Moto Clube ladeira abaixo

 

Hilton Franco

Talvez nem mesmo o mais apasionado dos motenses lembre,mas há exatos 13 anos o Moto Clube de São caiu para a 3ª divisão do Campeonato Brasileiro.

No dia 21/09/1997 o Moto Clube disputava seu último jogo contra o Remo,no estádio Baenão, em Belém-PA. Um simples empate garantia o Moto na  série B.

Lembro-me de cada detalhe ,pois fui a Belém ,juntamente com outros torcedores motenses em ônibus cedido pelo então presidente do Moto,na época José Raimundo Rodrigues.

Saimos de São Luís-MA,no dia 20/09/1997 as 21h e após 16h de uma longa e cansativa viagem chegamos a capital paraense. Fomos direto para a rodoviária tomar banho e em seguida ao estádio Baenão. O medo, a ansiedade e o nervosismo tomava conta de cada torcedor motense.

O pequeno estádio do Baenão,palco da partida,parecia um caldeirão com a fanática torcida azulina empurrando o time durante os 90 min.

Partindo para cima do Moto,desde o início do jogo e com total apoio da torcida remista,o Clube do Remo não consegue marcar o tão sonhado gol que lhe garantia a permanência na Série B do brasileiro.Ao final dos primeiros 45 min,e com bola na trave do Moto, o jogo termina 0 a 0

Inicia-se o segundo tempo e logo é expulso o jogador Touro ,do lado motense.A via crusis do Moto e de sua apaixonada torcida tem inicio.

Inferiozirado numericamente em campo, o jogo foi agonizante para o torcedor maranhense,pois o Remo,com a ajuda de tudo e todos,  conseguiu marcar o primeiro gol aos 15 min do segundo tempo,com o meia Gilberto Pereira,após a cobrança de escanteio feita por Claúdio.

O martírio rubro-negro  aumenta os 31 min,numa falha da defesa motense, o Remo amplia o placar para 2 a 0 ,com gol de Rogério.

Agnado, xerife da defesa motense,porém com sangue e coração azulino e velho conhecido da torcida remista ( ex-zagueiro do Remo) é expulso,tira a camisa e sai vibrando(o coração do seu Boneco,como era chamado,é verdadeiramente azulino).

Aos 39 min, Tarciso aproveita nova falha da defesa motorizada  e marca 3 a 0 para desespero da torcida motense. O choro e a tristeza marcam a volta dos torcedores que percorreram 1.600Km (ida-volta),entre São Luís-Belém.

Ao chegar em São Luís,  eu fui a casa de minha vizinha Naudirene,pois encontrei nossa casa fechada.Triste e com um presentimento de má noticia que já me consumia desde a tarde do dia 20/09/1997,quando escrevi uma carta relatando a viagem que faria a Belém.

Viajei sem ninguém saber,na companhia de um amigo motense de nome José Airton.Todos me procuravam e não sabiam notícia a meu respeito.Já em Belém, liguei para avisar,porem não consegui falar com ninguém da minha família.

Na segunda-feira, dia 22/09/1997, eu tinha aula no colégio O Bom Pastor.Faltei!Motivo: A péssima notícia do suicídio do meu avô Antonio Mariano – o meu Pai Tonho.

Tudo que havia escrito na carta,relatando o meu medo da morte,aconteceu.Não comigo,mas com meu querido avô que se enforcou.

Talvez, se tivesse avisado a minha mãe sobre o meu presentimento ruim,nada teria acontecido ao meu avô.Não avisei porque ela saberia da viagem a Belém e  mesmo distante de mim 504Km,certamente não autorizaria eu viajar.

O fatídico 21/09/1997 nunca mais saiu da minha memória.A única notícia boa era saber que a primavera chegaria no dia seguinte.

Ficha técnica:

Placar final: Remo 3 x 0 Moto

Local:Evandro Almeida(Baenão),em Belém-PA.

Renda:R$ 49.121,00

Público: 9.586 pagantes

Moto: Ruy, Flávio,Edinho,Paulão e Admilson(Solon),Hélio( Vagner),Agnaldo,Luis Carlos Capixaba(Rejane),Mael e Serrinha.Técnico: Arnaldo Lira

Clube do Remo: Altermir (Renato),Belterra,Ney,Ronaldo Paraiba,Gilberto,Sandro,Rogério,Tarciso,Andradina,(Luís Carlos Apeú) e Everaldo(Edmilson).Técnico:Valdemar Carabina.

 A campanha do Moto no Brasileiro da série B, em 1997.

Moto Clube

Moto 2 x 2 Remo,no estádio Castelão em São Luís-MA em 1997.

A estréia do Moto, foi em São Luís,no Castelão contra o Remo dia 10/08/1997,com placar de 2 a 2. Na 2ª rodada em Belém,contra a Tuna Lusa o Moto foi impiedosamente goleado por 5 a 3 no dia 13/08/97.

De volta a São Luís, recebe o Gama-DF, no Castelão e sofre um vergonhosa derrota diante da apaixonada torcida motorizada,com placar de 4 a 1.

No dia 20/08/97, em Goiania, enfretava o Atlético-GO.Ao término do jogo, um empate de 3 a 3.

Três dias depois,no Distrito Federal, o Moto entra em campo para enfrentar o Gama-DF.Nova derrota,desta vez por 2 a 0.

Após cinco jogos seguidos sem sequer ter vencido, o Moto entra em campo mais uma vez diante se sua torcida,em São Luís no dia 30/08/97 e  consegue finalmente sua primeira vitória,diante do Atlético-GO,por um placar magro de 1 a 0.

Ainda em São Luis,dia 13/09/97 o Moto enfrenta a Tuna Lusa-PA,precisando de uma nova vitória pra evitar o vexame de cair para a série B.Mas, o jogo termina empatado em 0 a 0.

Na última rodada o Moto vai a Bélem,enfrentar o Remo necessitando de um simples empate,pois o Remo na última rodada tinha 5 pontos e o Moto 6 pontos.Portanto com o empate o Moto se garantia na serie B e o Remo seria o rebaixado.

Mas ao final dos 90 min, o Remo que precisava desesperadamente da vitória para permanecer na série B,conseguiu vencer a partida por 3 a 0,depois de um empate de 0 a 0 no primeiro tempo.

  Ao término da primeira fase, o Moto em 8 jogos conseguiu 6 pontos com uma única vitória sobre o Atlético-GO,no dia 02/09/1997, no Castelão.Os demais jogos contabilizaram 3 empates e 4 derrotas,marcando 10 gols e sofrendo 19,tendo saldo de 9 gols negativos.

 Após a queda o Moto disputou o campeonato brasileiro da serie C  em 1998,1999,2000,2001,2004,2005.Em 2006,2007 e 2008 o Moto não se classificou para a disputa da série C .Já em2009,o Moto  disputa a série D e não passa da primeira fase.

Em 2010,não disputou a série D pois foi rebaixado no campeoanto maranhense de 2009. Agora,aguardamos a volta para que  nos gramados daqui e de outros estádios,honre o Moto o valor de nossa gente.

Essa é a saga do Moto Clube que tantas alegrias proporcionou a sua  fiel e apaixonada torcida, da qual eu faço parte desde 1989,quando ouvir falar no Moto nas ondas da rádio Mirante AM 600 Khz.

Nota:Agradeço ao funcionário Sérgio,que gentilmente cedeu o arquivo do Jornal Pequeno para que eu pegasse os dados da partida entre Remo x Moto e a foto.

Foto:Jornal Pequeno

Ruas Projetada I e II, no bairro Forquilha

Hilton Franco

As imagens expressam a realidade das Ruas Projetada I  e Projetada II, localizadas no Bairro da Forquilha.Percorri as duas ruas e medi milimetricamente as extensões das mesmas.A Rua Projetada I possui  317 m e  a rua  Projetada II possui 240 m totalizando  557m de buraco,lama, esgoto e lixo.

Rua Projetada I,na Forquilha (317 m).

Rua Projetada II,no bairro Forquilha (240m)

O problema é antigo e segundo os moradores  a revolta dos mesmo já foi noticiada três vezes num telejornal local.

Veja o que dizia as reportagens:

26/06/2010 – 17h38

Situação de rua na Forquilha causa revolta de motoristas

SÃO LUÍS – Motoristas e pedestres reclamam da situação de uma das principais vias do bairro da Forquilha, na Capital. A Rua Projetada II nunca foi asfaltada.

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos informou que o bairro da Forquilha está incluído na Operação Tapa-Buracos, mas não disse quando os serviços na área serão realizados. Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

29/10/2009 – 16h22

Moradores da Forquilha reclamam de ruas

SÃO LUÍS – Na Rua Projetada, na Forquilha, os moradores não sabem mais o que fazer para ter os problemas resolvidos. Um condomínio inteiro sofre com a situação. Faça chuva ou faça sol, a rua está intrafegável por causa dos buracos. Uma vala de esgoto aberta no meio da pista vai de ponta a ponta na rua.

A Caema informou que já pediu à unidade responsável para que seja feito o reparo no esgoto da Rua Projetada. Em relação à galeria, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos comunicou que vai mandar uma equipe técnica ao local para resolver o problema.  Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

27/10/2009 – 15h58

No bairro da Forquilha, falta saneamento básico

SÃO LUÍS – O loteamento São Raimundo, na Forquilha, foi criado há nove anos. Para esses moradores, a realização de ter a casa própria. Mas a moradia veio acompanhada de vários problemas.

No loteamento, não há uma rua asfaltada. Falta saneamento básico e a iluminação é precária. Na Rua Projetada, pedestres, motociclistas e motoristas trafegam com dificuldade. Tudo por causa de uma lagoa que se formou no meio da rua. Clique no link abaixo e veja o vídeo.

TV Mirante

O mapa abaixo,do Google Earth, representa as ruas Projetada I e II.

Se as duas vias citadas  fossem drenadas, pavimentadas, sinalizadas e iluminadas seriam uma forma alternativa de desafogar o trânsito caótico da MA 201 – Estrada de Ribamar,rumo a MA 202 – Estrada da Maioba,pois muitos condutores enfrentam todos os dias congestionamentos desnecessário para seguir rumo a  MA 202.

Portanto, a via crusis alternativa continua enquanto uma equipe da Secretaria de Obras de São Luís ou de São José de Ribamar não resolver o imbróglio de forma definitiva.

Certamente quando o prefeito  João Castelo,do qual fui seu eleitor no 2º turno das eleiçoes de 2008,souber da reportagem não medirá esforços,para incluir as referidas ruas no seu amplo programa de pavimentação asfáltica que começa a tornar São Luis,um canteiro de obras,que é a marca de Castelo.

Foto:Hilton Franco

JN no ar: O Maranhão que nao foi ao ar.

Hilton Franco

Tem jornalista  achando que o sorteio da cidade de Pinheiro-MA foi obra da TV Globo e José Serra para perseguir o filho ilustre da referida cidade. Puro engano.

Acostumados com o M de murmurar, M de motejar, M de maldizer, M de malsinar, M de mexericar e, sobretudo, M de mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos alguns jornalistas insistem em não ver a miséria que assola o Maranhão a quase meio século.

Só para refrescar a memória, o Maranhão é 2º estado brasileiro no ranking da pobreza, atrás de Alagoas (1º) e a frente do Piauí (3º) e Pará (4º). Dados da revista Veja, publicados em 29/04/2009 corrobora o que o JN no ar mostrou.

Vejamos:

  • O estado tem o pior índice de desenvolvimento humano (IDH), segundo a ONU.
  • A taxa de analfabetismo é de 21,5% – mais que o dobro da média nacional.
  • Apenas 12,5% dos domicílios tem acesso a esgoto. A média brasileira é de 70%.
  • A mortalidade infantil afeta 39 bebês a cada mil nascimentos. É a segunda taxa mais alta do país, atrás apenas de Alagoas.
  • 64 % da população do estado é classificada como miserável .É o maior índice do país.

 

Esgoto a céu aberto,na Av Pequi em São Mateus-MA.

O que foi mostrado pelo JN no ar é a mais pura verdade. As cidades maranhenses são assim mesmo – lixões a céu aberto, esgoto jorrando pelas ruas,casas sem padrão arquitetônico, sem espaços para lazer,sem paisagismo…enfim, o retrato do descaso dos políticos que enriquecem às custas do dinheiro público e não investem em infra-estrutura,pois os recursos são desviados e prejudicam  a população de viver com qualidade de vida.

Mesmo que fosse sorteado outra cidade maranhense, o retrato sócio-econômico seria igual ou pior.Já imaginaram se a cidade privilegidada no sorteio fosse a miserável  Centro do Guilherme, onde 95,32% da população recebe menos do que R$ 80 per capita mensais. Sorte nossa,senão o vexame seria maior em rede nacional.

Portanto, para nós maranhenses, o que foi apresentado pelo jornalista Ernesto Paglia da TV Globo,não é novidade e muitos fingem em não ver que o Maranhão é semelhante ao Haiti ou Quênia.

Nota:As cidades que entram no sorteio do JN no Ar tem mais de 40  mil habitantes,portanto Centro do Guilherme – MA, não poderia ser sorteada para nossa sorte.

Foto:Hilton Franco.

JN no ar em Pinheiro -MA

G1.Globo.com

Pinheiro, MA, não tem rede de esgoto nem aterro sanitário

 Ha fossas nas calçadas, diante das casas,os respiros vazam direto para a sarjeta e tudo escorre para uma vala.Tudo é despejado para um lixão,na periferia da cidade.

A equipe do JN no Ar já percorreu 40 mil quilômetros pelo Brasil e chegou ao município maranhense de Pinheiro.

Maranhão: 6,4 milhões habitantes. As praias e os Lençóis Maranhenses são o destino de quase um milhão de turistas por ano.

“Tem bumba meu boi, quadrilhas, tudo o que o maranhense pode aproveitar e outras pessoas que vêm nos visitar”, contou uma moradora.

O principal setor da economia é o de serviços, com destaque para o comércio. A renda média mensal é a terceira menor do país: R$ 594.

Cerca de 90% dos moradores não têm acesso à rede de esgoto em casa e quase 43% não têm água encanada.

O estado tem a terceira mais alta taxa de mortalidade infantil do Brasil e a quarta maior proporção de analfabetos. O Maranhão tem 4,3 milhões eleitores.

O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do aeroporto de São Luís do Maranhão, com o apoio técnico da TV Mirante.

A cidade de Pinheiro fica a pouco menos de 90 quilômetros de distância da capital e quem faz o trajeto por terra tem que cruzar de balsa até lá e isso demora mais de três horas. A equipe fez o trajeto em pouco mais de meia hora para conhecer a realidade, muitas vezes difícil, dos quase 80 mil habitantes da cidade de Pinheiro.

O jato ficou em São Luís. A equipe foi de turbo-hélice para Pinheiro. Cruzaram os belos campos alagados, uma espécie de pantanal maranhense. Logo viram os búfalos que são motivo de polêmica.

O Ministério Público Estadual exige na Justiça que os criadores cerquem o gado, trazido da África na década de 60. Pesados, capazes de comer quase tudo que encontram, os búfalos são acusados de prejudicar o meio ambiente.

Na cidade, o estádio mais antigo do Maranhão é cenário de um campeonato amador vibrante: 36 times disputam a liga pinheirense. Vários craques viraram profissionais.

“O futebol aqui no nosso município vem contrapor a questão das drogas”, disse o presidente da Liga de Futebol, Filemon Guterres.

Nas ruas, muita gente se aproximou para levar queixas. As disputas políticas parecem impedir o progresso de Pinheiro. “Está feia a situação dos pobres, eles estão sofrendo, sendo todos humilhados. O dinheiro da verba vem pra cá e eles guardam tudo. Educação, saúde, nós não temos”, se queixou a professora Concita Marques.

Pinheiro não tem esgoto. Há fossas nas calçadas, diante das casas. Os respiros vazam direto para a sarjeta e tudo escorre para a Vala do Gabião.

Pinheiro é um polo de comércio para 20 municípios para a Baixada Maranhense. A feira tem de tudo, mas os consumidores dividem espaço com os urubus.

Cinco anos atrás, começaram a construir uma área de lazer que ficou inacabada.

Em junho, um caso de pedofilia causou espanto no país. Um lavrador teve oito filhos com as próprias filhas. A prisão dele deflagrou uma onda de denúncias. Hoje, há outros 17 acusados de pedofilia na delegacia regional.

“Mesmo com a nossa estrutura, mas nós temos boa vontade e, com apoio da sociedade, nós vamos sim, pelo menos minimizar. O importante é denunciar”, declarou a delegada Laura Amélia Barbosa.

O padre Luigi Risso saiu da Itália há 50 anos, direto para Pinheiro. Construiu estradas, clínicas, poços e, principalmente, escolas.

Hoje, 1,7 mil crianças entre 2 e 6 anos frequentam creches mantidas pelo padre, pagando R$ 20 por mês. Não há ajuda oficial. As escolas são mantidas por doações, principalmente do exterior.

“Educação é importante porque é tudo. O povo educado não pode ser dominado”, destacou ele.

Sem aterro sanitário, Pinheiro despeja tudo no lixão, na periferia da cidade. O esgoto sem tratamento polui o lindo Rio Pericumã e as lagoas dos campos vizinhos.

“Essa sujeira vem toda para cá. A Vala do Gabião desce toda para esse canto. Como isso pode ser uma água limpa”, questiona Maria Santa.

Dona Maria Santa tem restaurante de peixe na beira do rio. A especialidade é a piaba, o lambari do Sul, e o delicioso ensopado de bagre. Tudo com a famosa farinha de mandioca de Pinheiro. O restaurante tem 30 anos. Dona Maria teme pelo futuro do rio e do próprio negócio.

“Prejudica a comida, com certeza. Muda o sabor. Acho que vai melhorar. Tem que melhorar”, deseja ela.

A equipe do JN no Ar descansa neste sábado. No domingo, o próximo destino será sorteado no Fantástico.

Réquiem

 

Publicado por Flávio Gomes

SÃO PAULO (chega logo, 2012)

O Moto Club do Maranhão encerrou suas atividades. Vocês sabem que raramente falo de futebol aqui, mas tem horas que não dá para calar. Eu ia fazer um discurso enorme, contar dos meus jogos de botão, de quantas vezes desenhei o escudinho do Moto, ia falar do Sampaio Corrêa (aqui, uma observação: os dois grandes do Maranhão sempre foram um problema para mim na hora de escrever; Corrêa ou Correia? Moto Club ou Moto Clube? São Luiz ou São Luís? Coisas de infância, não liguem), do Maranhão Atlético Clube, de quanto aprendi de história, geografia e da vida com o jogo de bola.

Mas não precisei.

Porque alguém me mandou este texto de Luiz Antonio Simas, lá do Maranhão mesmo, que se chama “Morre o Moto”, e é simplesmente o melhor texto sobre futebol que já li em toda minha vida.

Réquiem trata-se de uma palavra latina que significa “repouso”, no sentido de morte.

O suicídio do Moto

Do blog do Torero, UOL Esportes

Publicado em 09/09/2010

Por Márcio Ricardo

O Moto Club, ao lado do Sampaio Corrêa, é (ou era…) o maior clube de futebol do Maranhão. Um dos mais importantes times do Nordeste, dono de 24 títulos estaduais e de uma torcida apaixonada.

Morre o Moto,mas minha paixão é eterna por você Papão do Norte.

Infelizmente, o Moto fechou seu departamento de futebol profissional no último dia 27 de agosto. A alegação da diretoria, obviamente, é a falta de recursos financeiros.

Tive conhecimento dessa triste notícia pelo blog do jornalista Flávio Gomes, que indicou o texto “Morre o Moto”, de Luiz Antônio Simas (blog “Histórias Brasileiras”).

Peço a todos que leiam o belíssimo texto do professor Simas. Nele, o autor se indigna com “mais esse capítulo da transformação do futebol brasileiro em um ramo do big business, da consolidação dos clubes como valhacoutos de escroques travestidos em empresários e da proliferação de jogadores-celebridades desvinculados da história e das tradições dos times”.

Tem muito mais, vejam lá, mas em resumo morre o Moto porque morrem, cada vez mais, as boas tradições, em nome do que se diz novo e moderno. Mais do que isso: morre o que deveria ser eterno pelo apreço ao fugaz, pelo consumo despropositado, pela força destruidora dele, sempre ele, o Mercado.

Tudo isso é realmente verdade, julgo eu, mas certamente não é toda a verdade. A verdade, se é que ela existe, é sempre mais cinza.

Luiz Antônio Simas escreveu um texto com alma, lírico, cheio de sentimento e, como já disse, verdade. Porém, seguem algumas considerações, intencionalmente frias e sem brilho, que misturam o preto e o branco em busca de algo mais cinza. E, ainda que menos poético, também real.

Afinal, por que morre o Moto e não o Sampaio Corrêa? São ambos os mais fortes clubes do Maranhão, com torcidas, tradições, conquistas e histórias equivalentes, não são? Por que morre um e o outro não?

Aliás, por que morre o Moto e não o Bacabal? Nesse caso, então, a comparação é quase indevida. Mas é justamente o time da capital, o mais poderoso e rico que está fechando, não o modesto. Por quê?

Crise financeira, pelo que pude me informar, atinge a todos no futebol maranhense, dos grandes aos pequenos. Mas como não são todos os que fecham as portas, fica claro que a crise do Moto também é política, administrativa, técnica, de planejamento e, até, de criatividade. Pasmem, o resultado foi o rebaixamento do Moto Club à série B do estadual.

Apesar disso, não podemos ignorar que a confusão é generalizada e institucional no futebol maranhense. Escândalos, manipulação de resultados, falta de dinheiro. O atual campeão, o JV Lideral, pediu desligamento da Federação (parece que voltou atrás, se embananou…) e outros três clubes estariam pensando em também desistir do futebol profissional.

A grita é geral contra a Federação Maranhense de Futebol, acusada de promover competições mal-organizadas e deficitárias, além de não apoiar devidamente seus associados. Vale lembrar que são os próprios clubes que elegem seus representantes na Federação e que, sem dúvida, o Moto Club tem enorme influência política.

Mas por que o Moto, como um dos mais importantes clubes maranhenses e líder natural de todos os outros, não começou uma revolução no futebol do estado? Por que não juntou forças com os demais times e propôs a criação da Liga Maranhense, por exemplo? Por que não se articulou em grupo com seu pares para organizar o próprio campeonato, o próprio calendário, o próprio destino?

Poderia ter iniciado esse processo sem litígio nenhum, chamando a Federação e todos os interessados para a mesa. Elaborando, em conjunto com os demais, planos de melhorias esportivas, programas de adequação e conservação dos gramados e da iluminação dos estádios, estudos sobre a utilização dos recursos das leis de incentivo ao esporte, mais e mais maneiras de atrair o torcedor e muitas outras iniciativas. Um projeto ambicioso, mas com o pé no chão, gradativo, sem fórmulas mágicas.

A partir disso, com a criação de uma liga de fato e tudo o que isso implica, seria saudável parar de vilanizar o tal do Mercado e, melhor ainda, atraí-lo para o benefício de todos. Negociar contratos em grupo, criar novas oportunidades comerciais, estabelecer outras vertentes de patrocínio, trabalhar o licenciamento de marcas e produtos são só algumas das possibilidades que proporcionariam melhores condições econômicas às agremiações.

Fazer isso, com critérios e princípios, respeitando os torcedores, não é se render a quem quer que seja. É, pelo contrário, uma maneira de perpetuar a história de um clube. Numa outra realidade, mas que serve de exemplo à nossa, não me parece que Barcelona, Liverpool ou Milan estejam perdendo suas tradições por fazerem isso. Estão, na verdade, as ampliando.

Nada disso aconteceu. Não houve competência, nem iniciativa, muito menos visão e atitude de vanguarda. É por isso que as tradições do Moto Club não foram honradas. O Moto não morre “em nome da gestão empresarial, da modernização dos estádios, do estatuto do torcedor”. Essas e outras coisas, ainda que sejam sinais de tempos menos românticos e encantados, o fariam viver melhor, preservariam “a aldeia, a terra, a comida da terra, a várzea, a esquina e o canto de cada canto”.

O Moto Club não morreu, professor. Ele se matou.

Marcio R. Castro é palmeirense.

O texto original está no link  http://blogdotorero.blog.uol.com.br/

CSA só empata no Rei Pelé e se despede da Série D

Bruno Soriano, da Gazeta de Alagoas.

Azulão precisava golear o Sampaio Correia por 6×0, mas acabou tomando dois gols no primeiro tempo, chegando ao empate no segundo

Não deu para o CSA. O Time do Mutange, jogando diante de seu torcedor, na tarde deste domingo (12), no Estádio Rei Pelé, em Maceió, não conseguiu sair de um empate em 2×2 contra o Sampaio Correia, pela segunda rodada da fase eliminatória da Série D do Campeonato Brasileiro. O Azulão até tentou, mas acabou tomando dois gols do bom time maranhense ainda no primeiro tempo – quando se ‘deu ao luxo’ de até perder um gol de pênalti com o atacante Catanha –, evoluindo na etapa complementar e conseguindo o empate, que não bastou para a classificação azulina.

CSA no ataque com cabeceio do lateral Celso


Isso porque o time do técnico Lino entrou em campo para cumprir uma missão quase impossível: vencer o Sampaio por pelo menos 5×0 – devolvendo assim a goleada sofrida na primeira partida, fora de casa – e forçar uma decisão em cobrança de pênaltis. Mas o time visitante soube se fechar bem e, com isso, gastou o quanto pôde o tempo de jogo e, com isso, assegurando a merecida classificação – apesar de o CSA ter merecido a vitória na noite deste domingo.

O Azulão – que havia se classificado à fase eliminatória com uma boa campanha, como líder de seu grupo, que tinha o Santa Cruz-PE, também eliminado – agora volta suas atenções para a Segunda Divisão do Campeonato Alagoano, com partida marcada para a noite da próxima quarta-feira (15), quando irá receber, no mesmo Rei Pelé, a equipe do Igreja Nova, precisando vencer para figurar entre os líderes da competição – dos seis, quatro se classificam para as semifinais e apenas os finalistas garantem vaga na elite do futebol estadual em 2011.

Nesta competição, o CSA é o terceiro colocado, com três pontos, e vem de derrota para o Sport Atalaia, fora de casa, por 1×0.

Fênomeno Azul lota o Mangueirão e Remo é eliminado

Texto HILTON FRANCO

O Remo,de Belém do Pará,tradicional time brasileiro foi mais um a ser eliminado hoje,domingo(12), por um adversário sem nenhuma tradição no cenário nacional.

 O Vila Aurora, da cidade de Rondonópolis,não se intimidou com a fanática torcida do leão e arrancou um empate de 1 a 1, diante dos 20.263 torcedores que compareceram ao estádio Mangueirão.

Um dos úlitmos lances de Remo 1 x 1 Vila Aurora-MT

Com o resultado, o time matogrossense agora vai encarar o América -AM que se classificou após uma vitória de 3 a 1 sobre o Mixto-MT em Manaus e uma derrota de 4 a 2 em Cuiabá

Os gols da partida foram marcados no segundo tempo por Vélber, para o Remo aos 12 min   e Daniel empatou a partida aos 24 min calando a torcida azulina.

Ao final da partida o sentimento de tristeza tomou conta da torcida remista.Cerca de 30 torcedores remistas foram aos vestiários e gritaram time de “pipoqueiro” e “timinho”.Alguns foram presos e a delegação do Leão saiu escoltada do estádio.

Agora é esperar o Parazão 2011,jogar bola e se classificar para em 2011 começar uma nova batalha rumo a série C do brasileiro.

Foto:Diário do Pará

Guarany-CE vence Santa Cruz-PE na Batalha do Cariri

Texto HILTON FRANCO.

A saga do Santa Cruz para voltar à elite do futebol brasileiro teve seu capítulo final neste domingo(12).Com doses de tensão e emoção o tricolor jogava pelo empate contra o Guarany-CE, no estádio do Junco, em Sobral, interior do Ceará. Um simples  empate classificava o time pernambucano para a terceira fase da Série D .

Mundão do Arruda,em Recife-PE lotado por 53 mil tricolores da Cobra Coral

A configuração do jogo era a seguinte: como no primeiro confronto os tricolores venceram por 4×3 em Recife-PE, basta não tomar gol para avançar. Já o Cacique do Vale uma simples vitória por um gol de diferença até 3×2 (1×0 ou 2×1),garante a classificação.Se os números do jogo anterior se repetiressem, porém em favor dos cearenses, a definição iria para a cobrança de pênaltis.

Após os 90 min de jogo e muito sofrimento dos torcedores da Cobra Coral pernambucana encerra-se a partida com a vitória do Guarany-CE, de Sobral pelo placar de 2 a 0, com gols de Danilo Pittbull e Léo Olinda.

O Santa Cruz, tradicional clube do futebol brasileiro continuará no fundo do poço por mais um ano.Melhor que o meu  Moto Clube, que nem se sabe quando voltará a disputar uma competição nacional,pois nem na série D estamos.

Agora o Guarany-CE ,vai enfrentar o Sampaio Corrêa que eliminou o CSA de Alagoas ,após uma vitória em São Luis por 5 a 0 e um empate de 2 a 2 no estádio Rei Pelé, em Maceió.

Os jogos  entre Sampaio x Guarany-CE,serão realizados no dia 26 de setembro e 2 de outubro.O sortei do mando de campo aconte amanha na sede da CBF, no Rio de Janeiro, a partir das 14h.

O Sampaio teve sorte de não enfrentar o Santa Cruz-PE, pois certamente seria eliminado em campo e fora de campo.Agora é esperar o difícil confronto com o Cacique do Vale do Cariri.Lembramos que Samapio e Guarany-CE,  se enfrentaram na primeira fase e houve empate nos dois confrontos.Em Sobral 0 a 0 e em São Luis 2 a 2.

Boa sorte ao Sampaio e ao futebol maranhense que continua no fundo do poço.

RG único entra em vigor a partir de dezembro

Do Diário do Pará

As carteiras de identidades passarão a ser substituídas, a partir de dezembro, pelo Registro de Identificação do Cidadão (RIC). Trata-se de um número único de registro de identidade civil, disponível por meio de um cartão magnético com a impressão digital, que promete pôr um fim à necessidade de o brasileiro portar vários documentos.

Modelo do novo RG

A nova identidade, criada pela Lei 9.454/97, teve origem em projeto de lei (PLS 32/95) de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e vai poder substituir, num só documento, os números da Carteira de Identidade (RG), do Cadastro de Pessoa Física (CPF), do Título de Eleitor e do PIS/Pasep, entre outros.

O senador ressaltou, por meio de sua assessoria, que o novo cartão deve simplificar o processo de obtenção de documentos e sanar o problema com homônimos, uma vez que, além do conjunto de informações digitalizadas, conterá a impressão digital do portador.

Segundo informações do Ministério da Justiça, o novo documento terá como informações obrigatórias nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão digital do indicador direito, órgão emissor, local e data de expedição, além da data de validade do cartão. Já o antigo número de RG, título de eleitor e CPF serão optativos, bem como o tipo sanguíneo e a condição de ser ou não doador de órgãos.

Constará ainda do novo cartão um código conhecido como MRZ (sigla em inglês para zona de leitura mecânica), uma sequência de caracteres de três linhas que agiliza, segundo informações do Ministério da Justiça, o processo de identificação da pessoa e das informações contidas no RIC.

Para armazenar e controlar o número único de Registro de Identidade Civil e centralizar os dados de identificação de cada cidadão, o governo criou ainda o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil. Os estados e o Distrito Federal, que participarão do novo sistema por meio de convênio com a União, ficarão responsáveis pela operacionalização e atualização desse cadastro, em regime de compartilhamento com o órgão central.

O Ministério da Justiça prevê concluir a substituição dos documentos até 2019. (AGÊNCIA SENADO)