Torcidas organizadas: primeira vítima de 2011

Sergipano filiado à Comando Vermelho, do CRB, foi executado por integrantes da Mancha, do CSA

Gazeta de Alagoas

A polícia alagoana deve ter mais uma vez muitos problemas com as torcidas organizadas. À véspera do primeiro clássico do ano, neste sábado (15), um torcedor do Clube de Regatas Brasil já foi executado. Adriano, como foi identificado, foi assassinado dentro do veículo Pálio, de cor prata e placa MUW-4178/AL após enfrentamento com a torcida Mancha Azul, do Centro Sportivo Alagoano e integrantes da Inferno Coral, do Santa Cruz, do Recife.

O crime teria sido cometido por ocupantes de um Fiat Uno, segundo informações repassadas por populares. Após a execução, os criminosos ainda teriam espancado Adriano com barras de ferro e pedaços de madeira. Ele era de Sergipe e estava em Maceió porque era filiado da torcida alvirrubro, do CRB, e tinha a pretensão de assistir o jogo que acontece no Estádio Rei Pelé, na tarde deste domingo (16).

Os criminosos teriam fugido em direção ao Vale do Reginaldo. Ninguém havia sido identificado até a manhã de hoje.

Outros casos

Em 2010, muitas pessoas foram vítimas dessa rivalidade estúpida. No dia 22 de setembro, os garotos Cristiano Assunção Silva, de 14 anos, e Felipe Barbosa, de 15, foram assassinados quando estavam em um ponto de ônibus, no bairro Santos Dumont, esperando um transporte para levá-los ao estádio Rei Pelé, no Trapiche. Eles pretendiam assistir a partida entre CSA e Santa Cruz (PE).
Os garotos teriam sido assassinados por homens que passaram em um carro, simplesmente porque vestiam a camisa do CSA.

Um mês após, dentro do ônibus que fazia a linha Ipioca/Poço, Mikael dos Santos Calheiros foi mais uma vítima. Ele se dirigia ao jogo do Centro Sportivo Alagoano, também no Trapichão, quando foi surpreendido dentro do coletivo por supostos integrantes da Comando Vermelho, do Clube de Regatas Brasil (CRB) que o atingiram com três disparos, um na cabeça, um no abdome e outro no braço. Em seguida, foi arrastado do coletivo e espancado no meio do asfalto.Por sorte sobreviveu.

Além dos crimes, muitas cenas de vandalismo foram registradas pela Polícia Militar durante o ano passado com apedrejamento de coletivos. Por conta disso chegou a ser proibida, inclusive, a circulação de ônibus com torcedores até o Trapichão.