CURIOSIDADES, GEOGRAFIA

Começa hoje, dia 21 o fênomeno astrônomico do Solstício

Hilton Franco

Hoje dia 21 de dezembro começa  o fênomeno astrônomico denominado solstícios – época do ano em que a Terra é desigualmente iluminada.

Nessa data o Sol,  em seu deslocamento aparente anual atinge a sua declinação máxima austral e atinge o Trópico de Capricórnio, a 23º ao sul do Círculo máximo – Linha do Equador.

O hemisfério austral( sul) recebe maior insolação e tem início astronômico da estação do verão, com os dias longos e as noites curtas.

O hemisfério boreal(norte) recebe menor quantidade de luz e calor e tem início a estação do inverno, com dias curtos e noites longas. Em Reykjavik, na Islândia a duração da noite é de 18h 40 e o dia dura apenas 5h 20.

Na Região Ártica a noite dura 24 e na região Antártica o dia dura 24h  e ocorre o fenômeno do ” SOL DA MEIA-NOITE”.

O próximo solstício ocorrerá dia 21 de junho de 2012.

Publicado em: GEOGRAFIA, MUNDO