Mínimo deve ficar em R$ 545

Elevação será a partir de fevereiro, com pagamento em março. Congresso precisa aprovar esse valor

Diário de Pernambuco

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o governo defenderá um novo valor para o salário mínimo de R$ 545, mas a partir de fevereiro deste ano, com pagamento em março. Sendo assim, os trabalhadores receberão R$ 540 em fevereiro (relativos ao mês anterior), e R$ 5 a mais no mês de março. O valor precisa ser aprovado pelo Congresso. Inicialmente, estava previsto que o salário mínimo seria de R$ 540.

A proposta que elevava o mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 540 chegou a ser aprovada no Orçamento da União deste ano. O governo fez a mudança porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2010 maior que o previsto. A fórmula de reajuste do mínimo, acertada com as centrais sindicais, estabelece a reposição pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

´O salário mínimo vai ficar em R$ 545. Vamos fazer modificação na correção que foi feita. Projetamos uma inflação para poder fazer o decreto (que reajustou o salário mínimo para R$ 540), mas a inflação foi maior. Vamos fazer uma correção, substituindo dezembro estimado por dezembro realizado. Iria para R$ 543, mas, arredondando, vai para R$ 545`, disse o ministro. Segundo Guido Mantega, o arredondamento para R$ 545 vai ´facilitar o saque nos caixas eletrônicos`.

O ministro anunciou ainda que, nos próximos dias, o governo enviará ao Congresso uma medida provisória para transformar em lei a fórmula de reajuste do salário minimo acertada com as centrais sindicais. Essa política vai vigorar nos próximos quatro anos. ´Isso é uma conquista dos trabalhadores, que foi negociada com os sindicatos. Não é novidade. É melhor para todos trabalhadores termos uma política que gere reajustes`, afirmou Mantega.

De acordo com o ministro, o próximo aumento (de 2012) será de 13% a 14%. ´A partir do próximo ano, o aumento será substancial`, afirmou Guido Mantega, que participou ontem da primeira reunião ministerial do governo Dilma Rousseff. O aumento de R$ 5 a mais que os R$ 540 terá um impactode até R$ 1,5 bilhão nas contas públicas neste ano.