Ex-deputado federal Roberto Rocha deixa Jornal Pequeno, após ser chamado de bucha de canhão

Não me calarei. Sou filho de sertanejo, criado com costela de boi, sopa de corredor e merenda de caroço de macaúba.

O ex-deputado federal Robero Rocha, atual presidente do PSDB maranhese, despediu-se do Jornal Pequeno, onde possui uma coluna dominical.

Roberto Rocha (PSDB),ex-deputado federal.Foto:Google.

A gota d´água para a saida de Roberto, foi uma nota no Colunão do Dr Pêta, publica domingo (12), onde insinua que o mesmo estaria sendo bucha de canhão da família Sarney, para as eleições de São Luís em 2012, com o propósito de atrapalhar Flávio Dino para concorrer ao governo do Estado em 2014.

Veja a nota do Dr Pêta, publicada domingo(12).

Anotem bem o que Dr. Pêta está escrevendo aqui, hoje, domingo, 12 de junho de 2011, Dia dos Namorados!!! Está em andamento, dentro do grupo Sarney, uma inteligente, sutil e ardilosa estratégia para ‘matar’ a maior liderança de oposição que se tem hoje no Maranhão com possibilidade de interromper o poder de mando da família, o ex-deputado Flávio Dino!!! A armadilha passa pelas eleições municipais, e mais uma vez envolveria o ex-deputado federal Roberto Rocha, que, ao cair numa ‘armadilha sarneisista’ e lançar-se candidato ao Senado, em 2010, acabou ajudando a tirar a possibilidade de eleição do ex-governador José Reinaldo Tavares, o que seria um ‘desastre’ para o senador José Sarney!!! E o que está fazendo Sarney agora???!!! Criando dois climas…, e daquele jeito que só ele sabe criar!!! Um clima favorável a que Flávio Dino saia candidato a prefeito de São Luís, e outro que faça Roberto Rocha acreditar, como acreditou quando se lançou ao Senado, que pode se eleger prefeito da capital!!! Com a boa votação que teve em São Luís, RR pode se tornar a ‘bucha de canhão’, juntamente com outros candidatos sarneisistas, para levar as eleições para o segundo turno, entre Flávio Dino e João Castelo!!! E o que fará o grupo Sarney todo???!!! Por debaixo dos panos, apoiará a reeleição de João Castelo!!! Claro!!! Castelo, mesmo reeleito, não representa nenhum risco nas eleições estaduais de 2014!!! E Flávio Dino, derrotado mais uma vez, dificilmente terá condições, depois de seguidos insucessos eleitorais, de enfrentar com êxito a eleição para o Governo do Estado!!! E a armadilha é tão sutil, que já andam ‘boatando’ ‘por aí’ que quem está por trás dessa estratégia para que Flávio Dino saia candidato e se eleja prefeito de São Luís é o Lobão, que, nesse quadro, estaria com seu caminho livre para se eleger governador do Maranhão!!! Marrapá!!! Como???!!! É justamente o contrário!!! Lobão só será candidato ao governo se Flávio Dino disputar também, porque aí Sarney não tem escapatória…, vai ter que chamá-lo para tentar salvar a pele do grupo, como fez quando ‘escantilhou’ o próprio filho Zequinha e chamou o ‘Magro Velho’ para enfrentar João Castelo!!! Com Dino fora da disputa, o ministro das Minas e Energia jamais será candidato!!! Ou alguém duvida de que, numa eleição fácil, com Flávio fora do páreo, a governadora Roseana Sarney, que ‘manda’ no pai, vai chamar Lobão pra ser candidato???!!! Vai nada!!! Vai lançar o candidato que quiser…, e o primeiro da lista é o atual chefe da casa Civil, Luís Fernando Silva!!! E alguém acredita, também, que Lobão sairá candidato independente ao Governo???!!! Pois é…, a ‘arapuca’ tá armada!!! Dr. Pêta já fez o seu papel, de alertar!!! Quem quiser cair, que caia!!!

Leia a íntegra do último artigo de Roberto Rocha para o JP:

Política, Respeito e Amizade

Sempre entendi a política como um campo de confronto de idéias, não de pessoas. A arte de conciliar o contraditório. Nesse embate há normas de enfrentamento e de convivência, dentre as quais cultivo como uma regra de ouro a lealdade.

Há que ser leal ao que se pensa, ao que se diz, aos gestos políticos e à sua própria história. É a chamada coerência política.

É por fidelidade a esse preceito que estou me despedindo deste espaço jornalístico. Aqui no Jornal Pequeno, a quem agradeço, venho há anos imprimindo a marca do que penso, as inquietações de minha trajetória política e o exercício crítico de quem assumiu, desde cedo, a defesa das mudanças que o nosso Maranhão exige.

Quem se der ao esforço de compilar toda uma gama variada de artigos que assinei verá que nunca fiz da crítica, mesmo quando severa,  um instrumento de desqualificação pessoal dos adversários. Ao contrário, preservo, sempre, o respeito pessoal, a civilidade no trato e a presunção da boa-fé. Orgulho-me de, mesmo entre os adversários mais duros, não ter desafetos.

É em nome desses princípios que me despeço dos leitores do Jornal Pequeno, para os quais, por dever de coerência, dirijo estas palavras.

Não deve ter passado despercebido a esses leitores que a edição de domingo passado, a mesma que abrigou meu artigo semanal, trouxe nas páginas do “Dr. Peta” uma descabida crítica que teve o objetivo de me atingir virulentamente. Novamente, sem me dar o direito ao contraditório, o Jornal repete a infâmia durante a semana.

Fosse uma crítica política, ainda que injusta, assinada por alguém que mostra a cara, seria parte do jogo democrático.  Mas não. O objetivo era o descrédito, a desqualificação, o desaire, a me apontar como praticante de ato vergonhoso, desleal e covarde.

Mais que isso, veio revestida na embalagem de um aviso, tanto mais absurda posto que falsa em todas as suas premissas. Disse o Dr. Peta que eu seria vítima de uma “armadilha sarneysista”, nas eleições municipais de São Luis, com o propósito de inviabilizar as chances de Flávio Dino concorrer ao Governo do Estado. Incrível! Sem apresentar um único dado, um testemunho, um fato; apenas lança a perfídia como uma sibila empanturrada de cuxá.

E reforça o agouro, reiterando velha calúnia de que eu teria caído em semelhante armadilha para dificultar a eleição de Zé Reinaldo ao Senado. Apóia-se numa fantasia para vociferar um delírio. Se for para criticar um cálculo político, um erro estratégico, tudo bem. Mas não posso aceitar a moralização da política como instrumento de desabono pessoal.

Recuso-me a fazer parte dessa legião que acredita que Sarney tem poderes demiúrgicos capazes de tramar as mais bizarras articulações para engabelar a oposição maranhense. Mecanismo psicanalítico curioso, que se infantiliza para não ter que enfrentar os próprios erros.

Desafio quem quer que seja a apontar um gesto meu, um texto, uma afirmação que não tenha sido no sentido de unir, mas não de unificar, as oposições. União, sim, padronização e pensamento único, não!

Com que autoridade pode qualquer um me acusar de ser bucha de canhão? Logo eu que, não faz muitos anos, sacrifiquei-me para enfrentar até mesmo quem na época não era bucha, mas o próprio canhão do Sarney.

Com que autoridade podem apagar o esforço que fiz e faço, há anos, para manter a identidade oposicionista do meu partido? Mesmo quando era fácil submeter-se aos adversários, por conveniências nacionais. Mesmo quando me foram oferecidos todos os atalhos para desfrutar do poder pelo puro prestígio de cargos.

Não foi para isso que eu deixei o conforto de uma reeleição parlamentar, como também o fez o colega Flávio Dino, para enfrentar o mar revolto das disputas majoritárias. Invoquei aqui o exemplo do Flávio, que foi citado como a vítima preferencial da suposta “armação”, para que ele próprio possa dar o testemunho das conversas que sempre tivemos – e continuamos tendo – no sentido de unir as forças de oposição.

Não me calarei. Sou filho de sertanejo, criado com costela de boi, sopa de corredor e merenda de caroço de macaúba. Não cairei em velhas ciladas, conhecidas desde La Ravardière. Continuarei brandindo argumentos na crença de que a política se faz com a argamassa das idéias.

Mas, em homenagem aos 60 anos do Jornal Pequeno, que eu respeito e admiro, afasto-me deste espaço para não me sujeitar à esquizofrênica experiência de ter a minha palavra desautorizada por quem não valoriza o respeito e a amizade.

Comentário meu:

O ex-deputado federal Roberto Rocha, fez um grande gesto à oposição maranhense em 2002, ao sacrificar sua candidatura ao governo do estado e apoiar Jackson Lago.

Porém, em 2010 errou ao se lançar candidato ao senado, atrapalhando a candidatura de José Reinaldo (PSB), que de forma estratégica ajudou as oposições a vencer Roseana Sarney nas eleições de 2006.

Nota-se que ultimamente Roberto no seu vôo tucano, tem ajudado a família Sarney. Não percebe quem não quer. Até a rádio Capital AM, de sua propriedade  não tem atacado a oligarquia, como se fazia no passado. Quando os ouvintes ligam e começam a falar mal da oligarquia a ligação cai, o telefone é desligado ou o locutor finge que o assunto não se referia ao grupo que domina o estado a quase meio século.

Outro detalhe curioso, é que Roberto Rocha é muito amigo de Fernando Sarney, irmão de Roseana e filhos do clã Sarney.

Agora, tire suas conclusões.

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2 Respostas para Ex-deputado federal Roberto Rocha deixa Jornal Pequeno, após ser chamado de bucha de canhão

  1. E O PSDB EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR ESTÁ COM O GRUPÃO? A LEGENDA ESTÁ APAGADA E JÁ SE SABE QUE APOIARÁ O GIL CUTRIM NAS PRÓXIMAS, É O QUE DIZEM MEMBROS DO PRÓPRIO PARTIDO. É INFELIZMENTE A SIGLA NÃO VEM HONRANDO, PELO MENOS NA CIDADE BALNEÁRIA, A SUA TÃO APREGOADA ” TRADIÇÃO OPOSICIONISTA”.

  2. Leandro de Sousa disse:

    Fernando Atallaia o PSDB é uma vergonha no Maranhão inteiro, você é jornalista e sabe ao que eu me refiro
    Grande abraço