Inep estuda aplicar outra versão do Enem para alunos prejudicados no 1° dia do exame .

Folha.com

O Inep, instituto responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), estuda aplicar outra versão do exame a alunos que fizeram a prova no sábado com algumas questões repetidas e outras faltando.

O problema ocorreu em algumas provas do caderno amarelo. Segundo o Inep, a orientação aos fiscais de prova nesses casos foi trocar a prova na hora por outra sem o problema. O instituto admitiu, no entanto, que em alguns casos isso não ocorreu.

Nesses casos é que está sendo estudada a possibilidade de reaplicar a prova, mas ainda não há certeza se essa será mesmo a solução adotada. “A gente garante que nenhum aluno será prejudicado”, disse o presidente do instituto, Joaquim José Soares Neto, não descartando que o órgão proponha outra saída.

No ano passado, alunos que não puderam fazer o Enem em cidades do Espírito Santo atingidas por enchentes fizeram a prova na mesma data dos presidiários, um mês depois.

Neste ano, a prova nos presídios ocorrerá no início de dezembro _essa é uma das possibilidades para quem tiver que refazer a prova.

Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta.

PROBLEMA NO GABARITO

O presidente do Inep também anunciou que entrará no ar na quarta-feira o sistema que permitirá aos candidatos pedir que sua prova seja corrigida em uma ordem diferente de questões. O prazo para os pedidos vai até o dia 16 de novembro.

O site terá que ser aberto devido a um erro na folha de respostas na prova aplicada no sábado. O caderno de questões apontava que ciências humanas ia da pergunta 1 à 45, e ciências da natureza, da 46 à 90. No cartão-resposta, a ordem, no entanto, estava invertida: o bloco de ciências da natureza ia da 1 à 45.

O presidente do Inep afirmou que ainda será investigada a responsabilidade pelas falhas. Ele afirmou que só soube do problema após as 13h de sábado, embora o edital previsse que funcionários do Inep teriam que aprovar as provas na gráfica.

Ainda assim, ele disse estar com a sensação de “missão cumprida”. “Eu me sinto muito orgulhoso de ter liderado um processo dessa dimensão e dessa importância para a educação brasileira”, disse.