Marchas das Vagagundas e da Liberdade

Estado de Minas

Em Belo Horizonte, o evento partiu de estudantes e foi apoiado por organizações de proteção às mulheres e movimentos feministas.

A Marcha das Vagabundas, também chamada de Marcha das Vadias, começou em Toronto, no Canadá, e internacionalizou-se. As canadenses voltaram-se contra a fala de um policial que disse que as mulheres deveriam evitar roupas de vagabundas para não serem estupradas. No Brasil, o evento já ocorreu em São Paulo, Brasília e Recife.

Em Belo Horizonte, cerca de 1 mil manifestantes, entre homens e mulheres, participaram do protesto auto-declarado como “manifesto festivo.” A Polícia Militar informou que, como não acompanhou o evento, não tinha números oficiais sobre a quantidade de manifestanes.

As centenas de mulheres participantes da Marcha das Vagabunda seguiram o exemplo de outras cidades do Brasil e do exterior. Com saias curtas, shorts, vestidos e batons vermelhos, elas chamaram atenção para o fato de que, muitas vezes, as mulheres são estupradas e violentadas e, embora sejam vítimas, são acusadas de terem provocado a agressão sexual. “A marcha é para mostrar que meu decote e vestido curto não são motivos para me estuprarem. O corpo é meu. Encosta nele quem eu quero”, disse a estudante de ciências sociais Nathalia Ferreira, de 18 anos.

A jovem sentiu-se desrepeitada quando, em uma festa, um garoto tocou seu corpo sem sua permissão. “Falei para as pessoas, mas ninguém me deu atenção. Acharam que estava exagerando por reclamar.”

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