Será que fracassei como professor de História?

Sá Marques

Por Sá Marques

Sempre nas minhas aulas preguei:

– O fim da fome no meu país (segundo a ONU, o bolsa família).

– Gente humilde fazendo faculdade custeada pelo poder público (fies/pro uni/ciência sem  fronteiras) e com a possibilidade de ter acesso a bens de consumo durável (como veículo automotor), e também com moradia digna.

– Saúde pública com qualidade e para todos

– A não minimização do estado no social (não privatização de áreas estratégicas, a exemplo da Petrobrás – Pré sal = 13 bilhões de dólares para educação).

– A polícia e a justiça livres e com tratamento igualitário a todos os cidadãos e cidadãs.

– Uma democracia que se aproximasse da Atenas no período clássico.

– Que a corrupção entrasse no rol dos crimes hediondos e que aquele que desviasse verbas públicas tivesse que cumprir pelo menos a metade da pena em regime fechado.

Mas, sinceramente, acho que  fracassei como professor de História e no trato da lei, pois vislumbro o Brasil dos idos da década de 80, e que portanto, vislumbro a possibilidade de que as minhas humildes verbalizações, as minhas noites perdidas em me preparar, e a minha extrema vontade de ver o povo melhor, vire um mero castelo de areia na beira da praia.

Será que fracassei como professor de História?