Vergonha nacional: BR-135 segue tomada por buracos

Enquanto Flávio Dino passa 24h defendendo Dilma e o governo corrupto do PT, a BR-135 está se acabando.

Jornal Nacional

BR135

A chuva dos últimos dias piorou a situação do asfalto na BR-135, no Maranhão. É o único acesso a São Luís.

O barulho que se ouve em uma rodovia pode dizer muito sobre ela, como na o que se escuta na BR 135.

Os motoristas não estão bravos por acaso. Coitado daquele que não tem outra opção para chegar a São Luís. É a única via de acesso à cidade, que fica numa ilha.

Em alguns lugares não tem jeito, resta para o motorista apenas escolher qual o buraco que ele acha que é mais raso e passar com o carro. No ponto que fica na entrada de São Luís, o motorista já passou por pelo menos outros cem quilômetros de estrada bem ruim.  A viagem fica difícil.

Tem motorista que leva até cinco horas para percorrer um trecho que normalmente duraria pouco mais de uma hora.

A situação é tão séria que a Polícia Rodoviária Federal já chegou a atender, em apenas dois dias, mais de 150 chamadas de motoristas que tiveram problemas por causa da buraqueira.

“[Devido a] um só buraco, tinham dez veículos à noite parados numa fila, todos com pneu estourado por conta de um único buraco. Um policial trocou três pneus no intervalo de duas horas”, relata o policial Antônio Norberto.

E o perigo não é só quebrar. A polícia explica que foi por causa dos buracos que uma dançarina que dirigia na BR foi baleada e morta no fim de março. Como ela teve que reduzir a velocidade, os bandidos se aproximaram, anunciaram o assalto e acabaram atirando nela. Duas pessoas foram presas.

“A gente quer que as autoridades competentes tomem uma providência, porque isso aqui está tirando a vida das pessoas”, reclama uma moradora.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem feito pequenos reparos na pista e, para tentar diminuir o perigo, até os moradores tapam alguns buracos por conta própria e cortam o mato na beira da pista.

Mas o som das marretas ainda é bem menor que a barulheira que se ouve a cada buraco.

O Dnit declarou que espera concluir os primeiros reparos na rodovia em até dois meses, e que vai terminar ainda em abril o processo de licitação para recuperar outros trechos.

Veja a reportagem de Alex Barbosa, exibida no Jornal Nacional

Bom Dia Brasil mostra descaso com ruas da Grande São Luís

G1 MA

onibusbdb

Na Região Metropolitana de São Luís (MA), as ruas têm tantos buracos que as empresas de transporte coletivo tiveram que mudar o trajeto das rotas. Os passageiros, agora, precisam chegar à pé até onde os ônibus não vão mais. O caso foi destaque na edição desta terça-feira (5) do Bom Dia Brasil, na reportagem de Alex Barbosa, Miguel Lindoso e José Raimundo.

A vida de quem depende do transporte público na Região Metropolitana de São Luís não está nada fácil. Chacoalha demais! Isso quando o ônibus consegue passar pelas ruas. Um deles ficou entalado em um buraco, o que já tinha acontecido em janeiro deste ano.

A situação está tão ruim que as empresas estão refazendo o trajeto dos ônibus com rotas menos esburacadas, porque os veículos estavam quebrando e atrasando demais.

Quinze linhas já mudaram o trajeto para fugir da buraqueira. “Então, fica muito difícil para a comunidade, porque ao invés do ônibus ir até o ponto final, não está acontecendo mais isso por motivo da situação desagradável das ruas”, diz Paulo Henrique Silva, da Associação de Usuários de Transporte Coletivo do Maranhão.

Em nota enviada ao G1, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação de São Luís (Semurh) informou que “a obra do Conjunto Habitacional Santo Antônio 2 ainda está dentro do prazo de garantia e a construtora responsável pelos serviços já foi acionada para que faça a recuperação da via onde houve o afundamento do asfalto”.

Já a prefeitura de São José de Ribamar, município por onde circula parte das linhas que tiveram a rota modificada, informou que as áreas já foram cadastradas pelo município junto ao Governo do Estado para receber ações do programa estadual “Mais Asfalto”. O município aguarda que o estado, com a maior brevidade possível, formalize a parceria institucional.

Veja a entrevista com Daniel Furtado, pré-candidato a prefeito de Paraibano-MA

Daniel Veloso

O blog do Hilton Franco publica a partir desta segunda-feira (4), uma série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de Paraibano. Foram entrevistados os pré-candidatos Daniel Veloso (PSDB), Zé Hélio (PT) e Rejany Gomes (PSC).

As entrevistas com Zé do Geraldo (PROS) e Ferdinan Júnior (PPS) serão encaminhadas aos pré-candidatos nesta semana e assim que forem respondidas serão publicadas.

Veja abaixo a entrevista com Daniel Furtado Veloso.

1. Quem é Daniel Furtado?

R: Daniel Furtado Veloso é um jovem advogado que tem suas raízes na cidade de Paraibano, onde viveu desde a sua infância e, ao concluir o curso de Direito na Universidade Federal do Maranhão, mesmo já fazendo parte de um grande escritório de advocacia em São Luís, ocupante o cargo de Diretor Jurídico, fez a opção de abrir seu escritório em Paraibano onde presta seus serviços profissionais a todos os seus conterrâneos e onde convive com sua família ao lado de parentes e dos amigos.

2. A prefeita Aparecida Furtado apoia sua candidatura? Caso a prefeita não apoie sua candidatura, você continua sendo candidato ou desiste para apoiar outro?

R: Inicialmente, é oportuno destacar que todas as conquistas que já obtive em minha vida foram frutos exclusivamente do meu esforço pessoal, pautado exclusivamente no estudo e no apoio incondicional dos meus pais e irmãos, para tanto, cumpre ressaltar que com 19 (dezenove) anos fui aprovado no vestibular da UFMA e no concurso do IBGE, trabalhando no censo de 2000. Sempre batalhei e conquistei meus objetivos com méritos próprios.

Como todo pré-candidato, almejo angariar o maior número possível de adesões à minha candidatura, pois como sabemos ninguém é candidato de si só, quanto maior o número de pessoas a nos apoiar, mais forte será essa candidatura. Não tenho motivos para duvidar   que não terei o apoio da Prefeita, mas no momento estou mais preocupado em fortalecer a nossa candidatura junto às bases populares, pois sabemos que no final quem decide é o povo; e é esse sentimento que vem das ruas, que me estimula a continuar. Sinto que estamos no caminho certo.

3. Em 1992, a atual prefeita Aparecida Furtado derrotou seu pai Veloso na disputa pela prefeitura de Paraibano e houve um racha no grupo Furtado. Caso você não tenha o apoio da prefeita o grupo Furtado racha de novo?

R: Como lhe respondi na pergunta anterior, não trabalho com a hipótese de racha dentro do grupo, trabalho sim pela união e pela paz, nossa candidatura é de união e pacificação, precisamos unir todas as forças políticas que desejam o desenvolvimento de Paraibano; a situação econômica pela qual passa o Brasil é muito séria e precisamos é de união de forças. E quando falo em união é de todas as correntes políticas do nosso município que desejam o bem da nossa cidade. Precisamos é estar unidos.

4. A família Furtado da qual você faz parte sempre foi ligada a oligarquia Sarney que esteve no poder por quase meio século e o município de Paraibano segue atrasado em desenvolvimento. O que tem contribuído para esse atraso no desenvolvimento de Paraibano?

R: A permanência de determinado grupo político por muito tempo no poder acaba tendo um determinado desgaste o que é natural. O Município de Paraibano, como a maioria dos pequenos municípios brasileiros, enfrenta problemas sociais, ocasionados principalmente pela desigualdade no repasse dos recursos pelos Governos Federal e Estadual, que concentram quase toda a arrecadação dos impostos, entretanto, impõe aos Municípios as maiores responsabilidades. Entendo que o Município de Paraibano evoluiu muito nos últimos anos, claro que ainda há muito o que ser feito, mas se compararmos com os demais municípios do Estado e principalmente da nossa região, não deixamos a desejar.

5. Como está a escolha do vice de sua chapa?

R: Ainda é um pouco cedo para falarmos em nome do candidato a vice, mas no momento certo esse nome será escolhido entre todas as forças políticas que apoiam a nossa candidatura. Esse nome será de consenso, que venha para somar e para ajudar na nossa administração. Não quero um vice figurativo, quero ele participativo ajudando na administração e no desenvolvimento da nossa cidade.

6. A família Furtado domina a política de Paraibano desde 1982 elegendo correligionários e gente da própria família. Por conta disso já vem sendo chamada de oligarquia Furtado pelos adversários. Você representa a continuidade dessa oligarquia?

R: O povo de Paraibano é muito inteligente e sabe fazer as escolhas certas. Sempre tive uma personalidade muito forte, tenho minhas próprias ideias e são com elas que vou contribuir para o desenvolvimento do nosso município. São das pessoas mais simples que recebo o apoio para continuar nesta caminhada.

7. Você se reuniu com o ex-prefeito Sebastião Pitó e os ex-secretário Cruz e Lêda. Há comentários que você ofereceu a vaga de vice para a Lêda. O que você tem a dizer sobre isso?

R: Tenho me reunido com várias lideranças que comungam dos mesmos pensamentos e com os quais temos discutido sobre o futuro de nossa cidade, mas como disse anteriormente ainda é um pouco cedo para tratarmos da questão do cargo de vice. No momento certo esse assunto será o tema de uma reunião que vai envolver todas as lideranças.

8. Houve uma reunião em Teresina (PI) entre a prefeita Aparecida Furtado, Doracy Furtado, o promotor Sérgio Henrique e o ex-presidente da OAB, Marco Vinicius (todos da mesma família). O que ficou decidido nessa reunião sobre sua candidatura?

R: Como já relatei acima, tenho tido várias reuniões com familiares, lideranças políticas e amigos, entretanto, nada de concreto ficou definido. Neste momento só posso afirmar do meu propósito em ser candidato, bem como do incondicional apoio que tenho recebido dos familiares, amigos e correligionários.

9. Qual sua avaliação do governo Aparecida Furtado, do qual você faz parte como secretário de assuntos jurídicos?

R: O governo da Prefeita Aparecida, como o da maioria dos municípios brasileiros amarga as consequências da atual política econômica do Brasil. Mas ela tem conseguido manter o equilíbrio das contas públicas, honrando com os compromissos financeiros na medida do possível e investindo nas obras de interesse das comunidades, principalmente dos mais carentes. Como disse anteriormente se eleito for vamos trabalhar para diminuir a dependência do nosso povo da máquina administrativa. O poder público tem de fazer bem o seu papel que é fornecer Educação, Saúde e Serviços Sociais de primeira qualidade para o povo.

10. Porque você quer ser prefeito de Paraibano?

R: Desejo ser prefeito de Paraibano porque tenho a consciência que estou preparado para esta missão, pois tenho muito a contribuir com o desenvolvimento do nosso município. Espero ter a oportunidade de pôr em prática as ideias de administração moderna que terá como foco principal o social, dando sempre prioridade aos mais necessitados, pois são eles que mais precisam dos serviços públicos, e esses serviços tem de ser de excelente qualidade.

11. Quais seus planos para o desenvolvimento de Paraibano-MA?

R: Tenho planos de fazer uma administração moderna com educação de qualidade e saúde ao alcance dos mais necessitados. Levantar a autoestima do nosso povo, trazer de volta a felicidade aos lares com a abertura de novas frentes de trabalho para dar emprego aos pais de família. Vamos fazer isso em parceria com a iniciativa privada, estimulando a abertura de empresas em nosso município. Vamos discutir a vocação do nosso povo e estimular a capacitação.

Capacitar nossos jovens para que eles estejam aptos a ocupar o mercado de trabalho.

12. Em Paraibano tem se observado que é comum a prática no nepotismo na prefeitura. Caso você seja eleito essa prática vai perdurar?

R: O preenchimento de cargos públicos por parentes apenas com o objetivo de receber o salário é algo abominável; o que não podemos também é descriminar as cabeças pensantes e deixar de aproveita-las para o bem comum. Tudo tem de ser bem analisado e o interesse público tem de estar acima de tudo e todos.

13. O ex-presidente da OAB, Marco Vinicius é seu primo e garantiu o apoio à sua candidatura. Qual a importância desse apoio se o mesmo raramente vai em Paraibano ou faz algo por Paraibano?

R: O apoio do meu primo o Dr. Marcus Vinicius Furtado Coelho à nossa candidatura é algo que me deixa muito feliz. Qualquer candidato gostaria de ter seu apoio. Embora suas inúmeras atividades não permitam que ele esteja com mais frequência em nossa cidade, o mesmo é um Paraibanense que enche de orgulho a todos os seus conterrâneos e aos nossos vizinhos do Piauí, já tendo contribuído muito para o nosso Município, através de seu prestígio a nível Federal e Estadual.

14. Tem se observado que você deixou de usar o sobrenome Furtado e passou a usar somente o nome Dr. Daniel. Porque você abandonou o sobrenome Furtado?

R: Acho que quanto ao meu sobrenome existe um pequeno equivoco, meu pai é Veloso e minha mãe é Furtado, amo aos dois com a mesma intensidade, foram e representam tudo na minha vida; nada teria conseguido sem o apoio deles. Portanto vou continuar a amar minha mãe Deonice Furtado e meu pai José Ribamar Veloso e vou continuar a usar o mesmo nome de sempre Daniel Furtado Veloso.

O sobrenome Furtado é algo que muito me orgulha, pois me remete ao meu avô João Furtado, um dos fundadores deste Município, homem de caráter e grande empresário, que muito contribuiu para o desenvolvimento da nossa querida Paraibano.

Agradeço a oportunidade e me coloco sempre à disposição.

Atenciosamente,

Daniel Furtado Veloso

Paraibano: Desapontado com o PC do B, professor Amaury sai do partido

Amaury

O professor e blogueiro Amaury Carneiro, pré-candidato à vereador na cidade de Paraibano (MA), desfiliou-se  do PC do B esta semana, partido onde era forte militante.

A nova legenda do professor é o PT do B, partido comandado no município pelo vereador Jair Carvalho.

De acordo com  Amaury, ele deixou o partido, descontente com algumas promessas não cumpridas pelos representantes da legenda no estado.

Com a saída do professor, o PCdoB, perdeu um forte militante em Paraibano  e na região, pois o mesmo foi um grande cabo eleitoral na campanha do governador Flávio Dino em 2014.

Segundo algumas lideranças políticas locais e populares, Amaury Carneiro tem grande chances de ser eleito nas eleições deste ano.

Blog volta a publicar reportagens

Este blog passou oito dias sem atualizações. Contribuiu para isso a falta de internet e uma viagem ao município de Paraibano (MA).

A partir desta quarta-feira (30), as reportagens serão publicadas normalmente.

O editor do blog agradece a compreensão dos leitores.

Série D terá 68 clubes em 2016

CBF

Série D

Por meio de seu presidente em exercício Antônio Carlos Nunes de Lima, a CBF anunciou uma novidade no formato do Campeonato Brasileiro da Série D 2016: aumento do número de equipes participantes. A competição passará a ser disputada por 68 clubes, com o objetivo de atender a demanda dos times por um calendário anual de atividades.

Para se chegar ao novo número, todas as Federações foram contempladas. Em breve, serão divulgados a tabela e os documentos técnicos do torneio.

Formato de disputa 

Na Primeira Fase, a Série D será regionalizada, dividida em 17 grupos de quatro equipes. Classificam-se para a Segunda Fase os primeiros colocados de cada grupo e os 15 melhores segundos lugares. A partir desta etapa, os confrontos serão no modelo mata-mata, em jogos de ida e volta.

Delegados federais criticam ministro da Justiça por ameça em caso de vazamento da PF

O Globo

Aragão

BRASÍLIA — O presidente da Associação Nacional dos Delegados (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, criticou as declarações do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que ameaçou afastar de investigações criminais delegados e agentes suspeitos de vazamento de informações sigilosas. Na segunda-feira, a diretoria da associação deverá se reunir para decidir se entra na Justiça com um mandado de segurança para impedir afastamentos preventivos de policiais federais.

— Lamentamos profundamente do ministro da Justiça quando ele diz que vai afastar policiais da Lava-Jato (por suspeita de vazamento seletivo de informações). Isso aí é uma interferência nas investigações — disse Sobral.

Numa entrevista à Folha de São Paulo, Aragão diz que determinará o afastamento de policiais suspeitos de vazamentos de informações protegidas por sigilo. Segundo ele, vazamentos podem ocorrer a partir de agentes públicos (policiais, juízes ou procuradores) ou advogados, mas se as suspeitas recaem sobre a polícia, ele não hesitará em substituir toda a equipe de uma determinada investigação.

Para ele, não é aceitável que, num momento de quase conflagração como este, agentes públicos se apropriem de informações sigilosas para insuflar conflitos. O ministro argumenta ainda que policiais federais tem código disciplinar e não podem atuar na clandestinidade com propósitos políticos.

— O Estado não pode agir como malandro — disse Aragão.

As declarações do ministro provocaram reação imediata de delegados. Alguns deles passaram a reproduzir às críticas do ministro em grupos no WhatsApp. A associação dos delegados tem se colocado contra Aragão desde a indicação dele para o comando do Ministério da Justiça.

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— Afastamento preventivo de policiais, antes da conclusão de uma investigação, é pre-julgamento. Isso não é compatível com o estado democrático de direito. Ninguém pode pré-julgar, nem mesmo o ministro da Justiça, aliás, sobretudo o ministro da Justiça — disse Sobral.

Na entrevista, o ministro também criticou delações premiadas de presos. Segundo ele, prisões não podem ser usadas como método para obtenção de acordos de delação. O ministro entende que, colaborações devem ser espontâneas e não induzidas pela força. Se não houver voluntariedade, elas podem perder a validade.

— Na medida em que decretamos prisão preventiva e temporária em relação a suspeitos para que venham delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida porque estamos numa situação muito próximas da extorsão. Não quero nem falar em tortura — disse o ministro.

Delcídio: “Lula comandava o esquema”

Veja

Delcidio

O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado. Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações. “Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido.” Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história. A seguir, suas principais revelações.

Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?

Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.

Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?

A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.

Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?

Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.

Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?

Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: “É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT”. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.

Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?

O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.

Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?

A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: “Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele”.

O que fez a presidente mudar de postura?

O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: “Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?”. A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

Apoio a impeachment cresce e chega a 68%, diz Datafolha

Estadão

Lula ladrão

São Paulo – O apoio popular ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) bateu recorde após os desdobramentos da crise política nesta semana. Pesquisa Datafolha realizada entre quinta e sexta-feira e divulgada nesta tarde apontou que 68% dos eleitores brasileiros são a favor do seu afastamento – um crescimento de 8 pontos porcentuais desde a última pesquisa, feita em fevereiro.

Já a taxa dos que são contrários ao impeachment caiu de 33% naquele mês para 27% em março. Para efeito de comparação, o mesmo instituto mediu 75% de apoio ao afastamento de Fernando Collor em setembro de 1992, um mês antes da abertura do processo contra o ex-presidente. Naquela época, 18% diziam ser contra o impeachment. A taxa de erro de ambas as pesquisas é de 2 pontos porcentuais.

Também houve crescimento de outros indicadores negativos para a petista, segundo o Datafolha. A taxa dos que acham que ela deve renunciar à Presidência, por exemplo, passou de 58% em fevereiro para 65% neste mês. Além disso, a reprovação ao seu governo voltou a atingir o recorde negativo: 69% dos eleitores brasileiros avaliam sua administração como ruim ou péssima. O número está dentro da margem de erro dos 71% de reprovação registrados em agosto de 2015, o pior índice já registrado para um presidente desde 1989, de acordo com o instituto.

O levantamento captou que, na percepção do brasileiro, está cada vez mais provável que Dilma seja de fato afastada. Independentemente da sua posição sobre o assunto, apenas 47% dos eleitores acreditam que a presidente não sofrerá impeachment, porcentual que era de 60% em fevereiro. Há, porém, pouca esperança na capacidade do vice-presidente Michel Temer (PMDB) de conseguir fazer uma boa gestão no caso de afastamento: só 16% dizem acreditar que um possível governo do peemedebista será ótimo ou bom.

Lula. A pesquisa também apontou um cenário sombrio para a reputação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A popularidade do petista atingiu o seu pior patamar desde sua primeira disputa à Presidência, também em 1989. Desta vez, 57% dos eleitores afirmaram que não votariam de jeito nenhum no petista se as próximas eleições presidenciais fossem hoje. A rejeição é menor entre os mais pobres (49%) mas atinge 74% entre os que recebem dez ou mais salários mínimos por mês.

Ao mesmo tempo, a maioria dos eleitores enxergam a nomeação de Lula como ministro como apenas um artifício para que o ex-presidente obtivesse foro privilegiado e escapasse do alcance do juiz federal Sérgio Moro. Segundo o instituto, 68% dos eleitores têm essa opinião, contra 19% que acreditam que o principal propósito da nomeação foi para que Lula ajudasse a salvar o governo. O convite de Dilma ao ex-presidente conseguiu atingir taxa de reprovação ainda maior: 73% dizem que ela agiu mal ao convidá-lo a assumir um cargo em sua equipe de ministros.

Quem parece estar se dando melhor com a crise política nos olhos da opinião pública é a ex-senadora Marina Silva, da Rede. Ela aparece liderando numericamente a corrida presidencial de 2018 nos três cenários pesquisados, em que foram os candidatos do PSDB são Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin. No caso do senador mineiro, o melhor colocado entre os tucanos, Marina, Aécio e Lula aparecem empatados dentro da margem de erro de 2%, nesta ordem. Eles têm, respectivamente, 21%, 19% e 17% de intenção de voto, segundo o instituto. Já quando o candidato do PSDB é Serra ou Alckmin, Lula pula para o segundo lugar na preferência do eleitorado. Apesar disso, o petista perdeu pontos além da margem de erro em todos os cenários pesquisados em comparação com a pesquisa de fevereiro.

Esse cenário negativo, porém, não retirou de Lula o título de melhor presidente da história do Brasil, ao menos na opinião espontânea dos eleitores. Mais de um terço deles (35%) afirmou que o petista está na frente de todos os outros ex-mandatários – índice que era de 39% em novembro do ano passado e que já chegou a ser de 71% em 2010, no último ano de gestão do petista.

Cara de pau: Deputado do PT usa foto de 2012 para dizer que foi um ato pró-governo

LULA 20

LULA 21

O deputado Sibá Machado (PT-AC) postou a foto de uma “barqueata” de 2012 e disse, em seu Facebook, que se tratava de um ato de apoio ao governo, no Acre.

Tudo mentira. Não era. A foto é de 2012, de uma campanha eleitoral petista na cidade de Tarauacá, no Acre.

Depois de postar a foto, os internautas detonaram o petista mentiroso.

Clique aqui e veja a foto original.