Cortejo público de Chávez reúne multidão nas ruas de Caracas

Folha de S.Paulo

Um cortejo fúnebre nesta quarta-feira foi a primeira cerimônia do velório do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Milhares de militantes acompanham o caixão do mandatário no percurso entre o hospital onde estava internado e a Academia Militar, onde deverá acontecer o velório.

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Os aliados de Chávez se juntaram à família do mandatário, assim como o vice-presidente, Nicolás Maduro, e outros funcionários do governo. A mãe do presidente morto, Elena Frías, chorava ao ouvir o hino nacional venezuelano.

Após uma breve oração, o caixão foi colocado em um carro fúnebre e iniciou uma lenta marcha pelas ruas de Caracas, protegido por membros da Guarda de Honra. Maduro avançava na frente do carro, seguido pelo presidente boliviano, Evo Morales.

Milhares de seguidores, muitos vestidos com camisas vermelhas, a cor do chavismo, acompanhavam os restos mortais do presidente, decorado com ramos de flores brancas e amarelas, enquanto outros o observavam nas varandas dos apartamentos.

Minutos depois, o hino venezuelano voltou a tocar, desta vez com a voz de Chávez gravada e entoada pelos militantes políticos. O cortejo segue até a Academia Militar, onde foi instalada uma capela onde ficará o corpo até o enterro, na sexta.

O local poderá ser visitado pelos militantes e será local de encontro dos chefes de Estado e representantes internacionais que devem acompanhar o funeral de Chávez nos próximos dias. Além de Evo Morales, os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica, chegaram nesta quarta a Caracas.

LUTO

O luto pela morte de Hugo Chávez que, na Venezuela foi de sete dias, foi acompanhado por países da América Latina e por outras nações aliadas, como o Irã e Belarus. Os que deram períodos mais longos foram Bolívia, Nicarágua e Equador, aliados de Chávez, que concederam os mesmos sete dias de luto.

Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Dominica, República Dominicana e Uruguai decretaram três dias de luto, assim como Belarus, país do leste europeu cujo ditador, Aleksander Lukashenko, era aliado do venezuelano. O Irã decretou um dia de luto.

Assim como nas declarações de luto, a maioria dos presidentes latino-americanos deverá comparecer pelo menos ao enterro de Chávez.

Além dos três presentes, os mandatários de Brasil, Dilma Rousseff; Chile, Sebastián Piñera; Equador, Rafael Correa; Nicarágua, Daniel Ortega; Peru, Ollanta Humala; e República Dominicana, Danilo Medina, estão confirmados.

Ainda há a expectativa da participação do ditador de Cuba, Raúl Castro, e do presidente do Irã, Mahmoud Ahmaedinejad, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo.