Onda de violência no Maranhão é destaque na CNN

A rede norte-americana  de comunicação CNN – Cable News Network, destacou nesta terça-feira (7) a onda de violência que tomou conta de São Luís.

No domingo (5) a rede britânica de comunicação BBC já havia destacado o caos na segurança no Maranhão.

Veja abaixo.

(CNN) – É uma cena horrível, mesmo em um país que viu a sua quota de violência: três homens, decapitados, com ferimentos salpicando seus corpos por todos os lados.

A parte mais surpreendente? O ataque aconteceu dentro de uma prisão.

Um jornal brasileiro na terça-feira divulgou um vídeo da cena transformando-estômago dentro da prisão Pedrinhas no estado nordestino do Brasil do Maranhão.

O vídeo foi gravado em 17 de dezembro, o jornal Folha de São Paulo informou, descrevendo como “outros prisioneiros posam com os corpos, mostrando-los como troféus.”

Um sindicato de trabalhadores de prisão deu a metragem sangrento para o jornal.

Muitos vão ver o vídeo simplesmente para o valor de choque, mas por trás deste incidente é uma miríade de problemas no sistema penal brasileiro, que permitem um ambiente em que algo assim pudesse acontecer.

A prisão Pedrinhas já estava sob escrutínio antes mesmo de o vídeo foi tornado público.

Um juiz visitou a prisão poucos dias depois de as decapitações e escreveu um relatório exigindo que o governo do estado de retomar o controle da população carcerária.

Ao todo, 62 detentos foram mortos dentro de Pedrinhas em 2013.

O juiz, Douglas Martins, também documentou a violência contra as mulheres, dizendo que os visitantes do sexo feminino foram forçados a ter relações sexuais com os líderes de gangues dentro da prisão.

“Os parentes dos presos sem poder dentro da prisão estão a pagar este preço para que eles não vão ser assassinado”, Martins disse à agência de notícias judicial do Brasil. “É uma grave violação dos direitos humanos.”

A superlotação também é um problema nesta prisão. Há 2.196 detentos em Pedrinhas, que foi construído para manter apenas 1.770, de acordo com funcionários da prisão estadual.

Na raiz da violência em Pedrinhas luta entre duas facções rivais – detentos da capital do estado, e os presos do interior do estado.

Em resposta, o governo federal esta semana chegou a um acordo com o Estado para transferir os líderes dessas facções para presídios federais, a agência de notícias Agência Brasil estatal informou.

Os problemas em Pedrinhas não são exclusivos do estado do Maranhão.

Superlotação e violência nas prisões são um problema em outras partes do Brasil, bem como em toda a América Latina.

Junto com o vídeo, a Folha de São Paulo identificou os três presos decapitados: Diego Michael Mendes Coelho, 21; Manoel Laercio Santos Ribeiro, 46, e Irismar Pereira, 34.

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Uma Resposta para Onda de violência no Maranhão é destaque na CNN

  1. Artur Oliveira disse:

    “No domingo (5) a rede britânica de comunicação BBB já havia destacado o caos na segurança no Maranhão.”

    Não seria BBC?

    Resposta: Exato. Obrigado.