Professores farão protesto por reajuste salarial em frente ao Palácio dos Leões

Em 2014 os professores da rede municipal ficaram de braços cruzados por 105 dias pois o prefeito Edivaldo não queria reajustar o piso salarial. Na época professores ocuparam a prefeitura por 21 dias.

Flavio e Edivaldo

Flavio e Edivaldo contra a educação

O Movimento de Resistência dos Professores (MRP) está convocando a categoria para reivindicar o reajuste nos salários. O ato acontecerá na sexta-feira (29), às 8h em frente ao Palácio dos Leões,  sede do governo estadual.

A categoria reivindica o reajuste de 11,36%, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para o piso nacional do magistério.

Dia 14/1/16 o MEC anunciou o novo piso no valor de 2.135,64 (aumento de 11,36%). Prefeitos e governadores queriam que o reajuste fosse adiado pra agosto e o índice fosse 7,41% e não 11,36% como prêve a lei. O reajuste, concedido anualmente é divulgado em janeiro.

Desde o dia que foi divulgado o percentual de reajuste, o governador Flávio Dino (PC do B), prefeito Edivaldo Holanda (PDT), presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro (PC do B) e a presidente do Sindieducação, Elizabeth Ribeiro, estão em silêncio sepulcral.

Por conta disso, a categoria está se mobilizando nas redes sociais e fazendo a convocação para protestar contra o governo estadual e municipal.

Veja abaixo a convocação feita pelo professor Antonísio Furtado.

Estamos a 5 dias do término de janeiro e o nosso direito ao reajuste do piso está muito próximo de não ser respeitado pelo governador e o prefeito de São Luis. Esses dois senhores se esquivam da sua responsabilidade e usam de vários subterfúgios para não tocar nesse assunto.

Alguém viu ou ouviu algum deles falar desse assunto recentemente? Como se isso não bastasse, esse ano, há um movimento nacional de prefeitos e governadores defendendo a concessão do reajuste do piso somente em agosto. Estranhamente as posturas dos presidentes e das diretorias do SINPROESEMMA e SINDEDUCAÇÃO são no mínimo suspeitas, pois nesses momentos decisivos essa turma se afasta da categoria e faz de tudo para não deflagrar a luta em defesa dos nossos direitos.

Não precisamos fazer um grande esforço para perceber que isso é intencional e qual lado visa favorecer. Professor/a, nosso contexto é por demais desafiador, estamos não entre governo e direções sindicais, pois eles lutam do mesmo lado e perseguem objetivos semelhantes.

Nosso dilema é escolher entre a indignação ou a resignação e entre fazer ou não a luta. Apesar de todas as dificuldades nós defendemos a luta, pois somente através dela podemos fazer valer nossos direitos. Por ultimo eu ressalto: Todo sindicato é constituído por uma diretoria (minoria) e base ( maioria).

Não faz sentido nossa categoria ficar refém de uma minoria que defende interesses particulares e também de governos. o sindicato somos nós, a nossa luta e a nossa voz. ”

Dia 29/01 (sexta feira) será nosso dia de luta unificada (estado e município). Concentração a partir das 8h, no Palácio dos Leões.