Cauê Veículos afronta a Justiça há 103 dias e não disponibiliza carro ao professor Hilton Franco

Professor Hilton Franco  comprou um carro 0km e o bloco do motor rachou. Há 203 dias Hilton está sem seu carro. Veículo tem seguro, está pago e o professor anda hoje de carro emprestado.

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Cauê está cheia de carros novos e não cumpre liminar. Foto: Hilton Franco

A Cauê Veículos, concessionária da Chevrolet em São Luís se julga acima do bem e do mal e afronta a decisão da Justiça há 103 dias.

Na liminar expedida dia 8/8/2013 pela 16ª Vara Cível de São Luís, a Cauê foi obrigada a disponibilizar  no prazo de 72 (setenta e duas) horas, um carro reserva similar (Chevrolet Onix 1.4), com as mesmas especificações de segurança e conforto ao professor Hilton Franco, enquanto perdurar a medida ou até a solução da lide, sob pena de arcar, em caso de descumprimento, com multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais), limitada a trinta dias. Apenas no dia 27/8/2013 todas as partes envolvidas – Cauê, Dalcar Veículos e GM foram intimadas.

Cento e três dias depois a Cauê não disponibilizou o veículo e ainda tentou barrar por duas vezes a liminar ao recorrer ao Tribunal de Justiça do Maranhão. Na primeira tentativa entrou com um Agravo de Instrumento e o desembargador que responde pelo processo considerou  intempestivo (fora do prazo). Na segunda tentativa de barrar a liminar entrou com um Agravo de Regimento. Outra derrota. Três desembargadores votaram contra.

Na audiência ocorrida dia 23/9/2013 a Cauê, a Dalcar e a GM não apresentaram proposta de acordo, cabendo ao juiz decidir o caso. O despacho está na mesa do juiz desde o dia 3/10/2013 e a qualquer momento poderá ser julgado.

Enquanto a Cauê não cumpre a liminar, o professor está sem carro há 203 dias. Para amenizar a situação, um amigo emprestou um carro para que o professor possa se deslocar aos locais de trabalho.

‘Já andei de ônibus, de táxi, moto-taxi e moto emprestada correndo o risco de sofrer acidente. O carro que eu ando hoje não tem absolutamente nada. Nenhum conforto. Outro dia deixei o carro ligado por mais de uma hora, pois se eu desligasse, só pegava no empurrão. No shopping passei vergonha e tive que pagar para empurrar o carro. Na escola onde leciono também paguei os alunos para empurrar o carro. Passei a maior vergonha’, relata Hilton.

O caso já repercutiu nas redes sociais e na blogosfera maranhense. A revista Auto Esporte, da editora Abril também entrou em contato com o professor Hilton para saber detalhes sobre o caso.

Para chamar atenção da falta de respeito com o consumidor, o professor Hilton mandou fazer um perfurado relatando o caso e colou no vidro do carro. A foto do carro circulando pelas ruas de São Luís foi publicada no Facebook e compartilhada (até quarta-feira, dia 11), por 122 internautas que estão dando total apoio ao professor.

A ação judicial que tramita perante na 16ª Vara Civel intentada pelo professor Hilton Franco, e patrocinada pelo advogado Ferdinan Vieira Guimarães Júnior pleiteia  a devolução do valor pago pelo veículo, ou substituição por um novo (0km), assim como reparação pelos danos morais.

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Carro rachou o bloco do motor e foi consertado depois de 87 dias. Desde o dia 9/8/2013 o carro está a espera do cliente que se recusa a receber o veículo.

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