Eduardo Cunha acata pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

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Brasília, 2 dez 2015 (AFP) – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou nesta quarta-feira o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, por adulteração das contas públicas, em um processo que poderá levar ao fim do governo do Partido dos Trabalhadores.

“Trata-se de autorizar a abertura, não de julgar o mérito; será a comissão especial que poderá acolher ou rejeitar” o pedido de impeachment, disse Eduardo Cunha em entrevista coletiva.

A decisão do presidente da Câmara, que é investigado por corrupção no escândalo envolvendo a Petrobras, deverá ser agora analisada por uma comissão de deputados. Se for aprovado, o pedido de impeachment segue para o plenário da Câmara.

Com os votos de 342 do total de 513 deputados, Dilma poderá ser afastada da presidência para dar andamento ao processo.

“Não faço isto com qualquer felicidade, sei que é um gesto delicado em um momento em que o país atravessa uma situação difícil”, tanto do ponto de vista econômico como político, disse Cunha.

O primeiro passo para o eventual impeachment de Dilma, cuja administração é aprovada por apenas 10% da população, aprofunda a crise na sétima economia do planeta, ao final de um ano muito turbulento.

O pedido de impeachment ocorre em meio a uma profunda crise econômica, com o Brasil atravessando uma recessão que durará dois anos consecutivos, a mais longa desde os anos 1930-1931.