Conheça Canidé Barros, o câncer do trânsito em São Luís

Blog do Linhares

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Esqueça os mandatos de Jackson Lago e de Tadeu Palácio, esqueça João Castelo e esqueça, pelo menos por enquanto, Edivaldo Holanda Jr. O núcleo de todos os problemas do trânsito de São Luís é outro e, com absoluta certeza, já deve ter tomado alguma decisão que já prejudicou você em algum dia. Estamos falando do homem de vida eterna no trânsito de São Luís, estamos falando de Canindé Barros.

Todas as vezes em que entrar em um engarrafamento em São Luís, saiba que a possibilidade de Canindé Barros ter culpa no cartório é altíssima.

Ônibus sujos? Paradas lotadas? Cobradores e motoristas tratados como escravos? Sinalização de trânsito ruim? Donos de empresa cobrando caro por um serviço porco? Meses e meses para mudar um canteiro de lugar? Sinais desligados, quebrados e sem sincronia? Guardas de trânsito perdidos? Total ineficiência da Prefeitura em prever as situações?

Em cada uma dessas coisas Canindé Barros tem muita culpa ou razoável responsabilidade, essa é a verdade e esses são os fatos.

Colocado na vida pública no fim da década de 1980, Canindé tornou-se uma espécie de encosto que de lá para cá atormenta a vida de motoristas e pedestres de São Luís. Uma espécie de vampiro moribundo que alojou seu sarcófago na sede da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) no Ipase.

Apesar de atormentar o trânsito desde a adolescência, quando fazia pegas pelas avenidas de São Luís, foi a partir dos anos 2000 que Canindé Barros se tornou o homem mais poderoso do trânsito da capital. Nomeado secretário por Tadeu Palácio, Canindé se tornou uma espécie de homem forte dos donos de empresa na SMTT. Como as raposas não poderiam tomar conta do galinheiro, colocaram um hipopótamo para ocupar todo o espaço possível.

E neste tempo Canindé funcionou como uma espécie de “Guardião” dos interesses dos donos de empresa. Bastava o império das latas-velhas ser ameaçado de alguma forma, e Canindé aparecia mancando com alguma proposta salvadora. Foi assim quando firmou os “consórcios” na época de Tadeu e é assim agora com a licitação de Edivaldo Holanda Jr que deixará tudo da mesa forma que antes: nas mãos dos verdadeiros patrões de Canindé. E o pior de tudo, dessa vez será de papel passado. Caso Edivaldo se reeleja, será quase impossível banir esses parasitas do transporte público. Aliás, o poder de Canindé na SMTT nunca foi tão grande quanto agora é com Edivaldo.

Mas, nem só da defesa dos interesses dos donos de empresa se fez o legado de Canindé. Escândalos na pasta são recorrentes. No ano passado o secretário nomeou a sobre legítima ara tomar conta nada mais nada menos do que o Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI). Isso para ficar apenas em um deles.

Além disso tudo, o secretário demonstra total incapacidade no gerenciamento do trânsito da capital. Semáforos aleatórios, falta de ordenamento, mau uso dos guardas de trânsito e decisões completamente atabalhoadas (como a última reforma na Rua do Aririzal na Conama a prefeitura gastou uma fortuna para reordenar o trânsito no local. Meses depois a obra e as mudanças principais foram desfeitas).

A bem da verdade, Canindé Barros não possui nenhum tipo de qualificação que explique sua vida longeva à frente da SMTT. E nada mais emblemático de sua incapacidade, do que o fato de sido alçado da condição de promotor e ao mesmo tempo vítima de rachas e pegas na capital para o cargo de autoridade máxima no trânsito de São Luís.

Já passou da hora deste senhor ser aposentado por invalidez. Porque nada mais inválido do que um secretário que passou mais de uma década à frente da secretaria de trânsito sem ter absolutamente nada para apresentar como legado ou melhoria.