Cauê Veículos afronta a Justiça há 174 dias

Professor Hilton Franco  comprou um carro 0km e o bloco do motor rachou com 126 dias de uso. O veículo levou 87 dias para ser consertado.

Hilton está sem carro há 274 dias. Veículo está pago e o professor anda hoje de carro emprestado. Professor Hilton aguarda a sentença(decisão) da Justiça desde 3/10/2013.

carro caue 2

A Cauê Veículos, concessionária da Chevrolet em São Luís continua se julgando acima do bem e do mal e insiste em não disponibilizar um veículo reserva ao professor Hilton Franco até perdurar a questão que está  na Justiça desde junho de 2013.

Na liminar expedida dia 8/8/2013 pela 16ª Vara Cível de São Luís, a Cauê foi obrigada a disponibilizar  no prazo de 72 (setenta e duas) horas, um carro reserva similar (Chevrolet Onix 1.4), com as mesmas especificações de segurança e conforto ao professor Hilton Franco, enquanto perdurar a medida ou até a solução da lide, sob pena de arcar, em caso de descumprimento, com multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais), limitada a trinta dias. Apenas no dia 27/8/2013 todas as partes envolvidas – Cauê, Dalcar Veículos e GM foram intimadas.

O prazo de 72h se esgotou e cento e setenta e quatro dias depois a Cauê não disponibilizou o veículo e ainda tentou barrar por duas vezes a liminar ao recorrer ao Tribunal de Justiça do Maranhão. Na primeira tentativa entrou com um Agravo de Instrumento e o desembargador que responde pelo processo considerou  intempestivo (fora do prazo). Na segunda tentativa de barrar a liminar entrou com um Agravo de Regimento. Outra derrota. Três desembargadores votaram contra.

Na audiência ocorrida dia 23/9/2013 a Cauê, a Dalcar e a GM não apresentaram proposta de acordo, cabendo ao juiz decidir o caso. O despacho está na mesa do juiz desde o dia 3/10/2013 e a qualquer momento poderá ser dada a sentença.

O advogado Ferdinan Júnior informou à Justiça que a Cauê não cumpriu a liminar e pediu a majoração da multa e prisão dos envolvidos.

A ação judicial que tramita perante na 16ª Vara Cível intentada pelo professor Hilton Franco, e patrocinada pelo advogado Ferdinan Vieira Guimarães Júnior pleiteia  a devolução do valor pago pelo veículo, ou substituição por um novo (0km), assim como reparação pelos danos morais.

Enquanto a Cauê não cumpre a liminar, o professor está sem carro há 274 dias. Para amenizar a situação, um amigo emprestou um carro para que o professor possa se deslocar aos locais de trabalho

Entenda o caso Cauê Veículos, Dalcar e GM  x Hilton Franco

Adquiri  Chevrolet Onix 0Km modelo LT 1.4 em janeiro de 2013 na Cauê Veículos (concessionária da GM em São Luís) e  no dia 17/5/2013, com 11.000 Km rodado e 126 dias de uso, o veículo teve uma pane por volta das 23h, na avenida Via Expressa, em São Luís-MA. O veículo foi levado no guincho para a rede a Dalcar Veículos (outra concessionária da GM na capital maranhense)

No dia 20/5/2013, fui informado que o bloco do motor havia rachado. Disseram que iam pedir um motor completo direto da fábrica.

Fui inúmeras vezes à Dalcar e fui informado que não tinha prazo para chegar o novo motor.

Esperei 36 dias e como não resolveram o problema, ingressei na Justiça dia 26/6/2013 com um pedido de liminar exigindo a devolução do dinheiro, ou um veículo novo e danos morais.

A liminar foi deferida pela Justiça  no dia 8/8/2013, cerca de 41 dias depois que dei entrada na Justiça.

A Oficiala de Justiça levou ainda 19 dias para intimar GM, Dalcar Veículos (empresa que o carro foi levado para conserto) e Cauê Veículo (empresa que vendeu o carro).

Intimada as partes, contou 72h para ser cumprida a ordem do juiz que determinou que a Cauê Veículos disponibilizasse um veículo similar ao meu – um Onix 1.4 até perdurar a questão, com as mesmas características de conforto e segurança sob pena de multa de R$ 1.000,00/dia limitada a 30 dias.

No dia 9/8/2013, depois de 87 dias a GM me ligou e enviou um  telegrama informando que o carro estava pronto e para eu ir a concessionária para receber o carro. Recusei.

Antes da audiência ocorrida dia 23/9/2013, advogada da Cauê entrou com uma Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça do Maranhão para barrar a liminar e no dia 30/9/2013, o relator do processo, considerou o Agravo intempestivo (fora do prazo).

Em outra tentativa de barrar a liminar, a Cauê Veículos entrou com um Agravo Regimental e o Tribunal de Justiça indeferiu o referido Agravo. Três desembargadores votaram contra o Agravo.

Houve uma audiência dia 23/9 e a GM, Dalcar e Cauê não levaram proposta de acordo. O juiz ficou de dá a sentença (decisão). Desde o dia 3/10/2013, Hilton aguarda a sentença.

Hoje, sexta-feira (21/2/2014), cento e setenta e quatro dias depois a Cauê não disponibilizou o veículo.

Até hoje estou sem carro, mesmo com o carro pago. Já andei de ônibus, de táxi, moto-taxi e moto emprestada correndo o risco de sofrer acidente. O carro que eu ando hoje não tem absolutamente nada. Nenhum conforto. Outro dia deixei o carro ligado por mais de uma hora, pois se eu desligasse, só pegava no empurrão. No shopping passei vergonha e tive que pagar para empurrar o carro. Na escola onde leciono também paguei os alunos para empurrar o carro. Passei a maior vergonha.

Para chamar atenção da falta de respeito com o consumidor, o professor Hilton mandou fazer uma plotagem relatando o caso e colou no vidro do carro. A foto do carro circulando pelas ruas de São Luís foi publicada no Facebook e compartilhada por 172 internautas que estão dando total apoio ao meu protesto.

Com a intensão de me prejudicar mais, a Cauê entrou na Justiça com uma ação contra mim. Ainda não sei o teor da ação, pois não fui intimado.

Vale ressaltar que o carro foi pago a vista por R$ 40.340,00. Dei R$ 21.000,00 de entrada e o restante foi financiado pelo Banco do Brasil em 36X de R$ 667,00. As prestações são descontadas todo mês na minha conta. O carro  tinha seguro pago e IPVA pago.

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