Indícios apontam que Tiririca não sabe ler nem escrever

Redator diz que escreveu sozinho livro assinado pelo humorista; funcionários de emissora que ele trabalha confirmam que ele não lê nem escreve

Revista Época 25/09/2010

De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.

O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.

Tiririca é analfabeto?

Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.

A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.

No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. A cena pode ser vista em um vídeo no site de ÉPOCA.

Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.

O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada.

Presidente do STF suspende julgamento da aplicabilidade da Ficha Limpa

Correio Braziliense

Diante do impasse no julgamento da aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa, na madrugada desta sexta-feira (24/9), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, decidiu interromper a sessão, que teve duração de quase 11 horas e acabou com votação empatada (5 x 5). A pauta está suspensa por tempo indeterminado.

Ministros Carmem Lúcia e Joaquim Barbosa - Impasse no STF

A discussão entre os ministros esquentou no momento de definir os critérios de desempate. O grupo que optou por manter a definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – composto por Ayres Britto (relator do processo), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie – defendeu que a decisão anterior, indeferindo a candidatura de Roriz com base na aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa, fosse validada. A hipótese está prevista no artigo 146 do regimento interno do Supremo.

Já o grupo formado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso, que votou a favor do recurso de Roriz, defendeu que a Lei da Ficha Limpa não poderia valer este ano.

Os ministros discutiram a opção de ser usado o voto de qualidade, previsto no artigo 13 do regimento interno do STF. Ele confere ao presidente da Corte o poder de desempatar as decisões do Plenário quando a pendência decorrer de ausência de ministro em virtude de vaga ou licença médica superior a 30 dias. No caso, a cadeira vaga se deve à aposentadoria do ministro Eros Grau.

O próprio presidente do STF, porém, recusou-se a invocar o artigo. “Não tenho nenhuma vocação para déspota e não acho que meu voto vale mais do que o de vocês”, disse Peluso, referindo-se aos demais ministros. Ele sugeriu aguardar a nomeação do próximo ministro pelo presidente da República.
Após a suspensão da votação, marcou-se uma sessão extraordinária para as 14h da próxima segunda-feira. No entanto, a Lei da Ficha Limpa não está em pauta.

 Do G1

Votos
Votaram contra a validade da lei nas eleições deste ano e a liberação do registro de candidatura de Joaquim Roriz os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso. A favor da lei e contra a candidatura do ex-governador, Carlos Ayres Britto, Cámen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen racie.

Em seu voto, o relator do processo no STF, Ayres Britto, afirmou que a Constituição prevê dispositivo para a criação de lei complementar que estabeleça novos casos de inelegibilidade para resguardar a moralidade administrativa.

“A Constituição manda que a lei complementar considere a vida pregressa do candidato. E claro que vida pregressa é vida passada. Parodiando Dias Gomes, não pode ser algo que se passa ‘prafrentemente’, só ‘pratrasmente’. Vida pregressa não é vida futura, e o fato é que a lei convocada não podia desatender os preceitos de sua convocação”, disse.

O ministro Gilmar Mendes foi responsável por um dos votos mais combativos contra a aplicação da ficha limpa. “Sabe-se que a escolha dos candidatos não é feita da noite pra o dia. A lei interferiu numa fase específica do processo identificada como fase pré-eleitoral.

Fluminense depena o Galo mineiro no Engenhão.

Hilton Franco

Zagueiro Gum comera o quarto gol do Fluminense

O Fluminense literalmente depenou o Galo mineiro,no estádio Engenhão,no Rio de Janeiro, pela 24ª rodada do brasileirão 2010.

Não é páscoa,mas foi um chocolate aplicado pelo time tricolor que se reencontra com a vitória e assume a vice-liderança(45 pontos),na cola do Timão(47 pontos).Ei Timão, o Fluzão segue na tua cola.

Os gols do time das Laranjeiras,foram marcados pelo  zagueiro Leandro Euzébio aos 11min do 1ºtempo,pelo lateral Carlinhos (duas vezes –  aos 35 min do 1º tempo e  aos 31min do 2º tempo). O zagueiro Gum marcou o quarto gol aos 19 do 2º tempo  e  o meia Marquinhos,nos acréscimos aos 46 min do 2º tempo marca o quinto gol.

O gol de honra do Atlético-MG, foi marcado de falta  aos 19 min do 1º tempo pelo jogador Daniel Carvalho. Após a humilhante derrota o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido do cargo.

Uma sugestão para os atleticanos é que contratem o palhaço Tiririca,que tem se tornado um fenômeno no horário eleitoral gratuito,com o jargão PIOR QUE TÁ NÃO FICA.Hehehehehe.

Pelo menos vão sorrir nas arquibancadas do Mineirão,pois certamente é melhor rir que chorar com a eminente queda DE NOVO para a série B.

Com a 15ª derrota ,o  o Galo mineiro continua no puleiro da zona de rebaixamento na 17ª colocação ,com míseros 21 pontos.

Enquanto isso, a máquina tricolor atropela seus adversários rumo ao bicampeonato,sonho almejado pelos tricolores com o grito preso na garganta desde 1984,quando foi campeão em cima do Vasco da Gama.

Foto do Fluminense: Correio Braziliense

23 de setembro,equinócio de Primavera.

Hilton Franco

Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira. Che Guevara

Começou hoje,dia 23 de setembro,às 00h09min a estação da primavera no hemisfério austral.

Pau d'arco (Tabebuia avellanedae) florido na MA 202 - Estrada da Maioba

A estação das flores ocorre após o inverno e antes do verão.No hemisfério austral(sul),onde localiza-se o Brasil, a primavera dura 89 dias, estendendo-se do dia 23 de setembro até o dia  21 de dezembro.

O início astronômico da primavera,no hemisfério sul  marca o equinócio de setembro,época do ano em que a Terra é igualmente iluminada pelos raios solares que incidem perpendicularmente sobre o círculo máximo – o Equador.
Na primavera,  ocorre o florescimento de várias espécies de plantas. Portanto, é um período em que a natureza fica esplendorosa, presenteando o ser humano com flores  coloridas e aromáticas.

Estações do Ano

A explicação para a existência das quatros estações do ano está associada ao eixo de inclinação da Terra em 27º27′ e ao movimento de translação  que dura 365 dias 5 horas e 48 min.

No dia 23 de setembro é equinócio de primavera no hemisfério sul e equinócio de outono do hemisfério norte.

No dia 21 de março é equinócio de outono no hemisfério sul e equinócio de primavera do hemisfério norte.

Durante os equinócios, os dias e as noites possuem a mesma  duração. Nessa data os raios solares incidem perpendicularmente sobre a linha do Equador.

No dia 21 de dezembro é solstício de verão no hemisfério sul e solstício de inverno no hemisfério norte. No hemisfério sul os dias são longos e as noites são curtas e no hemisfério norte, as noites são longas e os dias são curtos.

No dia 21 de junho é solstício de verão no hemisfério norte e solstício de inverno no hemisfério sul. No hemisfério sul os dias são curtos e as noites são longas e no hemisfério norte, os dias são longos e as noites são curtas.

Durante os solstícios os raios solares incidem perpendicularmente sobre um dos Trópicos,ocorrendo uma desigual luminosidade na Terra.

Na época dos solstícios, na região glacial,ocorre o fenômeno “sol da meia-noite”,com o dia durando 24h.

Portanto, caso a Terra não fosse inclinada seria uma tragédia para as top models,pois não haveria mais as coleções primaver/verão e outono/inverno.

Foto/gráfico: Hilton Franco

Moto Clube ladeira abaixo

 

Hilton Franco

Talvez nem mesmo o mais apasionado dos motenses lembre,mas há exatos 13 anos o Moto Clube de São caiu para a 3ª divisão do Campeonato Brasileiro.

No dia 21/09/1997 o Moto Clube disputava seu último jogo contra o Remo,no estádio Baenão, em Belém-PA. Um simples empate garantia o Moto na  série B.

Lembro-me de cada detalhe ,pois fui a Belém ,juntamente com outros torcedores motenses em ônibus cedido pelo então presidente do Moto,na época José Raimundo Rodrigues.

Saimos de São Luís-MA,no dia 20/09/1997 as 21h e após 16h de uma longa e cansativa viagem chegamos a capital paraense. Fomos direto para a rodoviária tomar banho e em seguida ao estádio Baenão. O medo, a ansiedade e o nervosismo tomava conta de cada torcedor motense.

O pequeno estádio do Baenão,palco da partida,parecia um caldeirão com a fanática torcida azulina empurrando o time durante os 90 min.

Partindo para cima do Moto,desde o início do jogo e com total apoio da torcida remista,o Clube do Remo não consegue marcar o tão sonhado gol que lhe garantia a permanência na Série B do brasileiro.Ao final dos primeiros 45 min,e com bola na trave do Moto, o jogo termina 0 a 0

Inicia-se o segundo tempo e logo é expulso o jogador Touro ,do lado motense.A via crusis do Moto e de sua apaixonada torcida tem inicio.

Inferiozirado numericamente em campo, o jogo foi agonizante para o torcedor maranhense,pois o Remo,com a ajuda de tudo e todos,  conseguiu marcar o primeiro gol aos 15 min do segundo tempo,com o meia Gilberto Pereira,após a cobrança de escanteio feita por Claúdio.

O martírio rubro-negro  aumenta os 31 min,numa falha da defesa motense, o Remo amplia o placar para 2 a 0 ,com gol de Rogério.

Agnado, xerife da defesa motense,porém com sangue e coração azulino e velho conhecido da torcida remista ( ex-zagueiro do Remo) é expulso,tira a camisa e sai vibrando(o coração do seu Boneco,como era chamado,é verdadeiramente azulino).

Aos 39 min, Tarciso aproveita nova falha da defesa motorizada  e marca 3 a 0 para desespero da torcida motense. O choro e a tristeza marcam a volta dos torcedores que percorreram 1.600Km (ida-volta),entre São Luís-Belém.

Ao chegar em São Luís,  eu fui a casa de minha vizinha Naudirene,pois encontrei nossa casa fechada.Triste e com um presentimento de má noticia que já me consumia desde a tarde do dia 20/09/1997,quando escrevi uma carta relatando a viagem que faria a Belém.

Viajei sem ninguém saber,na companhia de um amigo motense de nome José Airton.Todos me procuravam e não sabiam notícia a meu respeito.Já em Belém, liguei para avisar,porem não consegui falar com ninguém da minha família.

Na segunda-feira, dia 22/09/1997, eu tinha aula no colégio O Bom Pastor.Faltei!Motivo: A péssima notícia do suicídio do meu avô Antonio Mariano – o meu Pai Tonho.

Tudo que havia escrito na carta,relatando o meu medo da morte,aconteceu.Não comigo,mas com meu querido avô que se enforcou.

Talvez, se tivesse avisado a minha mãe sobre o meu presentimento ruim,nada teria acontecido ao meu avô.Não avisei porque ela saberia da viagem a Belém e  mesmo distante de mim 504Km,certamente não autorizaria eu viajar.

O fatídico 21/09/1997 nunca mais saiu da minha memória.A única notícia boa era saber que a primavera chegaria no dia seguinte.

Ficha técnica:

Placar final: Remo 3 x 0 Moto

Local:Evandro Almeida(Baenão),em Belém-PA.

Renda:R$ 49.121,00

Público: 9.586 pagantes

Moto: Ruy, Flávio,Edinho,Paulão e Admilson(Solon),Hélio( Vagner),Agnaldo,Luis Carlos Capixaba(Rejane),Mael e Serrinha.Técnico: Arnaldo Lira

Clube do Remo: Altermir (Renato),Belterra,Ney,Ronaldo Paraiba,Gilberto,Sandro,Rogério,Tarciso,Andradina,(Luís Carlos Apeú) e Everaldo(Edmilson).Técnico:Valdemar Carabina.

 A campanha do Moto no Brasileiro da série B, em 1997.

Moto Clube

Moto 2 x 2 Remo,no estádio Castelão em São Luís-MA em 1997.

A estréia do Moto, foi em São Luís,no Castelão contra o Remo dia 10/08/1997,com placar de 2 a 2. Na 2ª rodada em Belém,contra a Tuna Lusa o Moto foi impiedosamente goleado por 5 a 3 no dia 13/08/97.

De volta a São Luís, recebe o Gama-DF, no Castelão e sofre um vergonhosa derrota diante da apaixonada torcida motorizada,com placar de 4 a 1.

No dia 20/08/97, em Goiania, enfretava o Atlético-GO.Ao término do jogo, um empate de 3 a 3.

Três dias depois,no Distrito Federal, o Moto entra em campo para enfrentar o Gama-DF.Nova derrota,desta vez por 2 a 0.

Após cinco jogos seguidos sem sequer ter vencido, o Moto entra em campo mais uma vez diante se sua torcida,em São Luís no dia 30/08/97 e  consegue finalmente sua primeira vitória,diante do Atlético-GO,por um placar magro de 1 a 0.

Ainda em São Luis,dia 13/09/97 o Moto enfrenta a Tuna Lusa-PA,precisando de uma nova vitória pra evitar o vexame de cair para a série B.Mas, o jogo termina empatado em 0 a 0.

Na última rodada o Moto vai a Bélem,enfrentar o Remo necessitando de um simples empate,pois o Remo na última rodada tinha 5 pontos e o Moto 6 pontos.Portanto com o empate o Moto se garantia na serie B e o Remo seria o rebaixado.

Mas ao final dos 90 min, o Remo que precisava desesperadamente da vitória para permanecer na série B,conseguiu vencer a partida por 3 a 0,depois de um empate de 0 a 0 no primeiro tempo.

  Ao término da primeira fase, o Moto em 8 jogos conseguiu 6 pontos com uma única vitória sobre o Atlético-GO,no dia 02/09/1997, no Castelão.Os demais jogos contabilizaram 3 empates e 4 derrotas,marcando 10 gols e sofrendo 19,tendo saldo de 9 gols negativos.

 Após a queda o Moto disputou o campeonato brasileiro da serie C  em 1998,1999,2000,2001,2004,2005.Em 2006,2007 e 2008 o Moto não se classificou para a disputa da série C .Já em2009,o Moto  disputa a série D e não passa da primeira fase.

Em 2010,não disputou a série D pois foi rebaixado no campeoanto maranhense de 2009. Agora,aguardamos a volta para que  nos gramados daqui e de outros estádios,honre o Moto o valor de nossa gente.

Essa é a saga do Moto Clube que tantas alegrias proporcionou a sua  fiel e apaixonada torcida, da qual eu faço parte desde 1989,quando ouvir falar no Moto nas ondas da rádio Mirante AM 600 Khz.

Nota:Agradeço ao funcionário Sérgio,que gentilmente cedeu o arquivo do Jornal Pequeno para que eu pegasse os dados da partida entre Remo x Moto e a foto.

Foto:Jornal Pequeno

Ruas Projetada I e II, no bairro Forquilha

Hilton Franco

As imagens expressam a realidade das Ruas Projetada I  e Projetada II, localizadas no Bairro da Forquilha.Percorri as duas ruas e medi milimetricamente as extensões das mesmas.A Rua Projetada I possui  317 m e  a rua  Projetada II possui 240 m totalizando  557m de buraco,lama, esgoto e lixo.

Rua Projetada I,na Forquilha (317 m).

Rua Projetada II,no bairro Forquilha (240m)

O problema é antigo e segundo os moradores  a revolta dos mesmo já foi noticiada três vezes num telejornal local.

Veja o que dizia as reportagens:

26/06/2010 – 17h38

Situação de rua na Forquilha causa revolta de motoristas

SÃO LUÍS – Motoristas e pedestres reclamam da situação de uma das principais vias do bairro da Forquilha, na Capital. A Rua Projetada II nunca foi asfaltada.

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos informou que o bairro da Forquilha está incluído na Operação Tapa-Buracos, mas não disse quando os serviços na área serão realizados. Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

29/10/2009 – 16h22

Moradores da Forquilha reclamam de ruas

SÃO LUÍS – Na Rua Projetada, na Forquilha, os moradores não sabem mais o que fazer para ter os problemas resolvidos. Um condomínio inteiro sofre com a situação. Faça chuva ou faça sol, a rua está intrafegável por causa dos buracos. Uma vala de esgoto aberta no meio da pista vai de ponta a ponta na rua.

A Caema informou que já pediu à unidade responsável para que seja feito o reparo no esgoto da Rua Projetada. Em relação à galeria, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos comunicou que vai mandar uma equipe técnica ao local para resolver o problema.  Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

27/10/2009 – 15h58

No bairro da Forquilha, falta saneamento básico

SÃO LUÍS – O loteamento São Raimundo, na Forquilha, foi criado há nove anos. Para esses moradores, a realização de ter a casa própria. Mas a moradia veio acompanhada de vários problemas.

No loteamento, não há uma rua asfaltada. Falta saneamento básico e a iluminação é precária. Na Rua Projetada, pedestres, motociclistas e motoristas trafegam com dificuldade. Tudo por causa de uma lagoa que se formou no meio da rua. Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

O mapa abaixo,do Google Earth, representa as ruas Projetada I e II.

Se as duas vias citadas  fossem drenadas, pavimentadas, sinalizadas e iluminadas seriam uma forma alternativa de desafogar o trânsito caótico da MA 201 – Estrada de Ribamar,rumo a MA 202 – Estrada da Maioba,pois muitos condutores enfrentam todos os dias congestionamentos desnecessário para seguir rumo a  MA 202.

Portanto, a via crusis alternativa continua enquanto uma equipe da Secretaria de Obras de São Luís ou de São José de Ribamar não resolver o imbróglio de forma definitiva.

Certamente quando o prefeito  João Castelo,do qual fui seu eleitor no 2º turno das eleiçoes de 2008,souber da reportagem não medirá esforços,para incluir as referidas ruas no seu amplo programa de pavimentação asfáltica que começa a tornar São Luis,um canteiro de obras,que é a marca de Castelo.

Foto:Hilton Franco

JN no ar: O Maranhão que nao foi ao ar.

Hilton Franco

Tem jornalista  achando que o sorteio da cidade de Pinheiro-MA foi obra da TV Globo e José Serra para perseguir o filho ilustre da referida cidade. Puro engano.

Acostumados com o M de murmurar, M de motejar, M de maldizer, M de malsinar, M de mexericar e, sobretudo, M de mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos alguns jornalistas insistem em não ver a miséria que assola o Maranhão a quase meio século.

Só para refrescar a memória, o Maranhão é 2º estado brasileiro no ranking da pobreza, atrás de Alagoas (1º) e a frente do Piauí (3º) e Pará (4º). Dados da revista Veja, publicados em 29/04/2009 corrobora o que o JN no ar mostrou.

Vejamos:

  • O estado tem o pior índice de desenvolvimento humano (IDH), segundo a ONU.
  • A taxa de analfabetismo é de 21,5% – mais que o dobro da média nacional.
  • Apenas 12,5% dos domicílios tem acesso a esgoto. A média brasileira é de 70%.
  • A mortalidade infantil afeta 39 bebês a cada mil nascimentos. É a segunda taxa mais alta do país, atrás apenas de Alagoas.
  • 64 % da população do estado é classificada como miserável .É o maior índice do país.

 

Esgoto a céu aberto,na Av Pequi em São Mateus-MA.

O que foi mostrado pelo JN no ar é a mais pura verdade. As cidades maranhenses são assim mesmo – lixões a céu aberto, esgoto jorrando pelas ruas,casas sem padrão arquitetônico, sem espaços para lazer,sem paisagismo…enfim, o retrato do descaso dos políticos que enriquecem às custas do dinheiro público e não investem em infra-estrutura,pois os recursos são desviados e prejudicam  a população de viver com qualidade de vida.

Mesmo que fosse sorteado outra cidade maranhense, o retrato sócio-econômico seria igual ou pior.Já imaginaram se a cidade privilegidada no sorteio fosse a miserável  Centro do Guilherme, onde 95,32% da população recebe menos do que R$ 80 per capita mensais. Sorte nossa,senão o vexame seria maior em rede nacional.

Portanto, para nós maranhenses, o que foi apresentado pelo jornalista Ernesto Paglia da TV Globo,não é novidade e muitos fingem em não ver que o Maranhão é semelhante ao Haiti ou Quênia.

Nota:As cidades que entram no sorteio do JN no Ar tem mais de 40  mil habitantes,portanto Centro do Guilherme – MA, não poderia ser sorteada para nossa sorte.

Foto:Hilton Franco.

JN no ar em Pinheiro -MA

G1.Globo.com

Pinheiro, MA, não tem rede de esgoto nem aterro sanitário

 Ha fossas nas calçadas, diante das casas,os respiros vazam direto para a sarjeta e tudo escorre para uma vala.Tudo é despejado para um lixão,na periferia da cidade.

A equipe do JN no Ar já percorreu 40 mil quilômetros pelo Brasil e chegou ao município maranhense de Pinheiro.

Maranhão: 6,4 milhões habitantes. As praias e os Lençóis Maranhenses são o destino de quase um milhão de turistas por ano.

“Tem bumba meu boi, quadrilhas, tudo o que o maranhense pode aproveitar e outras pessoas que vêm nos visitar”, contou uma moradora.

O principal setor da economia é o de serviços, com destaque para o comércio. A renda média mensal é a terceira menor do país: R$ 594.

Cerca de 90% dos moradores não têm acesso à rede de esgoto em casa e quase 43% não têm água encanada.

O estado tem a terceira mais alta taxa de mortalidade infantil do Brasil e a quarta maior proporção de analfabetos. O Maranhão tem 4,3 milhões eleitores.

O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do aeroporto de São Luís do Maranhão, com o apoio técnico da TV Mirante.

A cidade de Pinheiro fica a pouco menos de 90 quilômetros de distância da capital e quem faz o trajeto por terra tem que cruzar de balsa até lá e isso demora mais de três horas. A equipe fez o trajeto em pouco mais de meia hora para conhecer a realidade, muitas vezes difícil, dos quase 80 mil habitantes da cidade de Pinheiro.

O jato ficou em São Luís. A equipe foi de turbo-hélice para Pinheiro. Cruzaram os belos campos alagados, uma espécie de pantanal maranhense. Logo viram os búfalos que são motivo de polêmica.

O Ministério Público Estadual exige na Justiça que os criadores cerquem o gado, trazido da África na década de 60. Pesados, capazes de comer quase tudo que encontram, os búfalos são acusados de prejudicar o meio ambiente.

Na cidade, o estádio mais antigo do Maranhão é cenário de um campeonato amador vibrante: 36 times disputam a liga pinheirense. Vários craques viraram profissionais.

“O futebol aqui no nosso município vem contrapor a questão das drogas”, disse o presidente da Liga de Futebol, Filemon Guterres.

Nas ruas, muita gente se aproximou para levar queixas. As disputas políticas parecem impedir o progresso de Pinheiro. “Está feia a situação dos pobres, eles estão sofrendo, sendo todos humilhados. O dinheiro da verba vem pra cá e eles guardam tudo. Educação, saúde, nós não temos”, se queixou a professora Concita Marques.

Pinheiro não tem esgoto. Há fossas nas calçadas, diante das casas. Os respiros vazam direto para a sarjeta e tudo escorre para a Vala do Gabião.

Pinheiro é um polo de comércio para 20 municípios para a Baixada Maranhense. A feira tem de tudo, mas os consumidores dividem espaço com os urubus.

Cinco anos atrás, começaram a construir uma área de lazer que ficou inacabada.

Em junho, um caso de pedofilia causou espanto no país. Um lavrador teve oito filhos com as próprias filhas. A prisão dele deflagrou uma onda de denúncias. Hoje, há outros 17 acusados de pedofilia na delegacia regional.

“Mesmo com a nossa estrutura, mas nós temos boa vontade e, com apoio da sociedade, nós vamos sim, pelo menos minimizar. O importante é denunciar”, declarou a delegada Laura Amélia Barbosa.

O padre Luigi Risso saiu da Itália há 50 anos, direto para Pinheiro. Construiu estradas, clínicas, poços e, principalmente, escolas.

Hoje, 1,7 mil crianças entre 2 e 6 anos frequentam creches mantidas pelo padre, pagando R$ 20 por mês. Não há ajuda oficial. As escolas são mantidas por doações, principalmente do exterior.

“Educação é importante porque é tudo. O povo educado não pode ser dominado”, destacou ele.

Sem aterro sanitário, Pinheiro despeja tudo no lixão, na periferia da cidade. O esgoto sem tratamento polui o lindo Rio Pericumã e as lagoas dos campos vizinhos.

“Essa sujeira vem toda para cá. A Vala do Gabião desce toda para esse canto. Como isso pode ser uma água limpa”, questiona Maria Santa.

Dona Maria Santa tem restaurante de peixe na beira do rio. A especialidade é a piaba, o lambari do Sul, e o delicioso ensopado de bagre. Tudo com a famosa farinha de mandioca de Pinheiro. O restaurante tem 30 anos. Dona Maria teme pelo futuro do rio e do próprio negócio.

“Prejudica a comida, com certeza. Muda o sabor. Acho que vai melhorar. Tem que melhorar”, deseja ela.

A equipe do JN no Ar descansa neste sábado. No domingo, o próximo destino será sorteado no Fantástico.

Réquiem

 

Publicado por Flávio Gomes

SÃO PAULO (chega logo, 2012)

O Moto Club do Maranhão encerrou suas atividades. Vocês sabem que raramente falo de futebol aqui, mas tem horas que não dá para calar. Eu ia fazer um discurso enorme, contar dos meus jogos de botão, de quantas vezes desenhei o escudinho do Moto, ia falar do Sampaio Corrêa (aqui, uma observação: os dois grandes do Maranhão sempre foram um problema para mim na hora de escrever; Corrêa ou Correia? Moto Club ou Moto Clube? São Luiz ou São Luís? Coisas de infância, não liguem), do Maranhão Atlético Clube, de quanto aprendi de história, geografia e da vida com o jogo de bola.

Mas não precisei.

Porque alguém me mandou este texto de Luiz Antonio Simas, lá do Maranhão mesmo, que se chama “Morre o Moto”, e é simplesmente o melhor texto sobre futebol que já li em toda minha vida.

Réquiem trata-se de uma palavra latina que significa “repouso”, no sentido de morte.

O suicídio do Moto

Do blog do Torero, UOL Esportes

Publicado em 09/09/2010

Por Márcio Ricardo

O Moto Club, ao lado do Sampaio Corrêa, é (ou era…) o maior clube de futebol do Maranhão. Um dos mais importantes times do Nordeste, dono de 24 títulos estaduais e de uma torcida apaixonada.

Morre o Moto,mas minha paixão é eterna por você Papão do Norte.

Infelizmente, o Moto fechou seu departamento de futebol profissional no último dia 27 de agosto. A alegação da diretoria, obviamente, é a falta de recursos financeiros.

Tive conhecimento dessa triste notícia pelo blog do jornalista Flávio Gomes, que indicou o texto “Morre o Moto”, de Luiz Antônio Simas (blog “Histórias Brasileiras”).

Peço a todos que leiam o belíssimo texto do professor Simas. Nele, o autor se indigna com “mais esse capítulo da transformação do futebol brasileiro em um ramo do big business, da consolidação dos clubes como valhacoutos de escroques travestidos em empresários e da proliferação de jogadores-celebridades desvinculados da história e das tradições dos times”.

Tem muito mais, vejam lá, mas em resumo morre o Moto porque morrem, cada vez mais, as boas tradições, em nome do que se diz novo e moderno. Mais do que isso: morre o que deveria ser eterno pelo apreço ao fugaz, pelo consumo despropositado, pela força destruidora dele, sempre ele, o Mercado.

Tudo isso é realmente verdade, julgo eu, mas certamente não é toda a verdade. A verdade, se é que ela existe, é sempre mais cinza.

Luiz Antônio Simas escreveu um texto com alma, lírico, cheio de sentimento e, como já disse, verdade. Porém, seguem algumas considerações, intencionalmente frias e sem brilho, que misturam o preto e o branco em busca de algo mais cinza. E, ainda que menos poético, também real.

Afinal, por que morre o Moto e não o Sampaio Corrêa? São ambos os mais fortes clubes do Maranhão, com torcidas, tradições, conquistas e histórias equivalentes, não são? Por que morre um e o outro não?

Aliás, por que morre o Moto e não o Bacabal? Nesse caso, então, a comparação é quase indevida. Mas é justamente o time da capital, o mais poderoso e rico que está fechando, não o modesto. Por quê?

Crise financeira, pelo que pude me informar, atinge a todos no futebol maranhense, dos grandes aos pequenos. Mas como não são todos os que fecham as portas, fica claro que a crise do Moto também é política, administrativa, técnica, de planejamento e, até, de criatividade. Pasmem, o resultado foi o rebaixamento do Moto Club à série B do estadual.

Apesar disso, não podemos ignorar que a confusão é generalizada e institucional no futebol maranhense. Escândalos, manipulação de resultados, falta de dinheiro. O atual campeão, o JV Lideral, pediu desligamento da Federação (parece que voltou atrás, se embananou…) e outros três clubes estariam pensando em também desistir do futebol profissional.

A grita é geral contra a Federação Maranhense de Futebol, acusada de promover competições mal-organizadas e deficitárias, além de não apoiar devidamente seus associados. Vale lembrar que são os próprios clubes que elegem seus representantes na Federação e que, sem dúvida, o Moto Club tem enorme influência política.

Mas por que o Moto, como um dos mais importantes clubes maranhenses e líder natural de todos os outros, não começou uma revolução no futebol do estado? Por que não juntou forças com os demais times e propôs a criação da Liga Maranhense, por exemplo? Por que não se articulou em grupo com seu pares para organizar o próprio campeonato, o próprio calendário, o próprio destino?

Poderia ter iniciado esse processo sem litígio nenhum, chamando a Federação e todos os interessados para a mesa. Elaborando, em conjunto com os demais, planos de melhorias esportivas, programas de adequação e conservação dos gramados e da iluminação dos estádios, estudos sobre a utilização dos recursos das leis de incentivo ao esporte, mais e mais maneiras de atrair o torcedor e muitas outras iniciativas. Um projeto ambicioso, mas com o pé no chão, gradativo, sem fórmulas mágicas.

A partir disso, com a criação de uma liga de fato e tudo o que isso implica, seria saudável parar de vilanizar o tal do Mercado e, melhor ainda, atraí-lo para o benefício de todos. Negociar contratos em grupo, criar novas oportunidades comerciais, estabelecer outras vertentes de patrocínio, trabalhar o licenciamento de marcas e produtos são só algumas das possibilidades que proporcionariam melhores condições econômicas às agremiações.

Fazer isso, com critérios e princípios, respeitando os torcedores, não é se render a quem quer que seja. É, pelo contrário, uma maneira de perpetuar a história de um clube. Numa outra realidade, mas que serve de exemplo à nossa, não me parece que Barcelona, Liverpool ou Milan estejam perdendo suas tradições por fazerem isso. Estão, na verdade, as ampliando.

Nada disso aconteceu. Não houve competência, nem iniciativa, muito menos visão e atitude de vanguarda. É por isso que as tradições do Moto Club não foram honradas. O Moto não morre “em nome da gestão empresarial, da modernização dos estádios, do estatuto do torcedor”. Essas e outras coisas, ainda que sejam sinais de tempos menos românticos e encantados, o fariam viver melhor, preservariam “a aldeia, a terra, a comida da terra, a várzea, a esquina e o canto de cada canto”.

O Moto Club não morreu, professor. Ele se matou.

Marcio R. Castro é palmeirense.

O texto original está no link  http://blogdotorero.blog.uol.com.br/