Deputados aprovam Medida Provisória contra os professores do estado; veja quem votou

Flávio Dino deve 19,0 % de reajuste para os professores, sendo 11,36%de 2016 e 7,64% de 2017. Valor tem que ser pago retroativo.

Os deputados da base do governador Flávio Dino (PC do B) votaram e aprovaram nesta quarta-feira (15) a Medida Provisória 230/2017. A votação ocorreria na quinta-feira (16), mas com medo da pressão dos professores, os deputados anteciparam a votação na surdina.

A aprovação da Medida Provisória foi um duro golpe nos professores, pois a categoria não quer o reajuste de 8% apenas na GAM (Gratificação por Atividade de Magistério).

Os professores querem o reajuste no vencimento, conforme prega o Estatuto do Educador no artigo 32. ‘ O Poder Executivo procederá aos ajustes dos valores do vencimento do Subgrupo Magistério da Educação Básica no mês de janeiro, no percentual do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério’.

Mesmo sabendo disso, os deputados votaram contra a categoria e aprovaram um reajuste de 8% sobre os vencimentos e a Gratificação por Atividade no Magistério (GAM) para quem ganha abaixo do piso, e somente sobre a GAM para as demais classes. Com a aprovação da Medida Provisória, os professores terão perdas no quinquênio e nas gratificações por titulação (especialização, mestrado e doutorado).  Professores da educação especial que recebem gratificação no vencimento também saem perdendo.

A categoria reivindica  reajuste de 19,0%, sendo 11,36% referente ao ano de 2016 que Flávio Dino nunca pagou e 7,64% referente ao ano de 2017. A categoria quer o valor retroativo.

Dos 42 deputados, 21 deputados votaram a favor da medida e 10 votaram contra.

Durante a votação que rasgou o Estatuto do Magistério, os deputados Bira do Pindaré (PSB), Marco Aurélio (PC do B), que não tem nada de professor e Rogério Cafeteira, vulgo Rogério Porcão (PSB) se esconderam embaixo do mezanino com medo dos professores. Mesmo assim, Bira e Marco foram xingados.

Após a votação o deputado Bira do Pindaré e Marco Aurélio saíram escoltados pela polícia para não apanhar.

Sindicato fraco

O sindicato dos professores, que virou um ‘puxadinho do Palácio dos Leões’, comandado por Júlio Pinheiro (PC do B), vice-prefeito de São Luís, segue na contra-mão da categoria e não se mobilizou para protestar contra a proposta imoral do governo comunista.

Estatuto do Educador Lei 9. 860 Diario Oficial 1 de julho 2013

Deputados  que votaram a favor do Governo e contra os professores

Ana do Gás (PC do B)
Antonio Pereira (DEM)
Bira do Pindare (PSB)
Cabo Campos (DEM)
Leo Cunha (PSC)
Levi Pontes (PCdoB)
Édson Araújo (PSL)
Fabio Braga (SD)
Fabio Macedo (PDT)
Glaubert Cutrim (PDT)
Hemeterio Weba (PV)
Junior Verde (PRB)
Othelino Neto (PC do B)
Paulo Neto (PSDC)
Prof Marco Aurélio (PCdoB)
Rafael Leitoa (PDT)
Raimundo Cutrim (PC do B)
Ricardo Rios (SD)
Rigo Teles (PV)
Rogério Cafeteira (PSB)
Stênio Rezende (PRTB)

Deputados que votaram a favor dos professores

Wellington (PP)
Edilázio Júnior (PV)
César Pires (PEN)
Sousa Neto (PROS)
Eduardo Braide (PMN)
Max Barros (PRB)
Andrea Murad (PMDB)
Alexandre Almeida (PSD)
Graça Paz (PSL)
Adriano Sarney (PV)

Deputados ausentes

Carlinhos Florêncio (PHS)
Edivaldo Holanda (PTC)
Francisca Primo (PC do B)
Josemar de Maranhãozinho (PR)
Sérgio Frota (PSDB)
Vinícius Louro (PR)
Zé Inácio (PT)
Nina Melo (PMDB)

Deputado presente, mas não votou

Humberto Coutinho (PDT) estava presente, mas não votou. Por ser o presidente da Assembleia, o oligarca de Caxias só votaria se houvesse empate.