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Moto Club vai enfrentar o vice-líder da série C e atual campeão de Sergipe

O Moto Club vai enfrentar mais uma pedreira na Série C, no sábado (27), no estádio Castelão, às 16h. Na terceira rodada, o adversário do Moto é o Confiança, campeão de Sergipe em 2017. 

No Campeonato Sergipano, o Confiança jogou 21 partidas, venceu 14, empatou 5 e perdeu apenas 2. Marcou 42 gols e sofreu 14. A última derrota do Dragão foi para Amadense, por 1 a 0, no estádio Batistão, dia 13 de abril.

Na série C, o Confiança é o vice líder do grupo A com 6 pontos em dois jogos. O time sergipano venceu o Salgueiro por 2 a 1 na primeira rodada, jogando no estádio Batistão em Aracaju (SE) e na segunda rodada, venceu o Cuiabá, por 2 a 1, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

O artilheiro do Dragão é o atacante Tito. Ele já marcou  três gols na série C e  chegou a 17 gols na temporada. 

Caso o Moto sofra mais uma derrota, o técnico Leston Júnior deve perder o cargo de treinador. Nas redes sociais, a torcida já pede a demissão do treinador.  O Moto ainda não venceu na competição e ocupa a lanterna do grupo A. 

A última vitória do Papão do Norte foi dia 12 de abril, quando venceu o Imperatriz por 2 a 1 no estádio Frei Epifânio. Na temporada, em 19 jogos, o Moto venceu 5, empatou 3 e perdeu 11.

Moto Club perde e fica na lanterna da série C

Jogando no estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, no sertão pernambucano, o Moto Club perdeu para o Salgueiro por 2 a 0. Foi a segunda derrota consecutiva do Moto na Série C.

No primeiro tempo, aos 38 minutos, Álvaro recebeu pelo lado direito e, sem marcação, mandou no canto do goleio Marcio. Na segunda etapa, aos 19, quem recebeu livre foi Toty, que conseguiu ampliar o placar e garantir os primeiros três pontos para o Salgueiro na Série C.

Com a vitória o Carcará ocupa a terceira posição no Grupo A. Já o Moto, acumula sua segunda derrota na competição e está na lanterna da chave.

As equipes voltam a jogar no sábado. Em casa, o Salgueiro recebe o Fortaleza, às 20h. O Moto Club também joga em seus domínios, contra o Confiança, às 16h.

Veja os resultados da rodada:

Sampaio-MA 0 x 2 CSA-AL
Salgueiro-PE 2 x 0 Moto-MA
Fortaleza-CE 1 x 0 Botafogo-PB
ASA-AL 1 x 0 Remo-PA
Cuiabá-MT 1 x 2 Confiança-SE

Classificação do Grupo A

1. CSA-AL —  6 pontos
2. Confiança-SE —  6 pontos
3. Salgueiro-PE —  3 pontos
4. Remo-PA —  3 pontos
5. Fortaleza-CE —  3 pontos
6. Sampaio Correa-MA —  3 pontos
7. ASA-AL —  3 pontos
8. Cuiabá-MT —  1 ponto
9. Botafogo-PB —  1 ponto
10. Moto Club-MA —  0 ponto

Potiguar de Mossoró e Maranhão empatam na estreia da Série D

 Globoesporte.com

O Potiguar de Mossoró empatou sem gols com o Maranhão na tarde deste domingo pela rodada de estreia do Grupo A5 Série D do Campeonato Brasileiro. As duas equipes não conseguiram criar chances perigosas de gol e cada uma desperdiçou um pênalti e teve um jogador expulso. O jogo foi levado aos trancos e barrancos, sem disciplina tática apresentada.

De ambos lados, os dois treinadores eram estreantes. Em termos de preparação, o Maranhão tinha a vantagem: treinou três semanas com Ruy Scarpino, enquanto o Potiguar de Mossoró teve apenas dois dias de treino sob o comando do técnico Mastrillo Veiga. Mas a superioridade da preparação não se refletiu em campo.

Quem assume a liderança do Grupo A5 com o resultado é o Guarany de Sobral. Isso porque o time venceu o River-PI pelo placar de 2 a 1.

Na próxima rodada, o Potiguar de Mossoró viaja à Sobral para enfrentar o Guarany e o Maranhão recebe o River-PI em casa. Os dois jogos acontecem no próximo domingo.

Grupo A4

Em Barra do Corda, o Cordino venceu o Santos-AP, por 1 a 0, com gol de Ulisses pelo grupo A4. Na próxima rodada, o Cordino enfrenta o Altos-PI, no Lindolfo Monteiro, em Teresina, no domingo, às 17h.

Em Miracema do Tocantins, o Tocantins perder para o Altos-PI por 3 a 1. A Alto ocupa a liderança do grupo A4 com 3 pontos. O Cordino é o vice-líder, também com 3 pontos.

Multidão participa de caminhada pela paz e segurança em Paraibano (MA)

Deputado  Wellington do Curso  participou da caminhada e se comprometeu destinar R$ 500.000,00 em emendas para a segurança de Paraibano

Moradores de Paraibano/MA, participaram nesta sexta-feira (12), da CAMINHADA PELA PAZ, a concentração foi em frente a rodoviária e em seguida, seguiram pela Avenida 1º de Maio até a Praça de Eventos Sérgio Coêlho, onde aconteceu uma audiência pública.

Com cartazes, faixas, camisas e balões brancos, os paraibanenses pediram o retorno à normalidade após vários casos de roubos e assassinatos no município, sendo o último, a trágica morte do Professor Ivanildo, conhecido como “Manin Marão”, ocorrido no dia 4 de maio.

A caminhada e a audiência pública, teve o apoio incondicional do deputado estadual e professor Wellington do Curso.

Segundo o deputado e alguns organizadores do evento, o objetivo do ato foi cobrar dos órgãos responsáveis, ações concretas em relação a segurança pública e fazer que as famílias voltem a se sentirem segura e, poder conviver em paz e harmonia em nossa cidade.

“Paraibano quer paz. Paraibano quer justiça. Paraibano quer segurança. A população clama por isso e, enquanto deputado estadual, não poderia me omitir e sequer dar a minha voz a essas solicitações. Sei que nada trará a vida dessas pessoas de volta, mas nosso compromisso é com a segurança dos que estão aqui e, em nome daqueles que foram vítimas da violência, efetivar ações que combatam a criminalidade nesse município. A morte do professor Manin não ficará impune”, pontuou Wellington.

Logo após a caminhada a Polícia Civil e Militar emitiu nota à imprensa e nas redes sociais, comunicando que havia prendido os autores do assassinato do professor. Veja AQUI

Com informações do blog Notícias de Paraibano.

Paraibano (MA): Ex-prefeita Aparecida Furtado deixa débito superior a R$ 800 mil no INSS

Este site de notícias, através de seu editor, foi em busca de informações acerca da situação fiscal do município de Paraibano (MA) perante a União Federal.

Descobriu-se que o município de Paraibano possui  débitos previdenciários, cujo montante total é de R$ 880.701,01 (oitocentos e oitenta mil setecentos e um reais e um centavo). O valor foi parcelado. 

O primeiro parcelamento previdenciário é o de número  nº. 609049194 – Lei nº. 10.522/02. Neste parcelamento a dívida é de R$ 124.413,59.  O valor foi parcelado em 60 meses, com parcelas de R$ 2.073,56. Falta pagar 11 parcelas.

O segundo parcelamento previdenciário é o de número nº. 618243976 – Lei nº. 10.522/02. Neste parcelamento a dívida é de R$ 419.527,58.  O valor também foi parcelado em 60 meses, com parcelas de R$ 6.992,13. Falta pagar 54 parcelas.

Por fim, o terceiro parcelamento previdenciário, é o de número nº. 612288005 – Lei nº. 10.522/02. Neste parcelamento a dívida é de R$ 336.759,84. O valor  foi parcelado em 240 meses, com parcelas de R$1.853,10. Falta pagar 153 parcelas. 

São tantas parcelas neste último  que o prefeito que assumir o município de Paraibano no ano de 2028 ainda vai continuar pagando 14 parcelas deste débito.

A pergunta que não quer calar: porque a ex-prefeita Aparecida Furtado não pagava o INSS dos funcionários da prefeitura? Falta de dinheiro é que não era.

Vale destacar que o não recolhimento de contribuições previdenciárias poderá acarretar a condenação criminal da ex-prefeita pelo crime de “apropriação indébita previdenciária”, caso o prefeito Zé Hélio a denuncie. 

Agora o atual prefeito, o empresário Zé Hélio (PT) paga em nome do município três parcelamentos pela incompetência de Aparecida Furtado, que foi gestora por 4 (quatro) mandatos e não pagava INSS que era recolhido mensalmente em contracheque dos servidores municipais.

Sem esquecer que a ex-gestora saiu da prefeitura respondendo 18 (dezoito) ações de improbidade administrativa, distribuídas entre a Justiça Federal e Estadual e mais uma criminal que atualmente encontra-se pendente de julgamento perante o STJ. Além de diversas condenações a devolução de valores e pagamento de multas por má gestão, imputadas pelo TCE/MA.

Fica a indagação: ser gestor é tão difícil assim, ou Aparecida Furtado é que era incompetente?

Clique DÉBITOS – MUNICÍPIO DE PARAIBANO – (INSS)

Campeonato Maranhense: Entenda a confusão envolvendo FMF, Moto Club e Sampaio Correa

A confusão envolvendo Federação Maranhense de Futebol, Moto Club e Sampaio Correa se arrasta desde o dia 17 de abril, quando a Federação Maranhense definiu que o Sampaio Correa teria a vantagem de jogar pelo empate contra o Moto Club, na semifinal do segundo turno.

Pelo regulamento, a interpretação era que o primeiro colocado do grupo B jogasse com a vantagem contra o segundo colocado do grupo A  da chave oposta, independente do número de pontos na contagem geral na fase de classificação do segundo turno. O Moto garantiu o primeiro lugar do grupo B com 6 pontos  enquanto que o Sampaio ficou em segundo lugar no grupo A com 8 pontos.

A partida entre Moto Club e Sampaio Correa foi realizada no estádio Castelão dia 20 de abril e terminou empatada em 2 a 2. O Moto chegou a abrir 2 a 0, mas o Sampaio empatou depois que um jogador do Moto foi expulso de campo. Se neste jogo tivesse um vencedor, não haveria toda essa confusão.

Com o resultado, o Sampaio garantiu vaga na final do segundo turno contra o Cordino. O Cordino venceu o Santa Quitéria na outra semifinal por 1 a 0.

O Moto então entra com um Mandado de Garantia junto ao Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão (TJD-MA). O Papão do Norte alega que terminou em primeiro no grupo B e por isso jogaria pelo empate para ser finalista. 

No dia 21 de abril, a FMF suspende o Campeonato Maranhense de 2017 , até que todas as ações no TJD-MA sejam julgadas. Somente após as decisões do TJD, é que a final do segundo turno será agendada pela FMF.

Na  tarde de quarta-feira, dia 27 de abril,  o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MA) remarcou o julgamento do recurso do Moto Club que estava previsto para ser realizado na sexta-feira, dia 28 de abril, para a terça-feira, dia 02 de maio. O pedido de adiamento foi feito pelo Moto Club.  Após o TJD-MA anunciar o adiamento do julgamento, a FMF no mesmo dia, decidiu marcar os jogos entre Cordino e Sampaio para sábado, dia 29 de abril para quarta-feira, dia 02 de maio.

Na noite de sexta-feira, dia 28 de abril, o TJD-MA suspendeu o Campeonato Maranhense, após um pedido da defesa do Moto. A decisão foi entregue ao presidente da comissão de arbitragem, Marcelo Filho, que informou a suspensão da partida para os árbitros, que apitariam o jogo. O Sampaio já estava a caminho da cidade de Barra do Corda quando soube da suspensão do campeonato.

As 11h30 de sábado, dia 29 de abril, o presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Antônio Américo, informou que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu liminar autorizando a realização do jogo entre Cordino e Sampaio válido pela primeira partida da final do segundo turno do Campeonato Maranhense. O pedido da FMF foi feito pela madrugada.

O jogo ente Sampaio e Cordino acontece e termina empatado em 1 a 1, no estádio Leandrão. A partida de volta estava marcada para acontecer na quarta-feira, dia 03 de maio, no estádio Castelão, ás 19h45.

Na noite desta terça-feira (02), o Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão (TJD-MA) deferiu o pedido do Moto Club e mandou a Federação Maranhense de Futebol (FMF) mudar a final do segundo turno do Estadual, retirando o Sampaio e marcando os jogos entre Cordino e Moto. Impôs ainda uma multa R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento por parte da organizadora da entidade.

Agora a partida da final do segundo turno será entre Moto e Cordino. O primeiro jogo acontecerá sábado, em Barra do Corda. O jogo da volta será na quarta-feira (10), no estádio Castelão. 

O Sampaio anunciou que vai recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

TJD-MA manda FMF mudar final do segundo turno e marcar jogos entre Moto Club e Cordino

Jogo entre Cordino e Sampaio empatado em 1 a 1 no sábado (30/04), não tem validade. A final do segundo turno agora é Cordino contra o Moto Club

Com cinco votos a favor e três contra, o Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão (TJD-MA) deferiu, o pedido do Moto Club e mandou a Federação Maranhense de Futebol (FMF) mudar a final do segundo turno do Estadual, retirando o Sampaio e marcando os jogos entre Cordino e Moto.

Em seu voto, o relator  Gutemberg Braga Júnior disse que a interpretação era que o primeiro colocado (Moto Club) jogasse com a vantagem contra o segundo (Sampaio Correa) da chave oposta, independente do número de pontos na contagem geral na fase de classificação do segundo turno.

Na semifinal do segundo turno, o Moto Club e Sampaio Correa empataram em 2 a 2 e o Sampaio ficou com a vaga  na final do segundo turno do Campeonato contra o Cordino, como determinou a FMF. O Moto entrou na Justiça e seu pedido foi deferido. Com a decisão, o Moto é quem vai decidir com o Cordino e não o Sampaio.

Desta forma, a partida que foi realizada no último sábado (29/04), em Barra do Corda, entre Cordino e Sampaio, que terminou 1 a 1, não tem validade. O segundo jogo estava marcado para as 19h45 desta quarta-feira (3), no Castelão.

O TJD impôs ainda uma multa R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento por parte da organizadora da entidade.

O advogado do Sampaio, Jorge Viveiros, confirmou que o clube vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). “Vamos tentar um efeito suspensivo. Não adianta a gente fazer as coisas com pressa”, disse.

O vice de Competições da FMF, Antônio Henrique, disse que a FMF não vai recorrer no STJD. “A FMF não vai recorrer. Vamos marcar para sábado a partida lá em Barra do Corda, entre Cordino e Moto e a volta será na quarta seguinte, em São Luís”, disse o dirigente.

O outro caso que foi julgado, nesta terça-feira (02), pelo TJD-MA, foi o da Sociedade Imperatriz de Desportes, que pediu a anulação do jogo entre Imperatriz X Cordino, pela final do primeiro turno. A defesa do time Imperatrizense alegou irregularidade no sorteio da comissão de arbitragem daquela partida, mas, por unanimidade, o juri indeferiu o pedido.

Índios são atacados em conflito de terra no Maranhão

Estadão

Um grupo de pistoleiros ligados a fazendeiros atacou nesse domingo, 30, índios da etnia gamela por causa de disputa territorial na cidade de Viana, a 214 quilômetros de São Luís (MA). Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos 13 indígenas ficaram feridos, sendo que um teve as mãos golpeadas com facão. Três dos feridos foram levados a um hospital em São Luís.

A entidade informou que o gamela Aldeli Ribeiro levou dois tiros na coluna e teve as mãos decepadas. O governo maranhense contestou a informação e disse que houve fratura exposta. Ribeiro passou ontem por cirurgia nos membros. Um irmão dele, José Ribeiro, foi atingido por um projétil no peito. Inaldo Serejo, um líder indígena atuante no Estado, foi baleado no rosto e nas costas. Até a noite de ontem, o estado de saúde dos índios internados era grave.

Em nota, o Cimi disse que dezenas de gamelas deixavam uma área reivindicada pela etnia no povoado de Bahias, interior de Viana, quando foram surpreendidos por homens armados. No momento, ainda segundo o Cimi, uma patrulha da Polícia Militar estava no local, mas não interveio para evitar o ataque.

Líderes indígenas cobram uma investigação para descobrir a autoria do atentado aos gamela. Elas também exigem do governo do Estado e da Fundação Nacional do Índio (Funai) proteção para as famílias gamelas que moram em aldeias no município maranhense.

O governo do Maranhão afirmou em comunicado que as polícias Civil e Militar atuaram para inibir os “conflitos”. “Ao chegar ao local, os policiais agiram para dissipar o confronto, que resultou na lesão de cinco pessoas (três fazendeiros e dois indígenas), todas socorridas pelos militares”, disse. A nota não informou o nome dos fazendeiros que teriam sido feridos.

Em nota, o Ministério da Justiça disse, inicialmente, que iria averiguar “o ocorrido envolvendo pequenos agricultores e supostos indígenas no povoado de Bahias”. Depois, em novo texto, deixou de se referir aos “supostos indígenas” para informar que “está averiguando o conflito no povoado” e que “já enviou uma equipe da PF ao local para evitar mais conflitos.”

A Funai informou que vai montar um “comitê de crise” para tratar casos de violência.

Área. Cerca de 700 famílias gamelas vivem em área de 530 hectares próxima ao povoado de Bahias. Há três anos, líderes da etnia iniciaram processo para retomar áreas ocupadas por fazendeiros nos anos 1980. A Polícia Civil de Viana registra pelo menos dois outros ataques à etnia. Um em 2015 e outro no ano passado.

Moto Club contrata técnico demitido do Villa Nova-MG

A torcida do Moto Club que se prepare para sofrer na série C com o técnico Leston Júnior. O novo treinador do Moto veio do Vila Nova-MG, onde fez uma péssima campanha no comando do Leão do Bonfim.

Apesar do Villa Nova ter montado elenco com jogadores com passagens por grandes clubes – como o goleiro Fernando Henrique (ex-Fluminense) e o zagueiro Gladstone (ex-Cruzeiro e Palmeiras) o time comandado por Leston venceu apenas dois jogos em oito partidas.

A última partida do treinador foi dia 19 de março, quando o Villa Nova foi derrotado pelo URT por 2 a 1 e Leston foi demitido. O Villa Nova ficou em novo lugar entre os 12 times que disputaram o campeonato mineiro e por pouco não foi rebaixado.

Em 2016, Leston foi demitido do Clube do Remo depois da derrota para o Tapajós por 1 a 0 pelo Paraense.  Em 12 jogos (nove pelo Campeonato Paraense e três na Copa Verde), o treinador conseguiu cinco vitórias, cinco empates e duas derrotas, um aproveitamento de 55,5%.

‘Ainda bem que o Remo perdeu ontem, porque se não fosse assim, esse treinador ainda estava aí é a diretoria engolindo as desculpas dele.  Mas o pior é que já fazia dias que a torcida não aceitava mais e a diretoria segurando esse cara no comando. Agora que estamos praticamente fora do estadual é que demitiram ele. Insistiram na burrice e pagaram pra ver o resultado está aí’, disse um torcedor no site do Globo esporte assim que o técnico caiu.

Leston é o quarto técnico que o Moto contrata em 2017 e segue sem acertar. Antes dele, já passaram Ruy Scarpino, Marcelo Villar e Marcinho.

Currículo

Leston Júnior já treinou equipes de diversos estados e soma passagens por Inter de Bebedouro, Olímpia, Guarani-MG, Madureira, Tupi, Remo e Mogi Mirim.

Entre seus principais feitos estão o acesso à Série A3 do Campeonato Paulista de 2010 com a Inter de Bebedouro, a briga pelo acesso na Série C de 2014 com o Madureira, o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro no comando do Tupi em 2015 e a fuga do rebaixamento na Série C do Brasileiro com o Mogi Mirim no ano passado.

Veja a campanha de Leston pelo Villa Nova-MG em 2017

Dia 29/01 — Vila Nova 1 x 2 Cruzeiro
Dia 04/02 — Caldense 1 x 0 Vila Nova
Dia 12/02 — Vila Nova 2 x 0 América de Teófilo Otoni
Dia 20/02 — Democrata 1 x 0 Vila Nova
Dia 25/02 — Vila Nova 1 x 1 Tricordiano
Dia 04/03 — Atlético Mineiro 2 x 1 Vila Nova
Dia 12/03 — Vila Nova 2 x 0 Uberlânida
Dia 19/03 — URT 2 x 1 Vila Nova

Veja também:

Depois de mais uma derrota, Leston Júnior não é mais o treinador do Villa

Leston Júnior não é mais técnico do Remo para a sequência da temporada

Mogi demite Leston Jr após confusão em treino e fica nas mãos de interino

Histórico de competições de Lestor Júnior

Morre o cantor e compositor Belchior, aos 70 anos

O Globo

RIO — O cantor e compositor Belchior morreu na noite deste sábado, em casa, em Santa Cruz (RS), aos 70 anos. A polícia acredita que a morte tenha sido natural. O governador do Ceará, Camilo Santana, decretou luto de três dias. O governo do Ceará vai providenciar o traslado do corpo para Sobral (sua cidade natal), onde será velado na manhã desta segunda-feira, no Teatro São João. Depois, o corpo será levado para Fortaleza para um velório no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. À noite, será enterrado na capital cearense.

NAS REDES: ‘Não, o Belchior não’: admiradores famosos e anônimos lamentam a morte do cantor

Um canto torto que, feito faca, corte a carne do ouvinte — era isso que buscava o dono da voz de timbre agreste, compositor de um tipo de canção que não dava para cantar sem ferir ninguém. “É para desafinar mesmo! Desafinar sempre, que esse é o desafio. Hoje em dia, já não se pode mais criar sem correr riscos. E eu quero enfrentá-los”, bradava em 1977, à revista “Pop”, Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o Belchior. Nascido na cidade cearense de Sobral, filho de um bodegueiro, 13° entre 23 irmãos, ele tinha acabado de se tornar — um tanto paradoxalmente, diriam alguns — um artista de grande sucesso da música popular brasileira com “Alucinação” (1976), LP que vendeu 30 mil cópias em menos de três semanas de lançado.

“Não me peça que eu me faça uma canção como se deve / correta, branca, suave, muita limpa, muito leve / sons, palavras são navalhas”, cantava Belchior na canção que abriu o disco, “Apenas um rapaz latino-americano”. Era a saga do garoto “sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”, com audácia para virar, com ironia, a página do Tropicalismo de Caetano Veloso (citado na letra como “um velho compositor baiano”). Com duas canções popularizadas por Elis Regina (“Velha roupa colorida” e “Como nossos pais”) e outras igualmente fortes, como “Sujeito de sorte” e “Como o diabo gosta”), “Alucinação” foi a obra-prima do cantor, disco em que ele exprimiu a urgência do jovem brasileiro entre a violência do estado e o fim dos sonhos de liberdade representados pela revolução contracultural.

Belchior começou a carreira apresentando-se em festivais de música no Nordeste. Durante certo tempo, fez parte de uma cena de cantores e compositores, o Pessoal do Ceará, junto com nomes como Fagner e Ednardo. Em 1971, inscreveu-se no IV Festival Universitário da Canção, no Rio, e ganhou o primeiro lugar com “Hora do almoço”, interpretada por Jorge Melo e Jorge Teles. Na época, conheceu o cantor e compositor Sérgio Ricardo, que escolheu a música “Mucuripe”, feita em parceria com Fagner, para fazer parte do “Disco de bolso” do jornal “Pasquim”. Logo, Elis Regina e Roberto Carlos gravariam a canção da então desconhecida dupla.

— Estava ali naquela boemia quando Belchior me chamou num canto. Não éramos parceiros ainda. E ele me apresentou essa letra. No outro dia eu botei a música e, de noite, apresentei ali para um grupo de dez pessoas. Quando me toquei que as pessoas ficaram assustadas eu percebi que ela era especial — recorda-se Fagner. — Belchior foi um dos meus primeiros parceiros. Tivemos a oportunidade de fazer a música mais emblemática da minha carreira. Ele era enigmático. Quando saí do Ceará não demos continuidade às parcerias. Foi um amigo de geração.

COMPARAÇÕES COM BOB DYLAN

Um compositor refinado, cujas referências poéticas passavam por Fernando Pessoa, Arthur Rimbaud, T.S. Elliott e João Cabral de Melo Neto, Belchior não escapava às comparações com o americano Bob Dylan, por causa do timbre anasalado e os longos versos espremidos nas canções, às vezes de forma falada. Mas ele dizia que o buraco era mais embaixo, e tinha a ver com a infância passada em colégio de padres. “Cantei muito gregoriano, que tem esse desequilíbrio, porque usa a música como apoio para dizer os versículos enormes da Bíblia como uma melodia pequena”, disse em 1976, ao “Jornal do Brasil”.

Depois de um LP lançado em 1974, sem repercussão, e do sucesso com “Paralelas” (gravada por Erasmo Carlos e Vanusa), Belchior foi para a gravadora Philips, pelas mãos de Marco Mazzola, que produziria “Alucinação”. Emocionado, Mazzola dirigiu-se ao próprio Belchior em seu luto:

— Quando conheci você tinha certeza que sua música iria ficar imortal. Quando levei suas canções para uma reunião de produção, todos na sala escutaram e disseram não, eu insisti — lembra. — “Alucinação” foi um marco na nossa música. O que você passou na sua vida ficou traduzido em “Apenas um rapaz latino americano”, que ainda é uma realidade hoje, 40 anos depois.

Ex-presidente da Philips, André Midani também lamentou a morte do artista:

— Belchior, homem misterioso e artista de grande talento, já nos tinha deixado há muitos anos… quase séculos! Qual dor terá ele carregado dentro da alma? Que durma em paz agora, só tenho boas recordações desse homem íntegro.

O compositor da inquietude da juventude aos poucos cederia ao romantismo e à sensualidade, no LP “Todos os sentidos” (1978) e, no ano seguinte, voltaria a fazer grande sucesso com a canção “Medo de avião”. Em 1982, Belchior lançou o LP “Paraíso”, no qual gravou canções de um Arnaldo Antunes pré-Titãs (“Ma” e “Estranheleza”) e de Guilherme Arantes (“A cor do cacau”). No Facebook, Guilherme escreveu: “Belchior, que eu não canso de homenagear de todas as maneiras, foi e sempre será o melhor letrista de canções transformadoras que já existiu. Uma mente privilegiada em cultura e de talento cortante e visceral.”

O último disco de canções inéditas de Belchior foi “Baihuno”, de 1993, no qual a pesquisadora da USP Josely Teixeira Carlos (autora de teses sobre o artista) afirma que ele fez “um sumário das ideias que apresentou ao longo da carreira, de rapaz latino-americano, ‘baiano’ (uma referência a como os nordestinos são chamados em São Paulo) e ‘huno’ (o povo bárbaro da Ásia Central que migrou para a Europa nos séculos IV e V em busca de novos pastos)”.

Depois de um último disco, independente e de regravações, em 2003, Belchior foi se retirando de cena. Em 2006, dividiu o palco com o grupo Los Hermanos (que regravara a sua “A palo seco”) e, três anos depois, fez sua última aparição pública em um show de Tom Zé, em Brasília. Desde então, envolvido com dívidas, ele desapareceu, evitando contato com a imprensa ou com seus fãs.

Belchior morreu ontem, de causa desconhecida, em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, onde vivia desde 2000. O governo do Ceará prometeu providenciou o traslado do corpo para Sobral, onde será velado na manhã de hoje, no Teatro São João. Depois, o corpo será levado para Fortaleza para um velório no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. À noite, ele será enterrado na capital.

Texto atualizado às 20:17