Tragédia em família – Homem mata uma filha, fere outra e depois se suicida

Jornal do Commércio, de Recife-PE

A polícia invadiu por volta das 20h50 a casa onde um homem fez a própria família refém na Rua Frederico, no Bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife, na noite deste sábado (19). Ambulâncias saíram do local com o acusado de balear as duas filhas adultas. A morte de uma delas, que era casada e mãe de dois filhos, foi confirmada e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Acir de Oliveira Correia, de idade ainda não revelada, se matou com um tiro na nuca. Após ouvir o disparo, a polícia entrou na casa. Ele ainda foi socorrido para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, mas não resistiu ao ferimento. A morte foi constatada pelo médico logo que ele deu entrada na emergência da unidade de saúde. 

O CASO – Acir fez as duas filhas reféns nesta tarde, após uma discussão. Mesmo baleada, Lizandra Gomes Pereira, de 28 anos, conseguiu fugir e acionar a polícia. Cerca de 15 viaturas da polícia e três ambulâncias do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local. A rua foi cercada e policiais fizeram contato com o homem, que teria dito que só se entregaria após ver a esposa e a filha “pela última vez”.

Lizandra levou cinco tiros no braço e na perna e teria contado aos policiais que a mãe e a irmã foram mortas. Mas a informação de que a mãe das garotas estava no local foi negada logo em seguida. Lizandra está recebendo atendimento médico na Unidade de Trauma do HR.

Irmã do acusado chegando ao local do crime. Foto: Clemílsom Campos/ JC Imagem

Por volta das 20h05, duas mulheres chegaram ao local dizendo ser irmã e sobrinha de Acir e se ofereceram para ajudar a polícia na negociação. Mais cedo, vizinhos relataram ter ouvido cerca de dez tiros. Eles falavam em crime passional. Diziam que Acir não aceitava a separação, mas não sabiam precisar há quanto tempo isso havia acontecido. Outra versão era que ele vivia na casa com a família e sofria de depressão.

Na rua vivem famílias de classe média e, de acordo com vizinhos, no local de nº 63 existem três casas: uma onde viviam Acir, a mulher e uma filha; na segunda, o sogro de Acir, e na terceira, a filha casada, o marido dela e os dois filhos do casal: um bebê e uma criança de 2 anos. Vizinhos relatam ainda que o clima na família, antes dessa tragédia, era aparentemente de tranquilidade.

Pelo menos 20 integrantes do 13º Batalhão da PM e da Companhia de Operações Especiais (Cioe) participaram da operação.