Veja o que aconteceu na vaquejada 2017 de Paraibano

Show de Vitor e Léo teve pequeno público

O blog do Hilton Franco fez um resumo do que se passou durante a 32ª vaquejada de Paraibano, realizada dias 21, 22 e 23 de julho. 

Veja:

RAILTON  ATRAPALHA VAQUEJADA

O chefe de gabinete do prefeito Zé Hélio e presidente da comissão organizadora da vaquejada, Railton Sousa, ajudou a desorganizar a vaquejada. Segundo os vendedores ambulantes, Railton cobrava constantemente a taxa de funcionamento das barracas de forma arrogante e prepotente. Por conta disso, recebeu várias ameaças e quase apanhava dos vendedores.

Quem não  pagava a taxa de R$ 150,00, teve a barraca tomada. Foram tomadas as barracas de um ex-vereador e de um funcionário da prefeitura contratado.

Railton proibiu que fossem instaladas barracas de palha no local do evento e prometeu que seriam distribuídas tendas.  A vaquejada acabou e não chegaram todas as tendas prometidas, cerca de 60. Isso causou revolta de algumas pessoas de Paraibano que não tiveram a oportunidade de trabalhar. Agora só ano que vem.

ERRO DE CÁLCULO

A casa de show tem aproximadamente capacidade para 6 mil pessoas. Então a conta é simples: 40% dos ingressos eram destinados para os estudantes, ou seja, 2.400 ingressos. A organização da vaquejada  anunciou que os ingressos  de meia entrada para estudantes foram esgotados. O PROCON confirmou. Entretanto, segundo informações  a casa de shows tinha aproximadamente 1.700 pessoas.

Então, se realmente os ingressos de meia entrada foram todos vendidos para o show de Vitor e Léo, no mínimo a casa de show estaria com 2.400 pessoas. Afinal, quem mentiu: o PROCON ou a organização do evento?

BLITZ EDUCATIVA

Uma blitz educativa organizada pela 15ª CIRETRAN (São João dos Patos), realizada na sexta-feira, fez distribuição de panfletos  e uso do bafômetro alertando do perigo no trânsito durante a vaquejada.

BLITZ SURPRESA CAUSA PÂNICO

A polícia militar rodoviária realizou uma blitz surpresa na sexta-feira (21) na Rua 7 de setembro e fez a apreensão de vários veículos que estavam sem licenciamento atualizado. Veículos dirigidos por pessoas não habilitadas, também foram apreendidos e levados para o pátio da CIRETRAN de São João dos Patos.

Todos os veículos irregulares receberam multas e só serão liberados após o pagamento de todas as taxas e legalização veicular.

A fiscalização era para acontecer por dois dias, mas estranhamente não aconteceu no sábado. A blitz foi apoiada por todos que tem veículos regularizados e por quem tem habilitação. Só gerou revolta daqueles que querem trafegar de maneira irregular.

Infelizmente, políticos usaram de sua influência para encerrar a blitz realizada pela PM. Segundo fontes, o deputado federal Waldir Maranhão  solicitou o fim da fiscalização.

Como pode um político interferir uma blitz numa cidade violenta? A polícia está de parabéns pelo trabalho. Já Waldir vai ser lembrado por apoiar a irregularidade no trânsito.

RECLAMAÇÃO NOS CAMAROTES

Pessoas que pagaram R$ 4.000,00 por um camarote durante dois de vaquejada tiveram surpresas desagradáveis.

Segundo relatos publicados em grupos de WhatsApp e no Facebook, os camarotes não tinham controle e entravam quem queria. “Não sei porque pulseira para subir para os camarotes se não tinha controle de gente sem as mesmas. Tá de brincadeira, escreveu Zezé, ex-secretário de esporte.

“Dois bêbados invadiram meu camarote, pegaram cadeiras e ficaram dormindo e a gente ficou em pé. Foi caro, bebidas caras e desorganizado”, disse Raiza Holanda.

A situação aconteceu também em outro camarote.  Ao chegar ao camarote o mesmo já estava ocupado por quatro pessoas.  Para retirar os intrusos, a organização foi acionada e os mesmos foram tivera que sair.

FIASCO DE PÚBLICO

Devido aos altos preços dos ingressos no primeiro dia de vaquejada  e não pagamento antecipado dos salários ou do 13°dos servidores municipais, o show de Vitor e Léo foi um fracasso de público.

No terceiro dia de festa, nem mesmo com a liberação da portaria e o sorteio de uma moto Honda Pop 110, doada por um deputado estadual com intenção de receber apoio e votos, a casa de show lotou. Até as meia noite o público era pequeno. 

Para evitar mostrar o vazio do primeiro dia de festa,  foi divulgada uma foto mostrando só as pessoas próximas ao palco. Na foto aparece mais a cidade que o local onde acontecia o show.

LIXO TOMA CONTA DO PARQUE

O parque de vaquejada não tinha coleta de lixo regular e nem coletores para depósito de lixo. Por conta disso, por todos os lados o lixo estava espalhado.

PREFEITO BARRA ENTRADA DE BEBIDAS

O prefeito Ze Hélio foi flagrado na portaria domingo (23) barrando o público que entrava com bebidas. Não podia entrar com bebidas e não tinha nenhum bar  funcionando no camarote. Tinha que ficar subindo e descendo para ir comprar bebidas, relatou Rayza Holanda.

Segundo um turista de Colinas, o prefeito lhe barrou na porta com seis latas de cerveja e disse que ninguém poderia entrar com bebidas, pois no local tinha bar para vender bebidas.

VIOLÊNCIA ZERO

O Comandante  da 6ª Companhia Independe da Polícia Militar, tenente coronel Emerson Bezerra da Silva divulgou nota  informando que durante os três dias de vaquejada não teve nenhuma ocorrência policial. Segundo Emerson, foram utilizados 30 homens por noite. Para realizar as operações, a polícia contou ainda sete carros e cinco motocicletas.

TRANSPARÊNCIA ZERO

Como virou moda, de novo os organizadores da vaquejada não divulgaram o público pagante nos três dias de festas. Também não foi divulgado o valor da contratação das bandas e se teve lucro ou prejuízo com  venda dos ingressos e bebidas.

Além disso, não foi divulgado quantas senhas foram vendidas para os vaqueiros e os valores dos aluguéis de gado.

SEM REVISTAS NA PORTARIA

Durante dos três dias de vaquejada, ninguém foi revistado ao passar na portaria para ter acesso a casa de show. Caso a pessoa quisesse entrar portando armas ou drogas, estava livre.

ROUBO DE CELULAR

Segundo relatos, varias pessoas  tiveram bolsas e celulares furtados. Essas pessoas preferiram não registrar ocorrência.